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Exposição apresenta Olhares Afetivos

“Imagens formadas por afetos”, esta é a chamada de abertura da exposição #MeuCantoNaCidade, que será inaugurada no dia 8 de fevereiro, às 19h, na sede do INCITI/UFPE, no Bairro do Recife (PE).

A mostra reúne 30 fotografias de 26 habitantes da Região Metropolitana do Recife.As imagens foram selecionadas por meio da campanha #MeuCantoNaCidade, realizada pelo INCITI, em parceria com o projeto Dajaneladomeuonibus, na plataforma Instagram, que convidou as pessoas a fotografarem aquilo que as encantava nesta experiência que é viver nas cidades.

As imagens foram escolhidas a partir de dois critérios: as 10 fotos mais curtidas pelo público e outras 20 fotografias, selecionadas pelos curadores Gabriel Melo, Ivan Ferreira e Valéria Gomes do Coletivo Bolandeira e Casa Candeeiro, que consideraram a qualidade, a originalidade e a singularidade das fotos. A campanha #MeuCantoNaCidade aconteceu entre 02 de setembro e 28 de outubro de 2016, e teve mais de 400 fotos participantes.

As fotografias selecionadas estarão no térreo da sede do INCITI, em uma exposição interativa entre público e imagens. Após o lançamento, o horário de visitação será de segunda a sexta-feira, das 14h30 às 20h, de 8 a 23 de fevereiro, dando uma pausa por conta do carnaval e retornando no período de 2 a 10 de março.

Mais Curtidas – Júri Popular

  1. Eveline Alves
  2. Gilberto Vieira
  3. Joelma Trajano
  4. Luka Almeida
  5. Mariana Montenegro
  6. Milena Maia
  7. Pedro Guedes
  8. Vital Carvalho
  9. Zeno Albuquerque

Selecionados pela Curadoria

  1. Abraão Figueiredo
  2. Aline Nascimento
  3. Bulu
  4. Eduardo Nóbrega
  5. Eveline Alves
  6. Gilberto Vieira
  7. Héllyda Cavalcanti
  8. Ju Brainer
  9. Kari Galvão
  10. Katianne Diniz
  11. Leila Azevedo
  12. Mariana Azevedo
  13. Nanda Botelho
  14. Natália Regina
  15. Renata Gamelo
  16. Rodrigo Édipo
  17. Simone Brito
  18. Victor Cayke
  19. Vital Carvalho
  20. Ytallo Barreto

Serviço:

#MeuCantoNaCidade

Local: INCITI/UFPE – Rua do Bom Jesus, 191, Bairro do Recife – Recife/PE

Data: 8 a 23 de fevereiro e 2 a 10 de março

Horário: 14h30 às 20h

Contato: (81) 3037-6689

Email: info@inciti.org

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INCITI abre chamada para ocupação colaborativa das margens do Capibaribe

A UNINASSAU e o INCITI/UFPE convidam para a “Ativação Capunga”, ocupação que celebrará o encerramento do Workshop Internacional de Prototipagem Urbana (WIPU). O encontro colaborativo irá acontecer nesta sexta-feira (22/10), das 19h às 22h, e sábado (23/10), das 9h às 22h. O acesso é feito pela Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE).

A autonomia é sua! Ative as margens do rio Capibaribe com alguma atividade favorita preenchendo este formulário. O espaço também estará disponível pra quem quiser apenas experimentar os mobiliários construídos nas duas semanas de workshop.

Vivencie o Recife como Cidade-Parque!

Outras informações: ativacaocapunga@gmail.com

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O Workshop Internacional de Prototipagem Urbana integra as ações do projeto Parque Capibaribe, desenvolvido pelo INCITI/UFPE, por meio de parceria com a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife. Esta iniciativa objetiva a recuperação ambiental dos 30 km de margens do Rio Capibaribe, associada a um plano de urbanização e melhoria da qualidade dos espaços públicos existentes, além da implantação de novos ambientes. O projeto se articula em função de cinco estratégias de intervenções que se traduzem na necessidade de chegar, percorrer, atravessar, abraçar e ativar a ocupação consciente nas margens do Rio Capibaribe.

