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Parque Capibaribe – Reconectando Territórios

Artigo de Amanda Florêncio de Macêdo, Ana Raquel Meneses, Circe Monteiro, Sabrina Machry

ANO
2015

RESUMO
A integração entre pessoas e espaço público pelo Capibaribe – principal rio do Recife, Nordeste do Brasil – costumava ocorrer de forma bastante natural. O rio fornecia meios de transporte e de subsistência e foi, portanto, altamente valorizado pela sociedade, que viu suas margens como uma área privilegiada para viver e descansar. As mudanças na tecnologia, na cultura local e na percepção dos cidadãos sobre o espaço público transformaram o espaço físico do Recife, degradando-o ao longo do tempo e diminuindo seu uso. Com a expansão de acesso a informações, uma parte crescente da população começou a se relacionar através de redes virtuais, influenciando a forma como as pessoas interagem, especialmente nas cidades maiores. Ao aceitar que a rede virtual já faz parte da dinâmica social e urbana, o Parque Capibaribe se posiciona como uma rede física que visa melhorar o espaço público e integrar territórios urbanos da cidade, mudando a forma como o espaço público é vivido e como os vizinhos interagem. Como um projeto do século XXI, no qual os mundos tecnológico e virtual são intrínsecos à cultura e cidadania, o Parque Capibaribe – um projeto transdisciplinar desenhado pelo grupo de pesquisa INCITI, da UFPE, e encomendado pela Prefeitura do Recife – visa atrair usuários e mudar comportamentos através de uma reinvenção da cidade, fundamentada na expansão do potencial e das qualidades do espaço público e das áreas abertas existentes, priorizando conexões a serviços, equipamentos, transportes públicos e deslocamento não-motorizado através de uma rede de estruturação urbana vitalizante.

PALAVRAS-CHAVE: Parque Capibaribe, Vitalidade Urbana, Espaço Público, Intervenção Urbana, Mídia Digital

Leia o artigo completo (em inglês), das páginas 761 a 782.

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Reestruturação do tecido urbano da cidade do Recife por meio da articulação dos espaços públicos

Artigo de Luiz Carvalho Filho, Werther Ferraz de Sá, Carolina Puttini e Circe Monteiro

ANO
2015

RESUMO
Este artigo descreve a metodologia de pesquisa e as intervenções propostas para o desenvolvimento de um parque linear de 30 km ao longo do principal rio da cidade do Recife, em Pernambuco, no Brasil. Este projeto foi encomendado pela Prefeitura do Recife à Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e foi desenvolvido nos últimos dois anos por uma equipe multidisciplinar coordenada pelo INCITI, um grupo focado em pesquisa e inovação para a cidade.

O objetivo do projeto é fornecer um plano estratégico que aborda questões ambientais, espaciais e sociais. No entanto, o projeto extrapola os limites imediatos que estão sob a influência do sistema fluvial, dado que essa mudança na configuração sócio-espacial da cidade é percebida como uma base ou estrutura inicial que irá impulsionar a transformação da cidade.

Portanto, o parque proposto procura elementos que possam promover a reinvenção da cidade, fundamentado principalmente na expansão do potencial e das qualidades dos espaços públicos existentes, das áreas vagas ou subutilizadas ao longo dos cursos de água, com o objetivo de intensificar o uso desses espaços para as pessoas e melhorar sua conexão com a cidade. A maioria das estratégias propostas no projeto baseia-se na estruturação de lugares vitais e sustentáveis ​​e na priorização de modos de transporte públicos não-motorizados.

Um dos principais desafios nesta pesquisa é como reconectar os cidadãos e o rio. Recife é uma cidade com quase 500 anos, na qual a relação entre cidade e rio mudou drasticamente ao longo do tempo. Nos primeiros anos e até certo ponto durante a expansão da cidade, o rio era uma das principais estruturas de transporte e conexão entre os assentamentos iniciais que formaram a cidade. O advento do carro e outros modos de transporte, em paralelo à expansão da cidade para áreas não diretamente relacionadas ao rio, reverte a relação anterior entre cidade-rio.

Espaços ao longo da água não estão mais no centro, mas na periferia da cidade. Essa inversão do papel dos espaços ao longo do rio é evidente na análise do mapa axial do Recife. A estrutura do rio representa uma lacuna na continuidade do tecido da cidade. Essa divisão é ainda mais relevante ao combinar a análise sintática com dados sobre renda, acesso a serviços públicos e espaços públicos. Na configuração atual, o rio separa os grupos sociais, é uma barreira à circulação fluída na cidade, um vazio no tecido urbano. O projeto Parque Capibaribe visa superar esse vazio na estrutura da cidade usando uma rede de espaços públicos, conectada principalmente por caminhos para ciclistas e pedestres.

O principal resultado esperado deste projeto, além de tudo relacionado à melhoria das

condições ambientais, é usar a estrutura espacial de um parque como um alicerce que pode reescalar uma cidade dividida.

PALAVRAS-CHAVE
Espaços públicos, segregação espacial, mobilidade não motorizada, vitalidade urbana.

Leia o artigo completo (em inglês).