Serviço:

Ativação Capunga
Quando: 22 de outubro (19h-22h) e 23 de outubro (9h-22h)
Onde: Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE) – Edf. garagem da UNINASSAU
Quanto: O espaço é seu e a entrada é franca!

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Cruzando o Recife no domingo: um rolê de bike

Por Fillipe Vilar

11 de setembro de 2016. Sair pelo Recife de bicicleta e colar em um evento massa, o segundo Domingo no Baobá, de graça, do outro lado da cidade. Era esse o objetivo. Este relato será em primeira pessoa porque não há melhor maneira de contá-lo do que esta. Poderia inventar aqui um narrador distanciado, no entanto estou te convidando para sentir a aventura comigo. Porque foi isso aí, uma aventura. Moro na Zona Sul do Recife, no bairro do Ipsep, e a ideia de sair de bike até o Jardim do Baobá, no bairro das Graças, na Zona Oeste, me pareceu uma boa. Nunca tinha feito isso na vida, ir para tão longe de bicicleta. Mas só se aprende fazendo. Já sabia de antemão que poderia ser arriscado, cansativo, mas é isso que é a vida, não é? Fora que as proximidades, bairro da Torre, Casa Amarela, etc, não conheço direito. Em uma parte do caminho teria que apelar para o quem tem boca chega em – evitando o cacófato do ‘vaia’ – Roma.

Preparativos: sempre uso mochila, mas para andar de bicicleta preferi não carregar peso nas costas, porque poderia fazer diferença mais para frente. Além do mais que moro no terceiro andar de um prédio sem elevador e teria que carregar a bicicleta lá para cima depois de todo o passeio. Uma dor nas costas atrapalharia muito nisso, então seria melhor evitar ao máximo esse tipo de esforço. Aproveitei a cestinha da bike e coloquei tudo o que achei que fosse precisar dentro de uma sacola plástica. Separei cartão de passagem – caso necessário -, documento, uns trocados, uma cadernetinha para anotações, dois pacotes de biscoito recheado, um squeeze de 500 ml com água, meu celular e uma caneta. Enrolei tudo dentro da sacola e estava feita a bagagem.

10h da manhã, minha casa. Tracei a rota de ida no Google, mas como não teria internet pelo caminho, tirei vários prints do mapa para guardar no celular. Seriam 37 minutos, 11 Km exatos. Na minha cabeça, dei uma ‘margem de erro da vida real’: estimei chegar em uma hora, e pedalar cerca de 15 Km. Mas o Google Maps poderia estar certo e era essa a minha esperança. Se estivesse, acabaria repetindo a experiência com mais frequência. Depois do café da manhã, peguei o rumo. Saí pela Rua Jean Emile Favre em direção à Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira e foi aí que cometi o primeiro vacilo de principiante: segui pela faixa de transporte público. Porém era domingo, não tinha muito movimento, me confiei nisso. Acabaria tendo consequências mais tarde, quando cheguei no bairro de Afogados e parti pela Estrada dos Remédios.

Parte da rota traçada por mim no Google Maps

Parte da rota traçada por mim no Google Maps

Um ônibus me cortou e eu perdi o equilíbrio, acabei me estabanando na calçada, apoiando o peso na mão direita – e ficando com uma dorzinha leve no polegar até o momento em que redijo este texto -, além de alguns arranhões pelo braço direito e pernas. Normal. Adrenalina, um pouco de vergonha na hora. Um outro ciclista ofereceu ajuda mas, como eu me senti constrangido, me recompus e continuei pedalando, desta vez em direção ao bairro da Torre, pela Avenida Visconde de Albuquerque, seguindo pela Rua José Bonifácio até chegar no Carrefour da Torre, de lá pegar a Rua João Tude de Melo, a Av. Parnamirim e, por fim, a Rui Barbosa até o Jardim do Baobá. Mas não foi bem assim que aconteceu.

Alguns arranhões por conta da queda. Foto: Fillipe Vilar

Alguns arranhões por conta da queda.
Foto: Fillipe Vilar

Acabei circulando demais e fui parar em Casa Amarela. Não me perguntem como. Voltei pela ciclofaixa de domingo e, enfim, encontrei o parque da Jaqueira. Descansei um pouco por lá para depois, finalmente, chegar ao destino. E valeu a pena. Não conhecia o local antes da reforma, mas estava com bancos, um gramado confortável. Cheguei por lá por volta do meio-dia, uma horaa mais do que minha previsão mais pessimista, mas isso se deve muito, também, à falta de habilidade do ciclista em questão. Apesar de em muitos poucos momentos me sentir realmente seguro para pedalar pelas ruas, seja pela falta de paciência de motoristas, seja por obstáculos na pista, como buracos e pequenos gelos baianos deslocados. Assim que cheguei no Jardim encontrei o pessoal do INCITI e outros conhecidos. Estacionei a bicicleta e fiquei circulando por lá, vendo as pessoas, sentindo o movimento e as atividades. Tava rolando slackline, umas tendinhas de venda de artesanato e comida, um fotógrafo lambe-lambe em frente ao baobá.

Teve lambe-lambe no Jardim do Baobá.

Teve lambe-lambe no Jardim do Baobá.

Os grandes balanços de madeira e metal não paravam de se mexer, as pessoas se divertindo. Tinha de tudo: criança brincando, gente gravando vídeo, fazendo piquenique, fazendo social, fazendo campanha eleitoral. Isso até chegar a chuva – que já tinha caído na madrugada do sábado – e voltar a molhar aquele pedaço de manguezal. Rolou uma dispersão por um tempo, mas em frente ao baobá a terra amoleceu e as crianças começaram a brincar e sujar os pés. Perguntadas sobre qual era a sensação de pisar na lama, elas retrucaram: “parece sorvete de chocolate, é geladinho!”. Filei um pouco de cada comida que o pessoal levou para o parque e aproveitei o momento para dar uma relaxada.

Chuva proporcionou experiência sensorial para as crianças.

Chuva proporcionou experiência sensorial para as crianças.

Veja mais fotos do segundo Domingo no Baobá.

Quando desci o pier de plástico que levava até o Rio Capibaribe, estava lá um barqueiro chamado Seu Davi, que cobrava 10 reais para levar quem quisesse até a ponte da Torre. Troquei uma ideia com ele, que me contou que a cerca de dois quilômetros de lá, descendo o rio em direção à Rua Amélia, haveria outro baobá. Seu Davi foi só elogios para o projeto, já que era uma oportunidade de fazer uma grana com os passeios de barco.

Seu Davi conduzindo um pessoal rio abaixo. Foto: Fillipe Vilar

Seu Davi conduzindo um pessoal rio abaixo.
Foto: Fillipe Vilar

A chuva passou e aos poucos as pessoas foram enchendo de novo o Jardim. A agenda de atividades marcadas para o dia continuou. Na hora em que a meditação começou, por volta das 15h30, resolvi pegar o rumo de volta para casa. Medo de pegar a rua à noite, em algum lugar muito distante.

Estava sem internet e tracei o caminho de volta na minha cabeça: o mesmo de ida. Mais tarde, em casa, descobriria que isso fora um grande vacilo. Acabei alternando demais entre mão e contramão, por receio de me perder, principalmente quando cheguei na altura da Madalena, San Martin, até o bairro de Afogados. Sem necessidade, porque poderia ter ido da Rui Barbosa em direção à Real da Torre, fazendo um caminho bem mais curto. Na Estrada dos Remédios, novamente, outra surpresa: um fio de alta tensão caído na pista, bem dentro de uma grande poça de água. As pessoas na rua avisando os transeuntes, aos gritos.

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Uns garotos tentando pegar, dando pedradas nos fios, um papagaio que estava enrolado na rede elétrica. O mais insólito comum de sempre. Nessa parte da cidade não tem ciclofaixa e é preciso mais atenção para circular. Desviei da confusão e segui em frente. Percebi que o movimento de carros estava bem maior do que pela manhã e acabei pegando muitas calçadas para evitar as ruas com mais tráfego. Isso me fez pedalar mais, fora um problema mecânico nas coroas das marchas da bike, que acabou me atrasando alguns minutos já no bairro da Imbiribeira, mas ali já estava praticamente do lado de casa. Resolvida esta bronca, foi tranquilo chegar.

Às 18h, em ponto, estava em casa. Exausto, machucado, um pouco sujo de lama. Tomei um banho demorado, sentido os arranhões ficarem ardidos com o toque da água do chuveiro. Comi alguma coisa que enchesse muito a barriga e deitei na cama, de onde não mais levantei pelo resto do domingo. Foi tudo o que imaginei no começo: arriscado, cansativo. Porém, divertido. Satisfatório.

Depois do passeio, já na frente de casa. Foto: Fillipe Vilar

Depois do passeio, já na frente de casa.
Foto: Fillipe Vilar

O rolê no Jardim do Baobá foi ótimo e aguardo para que rolem outros, assim como torço para que outros lugares como ele também sejam ativados, mais próximos de onde moro. O Capibaribe corta a cidade inteira e tem muito lugar com potencial para isso. Talvez não precise ir tão longe para aproveitar algo assim. Ou então, com a experiência, talvez me sinta mais seguro para ir tão longe, sabendo, desta vez, tudo o que poderia enfrentar pelo caminho.

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Plataforma levanta dados sobre o Recife dos Sonhos

No último sábado (03), a plataforma Cidade dos Sonhos promoveu um dia de atividades a fim de apresentar soluções e discutir o Recife desejado pelas pessoas. Para isso, foram convidados representantes de projetos culturais e urbanísticos para, juntos, conhecerem iniciativas que desenvolvem soluções para problemas da vida urbana e colaborarem com suas próprias propostas, que serão apresentadas para os candidatos que concorrem às eleições municipais deste ano.

De acordo com Gabi Vuolo, uma das coordenadoras da plataforma – que atua no Recife, em São Paulo e no Rio de Janeiro – a iniciativa surgiu do desejo de influenciar, de um jeito positivo, o período eleitoral. “Estamos fazendo o monitoramento das propostas dos candidatos, que gera o retorno pelas redes sociais e reforça o papel das pessoas na cobrança do que é prometido. A ideia é gerar dados para pressionar os candidatos”, conta.

A programação começou com um café da manhã na Horta Saudável e Sustentável de Casa Amarela. A ação, realizada por um grupo de moradores da área, implantou um espaço de cultivo em uma praça antes abandonada. Hoje, com mais de um ano de trabalho coletivo, crescem por lá hortaliças, frutas, legumes, ervas medicinais e condimentos. De lá, os participantes seguiram, de bicicleta, para o Jardim do Baobá, trecho que marca o início do projeto Parque Capibaribe e onde o mesmo foi apresentado pela diretora do INCITI, Circe Monteiro, e pela pesquisadora Sabrina Machry.

A última parada foi na sede do INCITI/UFPE, na Rua do Bom Jesus, Bairro do Recife, onde os pesquisadores Ricardo Ruiz e Werther Ferraz apresentaram o programa Cidades Sensitivas, que  e Urban Thinkers Campus Recife. Segundo o produtor cultural Jarmeson de Lima, um dos colaboradores convidados, “é sempre interessante ter esses momentos onde, com nossas vivências, podemos discutir o espaço urbano através de iniciativas que partem não só de organizações governamentais como de setores da sociedade civil”. Já Diogo Luiz, analista de sistemas, foi chamado para dar suporte técnico e acabou se interessando pela iniciativa. “É muito bom saber que existem pessoas que estão realmente preocupadas em melhorar a cidade em que a gente vive”, relatou.

A plataforma Cidade dos Sonhos é organizada por uma rede de colaboradores de todo o Brasil, que têm por interesse iniciativas que envolvam a melhoria do espaço urbano. Saiba mais sobre o projeto em https://cidadedossonhos.org.

Mais imagens do encontro em https://flic.kr/s/aHskGoXxxJ.

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Quintal da Capunga continua com brincadeiras e piquenique

O INCITI / UFPE continua estimulando a ativação das margens do Rio Capibaribe como espaço público para lazer, contemplação da paisagem e sensibilização ambiental. Mais uma vez convidamos todos para neste sábado (03/09) aproveitar área no bairro do Derby, no final da rua Rua Engenheiro Teófilo de Freitas (ao lado da faculdade Uninassau), com o evento colaborativo Quintal da Capunga. Sim, agora temos um novo nome para esta atividade de ativação, que faz parte da Residência Capunga, iniciada em maio deste ano. Neste sábado, teremos sensibilização ambiental, limpeza do mangue e informações sobre o projeto Parque Capibaribe, jogos, brincadeiras e piquenique colaborativo. Por isso, lembramos que levem bancos, cadeiras de praia, cangas, protetor solar, sacos de lixo, além dos comes e bebes.

Piquenique integra pessoas que aproveitam as margens do rio Capibaribe de forma colaborativa

Nesta edição, lançamos a proposta: vamos transformar o Quintal da Capunga na rua que brincávamos quando erámos crianças? Vamos jogar bola, queimado, barra bandeira, elástico, pula corda e o famoso jogo barrinha de 3? Convidamos todos a trazerem cordas, bolas e redes de vôlei para lembrarmos das brincadeiras de nossa infância e jogarmos juntos com as crianças de hoje.

Sensibilização ambiental e coleta de resíduos são algumas das atividades realizadas

O Quintal da Capunga é uma ação da ResidênciaCapunga, que serve de plataforma de pesquisa e diálogo para descobrir as necessidades, desejos, problemas e dificuldades de usuários da área: moradores, comerciantes, estudantes e frequentadores do Derby. As informações coletadas com a experiência irão subsidiar parte do projeto Parque Capibaribe, desenvolvido pelo INCITE / UFPE em convênio com a Prefeitura do Recife / Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Serviço:

Quintal da Capunga
Data: Sábado (03/09)
Local: Acesso pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas – Derby (Ao lado da Uninassau).
Confira a localização: https://goo.gl/XQ3tFK
Convide seus amigos pelo evento no facebook
Acesso gratuito
Programação
9h às 10h – Sensibilização ambiental e Limpeza do mangue
10h às 12h – Jogos e brincadeiras de rua para toda a família
12h às 14h – Piquenique colaborativo (cada um pode trazer comes e bebes para compartilhar)
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Vamos ativar as margens do Capibaribe?

O INCITI convida para mais uma edição da Praia da Capunga, neste sábado (20/08), a partir das 11h, nas margens do Rio Capibaribe, no bairro do Derby. O acesso a área é feito pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas, ao lado da faculdade Uninassau. A Praia da Capunga é um evento colaborativo e convida moradores, comerciantes, frequentadores do bairro e recifenses em geral para conhecer e ativar trecho da margem do rio Capibaribe. A proposta é realizar um piquenique, atividades de lazer e contemplação do rio, oficinas e bate-papo sobre urbanismo, sustentabilidade e meio ambiente. Por isso, a organização pede que as pessoas levem bancos, cadeiras de praia, cangas, protetor solar, sacos de lixo, além dos comes e bebes.

A ideia do INCITI, grupo de pesquisa da UFPE, é envolver cada vez mais a comunidade no processo de revelar paisagens e valorizar a natureza e o rio Capibaribe. A Praia da Capunga dá continuidade ao programa de ativações Residência Capunga, que desde maio serve de plataforma de pesquisa e diálogo para descobrir as necessidades, desejos e problemas de usuários da área. As informações coletadas com a experiência irão subsidiar parte do projeto Parque Capibaribe.

A primeira Praia da Capunga, realizada no dia 13 de agosto, contou com a participação de crianças dos grupos de escoteiros da Marina e de Santa Luiza, comerciantes e moradores do Derby e integrantes do INCITI / UFPE. A tarde contou com lanche colaborativo, atividades sobre conscientização ambiental e apresentações sobre projeto Parque Capibaribe e as próximas atividades de ativação do local, o que inclui um evento gastronômico em parceria com comerciantes e o Sebrae. Um grupo fez uma coleta seletiva das garrafas PET,  pilhas e outros materiais encontrados na margem do rio. Os participantes também evitaram o descarte de 210 litros de óleo usado em fritura de alimentos que seria despejado por um homem no Capibaribe. O material foi destinado para a fabricação de sabão em barra. Na ocasião, o biólogo e professor de química Junior Costa relatou que a cada 1 litro de óleo contamina 1 milhão litros de água. O evento contou com energia elétrica cedida pelo Edifício Menfís, graças a síndica Maria das Graças.

Serviço:
Praia da Capunga
Quando: Neste sábado (20/08)
Hora: A partir das 11h
Local: Acesso pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas – Derby (Ao lado da Uninassau).
Acesso gratuito

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Obras do Parque Capibaribe são iniciadas com o Jardim do Baobá

Baobá, espécie Adansonia digitata L, de origem africana, é o marco inicial do Parque Capibaribe. Crédito: Andréa Rêgo Barros/PCR

O Parque Capibaribe está com sua primeira obra lançada. O trecho chamado “Jardim do Baobá” teve a ordem de serviço para as obras assinada pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio, e pela secretária de Sustentabilidade e Meio Ambiente, Cida Pedrosa, na tarde desta quinta-feira (31/03). A área é localizada entre as ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, no bairro das Graças, já no limite com o bairro da Jaqueira.  Com um pequeno evento no local, os presentes puderam conhecer um pouco do projeto desenvolvido pelo INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com a gestão municipal.

A área recebeu uma pequena intervenção de prototipagem, com piso verde e bancos de madeira, já incentivando a contemplação da paisagem do enorme baobá que se debruça na margem do rio. Com 3.800 m², o trecho será um espaço de lazer, com balanços, mesa comunitária, bancos, terraços gramados, passeios e ciclovia. O projeto  inclui ainda a pavimentação da Rua Madre Loyola. Painéis foram fixados apresentando imagens em 3D do projeto, que representa um investimento de R$ 1,5 milhão. Os recursos são oriundos de parceria entre a Prefeitura do Recife e o Real Hospital Português. O prazo para conclusão das obras é de cinco meses. Veja mais detalhes do projeto AQUI.

Circe Monteiro e Luiz Vieira mostram painéis do projeto Jardim do Baobá ao Prefeito Geraldo Júlio. Crédito da foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Na ocasião, a coordenadora do INCITI/UFPE, Circe Monteiro, declarou: “Esse é o ponto inicial do Parque Capibaribe. Nós, da equipe que desenvolvemos o projeto, aprendemos muito com este pequeno espaço. O Jardim do Baobá é um projeto singelo, pois esse miolo da cidade tem uma incrível qualidade ambiental e o Parque Capibaribe vem para honrar a natureza, o rio.”

O prefeito Geraldo Julio lembrou a reconquista do espaço público, que chegou a ter um muro que escondia o baobá e fechava o acesso à área, e após a intervenção jurídica da gestão para recuo do muro, passou a ser ocupado como estacionamento de automóveis. “Esse espaço não é para colocar carro, é um espaço de contemplação da natureza. Muita gente vai vir a pé e de bicicleta. O Jardim do Baobá vai transformar o olhar das pessoas sobre a nossa cidade”, disse.

A secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Cida Pedrosa, relembrou a sua alegria quando soube que o projeto do Parque Capibaribe faria parte da sua pasta na Prefeitura. “Estou absolutamente feliz, pois estamos iniciando a mudança para o Recife 500 Anos e esse rio é o ícone da minha emoção no Recife”, falou, para em seguida declamar uma poesia de Jorge Filó sobre o Jardim do Baobá.

Arquitetos, pesquisadores, ambientalistas, gestores públicos e moradores das Graças celebram o início da implementação do Parque Capibaribe. Crédito da foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

O vice-provedor do Real Hospital Português, Alberto Ferreira Costa Junior, também falou sobre a importância do Parque Capibaribe para melhorar o ambiente do Recife. “Esse projeto vai mudar bastante a vida das pessoas na cidade. Por isso, é uma enorme satisfação que o Real Hospital Português participe deste projeto”, afirmou.

A escritora e militante do movimento negro, Inaldete Pinheiro, esteve presente no evento para lembrar da relação entre a espécie baobá e a ancestralidade africana. Após relatar suas memória do local, afirmou: “Vocês não medem a satisfação que está o meu coração. É a história ancestral que está aqui neste baobá. Axé”.

Entre as diversas presenças importantes para o Parque Capibaribe, o evento contou com o presidente do Instituto Recife de Gestão,  Francisco Cunha; o presidente do Instituto Pelópidas Silveira, João Domingos Azevedo; o vereador Wanderson Ferreira; e o cultivador de baobás, Gilberto Vasconcelos.

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Conheça o projeto Jardim do Baobá, marco inicial do Parque Capibaribe

Uma árvore centenária da espécie Baobá é o principal atrativo deste trecho do Parque Capibaribe, localizado entre as ruas Madre Loiola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, na altura da Estação Ponte D’Uchôa, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. A área chamada “Jardim do Baobá” será um espaço de lazer e contemplação da paisagem, formada pela árvore que se debruça sobre a margem do rio. O baobá das Graças é tombado como Patrimônio do Recife desde 1988, tem 15 metros de altura, copa com dez metros de diâmetro e tronco de cinco metros de diâmetro. A ordem de serviço para as obras do Jardim do Baobá foi assinada no dia 30 de março de 2016. Leia sobre o evento de lançamento das obras AQUI.

Para dialogar com a grandiosidade da árvore e promover a interação entre as pessoas, três balanços duplos e uma mesa comunitária foram projetados para o local. Os balanços terão seis metros de altura e serão instalados ao lado da árvore. Cada equipamento lúdico abrigará duas pessoas simultaneamente e poderá ser utilizado tanto por crianças quanto por adultos. A mesa terá 10 metros de comprimento para uso compartilhado, podendo comportar piqueniques e jogos de tabuleiro, por exemplo.

O solo natural ao redor do baobá será preservado, reduzindo a área pavimentada no local. Terraços gramados acompanharão os diferentes níveis do solo existentes e possibilitam diversos usos, como brincadeiras entre crianças e piqueniques. Um pequeno píer flutuante completa o projeto, possibilitando a atracação de pequenas embarcações.

Para celebrar o baobá como símbolo da resistência negra e a ancestralidade africana haverá um concurso público para selecionar uma proposta de intervenção artística em homenagem ao poeta, ator e artista plástico recifense, Solano Trindade (1908 – 1974), com marcante trajetória de militante contra o preconceito e a discriminação racial.