All posts tagged “Parque Capibaribe

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Ativação: uma estratégia de co-construção do projeto urbano?

Um artigo de Julien Ineichen e Romain Gallart.

ANO
2017

RESUMO
Por cerca de quarenta anos, e especialmente a partir do artigo de Sherry Arnstein (1969), a questão da participação de cidadãos e usuários no desenvolvimento de projetos tornou-se um objeto importante de estudos urbanos. Embora o Brasil tenha sido pioneiro na implementação de abordagens participativas durante os anos 90 e 2000, a experiência do orçamento participativo de Porto Alegre sendo o exemplo mais conhecido, os municípios estão relativamente pouco equipados na coordenação de projetos urbanos.

A cidade de Recife, como muitas metrópoles em todo o mundo, iniciou a reconquista do seu rio, a partir da requalificação das margens do Rio Capibaribe. Este projeto, chamado Parque Capibaribe, tem a distinção de ser um parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco e o município do Recife. Assim, a equipe multidisciplinar responsável é composta por profissionais do meio natural e urbano, mas também de pesquisadores. O INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, laboratório que hospeda a equipe do projeto, aplica o conceito no centro do seu método “Ativação”. Esta noção, relativamente ausente da literatura científica, é usada
por alguns historiadores da arte (LINHARES, 2015) para falar sobre animação de
espaços públicos a partir de práticas artísticas. O artigo aborda a experiência ativação desenvolvida pelo Parque Capibaribe para a área da Capunga, no bairro do Derby, no Recife.

Leia o texto completo (em francês).

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Grandes Projetos Urbanos no Recife: Novo Recife e Parque Capibaribe

Artigo de Sabrina Machry

ANO
2016

RESUMO
Este artigo propõe uma reflexão acerca dos grandes projetos urbanos em implementação na cidade do Recife, com base no trabalho intitulado “grandes projetos e seus impactos na centralidade urbana”, de Beatriz Cuenya. Enquanto na referência, a autora elege três projetos de renovação urbana para Buenos Aires e Rosário, na Argentina, neste exercício optou-se por analisar os projetos Novo Recife e Parque Capibaribe. Tal como em Cuenya (2011), pretende-se aqui discorrer quanto aos impactos desses projetos urbanos na cidade, os interesses dominantes que os promovem e os conflitos que emergem dessas iniciativas.

PALAVRAS-CHAVE
Projeto urbano; Renovação urbana; Operação urbana; Projeto Novo Recife; Projeto Parque Capibaribe; Interface público-privada.

Confira o artigo na íntegra.

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Recife: A luta popular por uma cidade melhor

Artigo de Circe Monteiro e Luiz Carvalho, publicado na Revista Architectural Design – “Brazil: Reestructuring the Urban”

ANO
2016

RESUMO
Às vezes chamada de Veneza brasileira, a cidade do Recife está situada em uma série de ilhas, articuladas por vias navegáveis, na costa Nordeste do país. A nona maior cidade do Brasil, tem um núcleo histórico, mas também compartilha muitos desafios urbanos comuns a outras metrópoles brasileiras: uma praia cercada por um desenvolvimento especulativo, uma área portuária semi-abandonada e extensas zonas de bairros pobres. Os arquitetos e acadêmicos Circe Monteiro e Luiz Carvalho, do grupo de pesquisa multidisciplinar INCITI, da Universidade Federal de Pernambuco, descrevem aqui por que, apesar de uma história de desenvolvimento inconsistente, este poderia ser o momento de Recife para se transformar à medida que a agenda urbana fica em evidência.

PALAVRAS-CHAVE
Parque Capibaribe, Transformação, Participação Social, Participativo, Inclusão, Sociedade Civil

Confira o artigo na íntegra.

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O espaço público frente ao urbanismo tático: o caso das Praias do Capibaribe

Artigo de Amanda Florêncio e André Moraes de Almeida

ANO
2015

RESUMO
Este artigo refere-se às transformações dos espaços públicos às margens do Rio Capibaribe, na cidade do Recife, na costa nordeste do Brasil, frente às intervenções efêmeras do coletivo Praias do Capibaribe, caso da comunidade de Santa Luzia. Este coletivo tem como foco integrar pessoas, espaços públicos e águas, e fomenta o debate acerca do direito à cidade, ocupando artisticamente espaços urbanos que precisam ser apropriados por seus moradores e frequentadores para que haja entre eles vínculo afetivo e se transformem em espaços vivos. As intervenções tem como objetivo difundir práticas culturais no espaço público como estratégia de ocupação e resignificação dos espaços públicos ociosos da cidade. O objetivo deste trabalho é o de contribuir com o debate sobre espaço público, urbanismo emergente, urbanismo tático e intervenções urbanas efêmeras com o carácter de ações criativas e de autoconstrução. Além disso, o artigo trata da relevância da estratégia de ação a partir de micropolíticas que viabilizam a transformação em escala local com intervenções que atuam no processo de reestabelecimento da conexão social e urbana com os espaços públicos e a eficiência dessas ações para promover mudanças nas esferas sociais (comunidades), públicas e privadas.

PALAVRAS-CHAVE
Espaço Público, Urbanismo Emergente, Urbanismo Tático, Praias do Capibaribe, Micropolíticas.

Leia o artigo completo.

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Parque Capibaribe – Reconectando Territórios

Artigo de Amanda Florêncio de Macêdo, Ana Raquel Meneses, Circe Monteiro, Sabrina Machry

ANO
2015

RESUMO
A integração entre pessoas e espaço público pelo Capibaribe – principal rio do Recife, Nordeste do Brasil – costumava ocorrer de forma bastante natural. O rio fornecia meios de transporte e de subsistência e foi, portanto, altamente valorizado pela sociedade, que viu suas margens como uma área privilegiada para viver e descansar. As mudanças na tecnologia, na cultura local e na percepção dos cidadãos sobre o espaço público transformaram o espaço físico do Recife, degradando-o ao longo do tempo e diminuindo seu uso. Com a expansão de acesso a informações, uma parte crescente da população começou a se relacionar através de redes virtuais, influenciando a forma como as pessoas interagem, especialmente nas cidades maiores. Ao aceitar que a rede virtual já faz parte da dinâmica social e urbana, o Parque Capibaribe se posiciona como uma rede física que visa melhorar o espaço público e integrar territórios urbanos da cidade, mudando a forma como o espaço público é vivido e como os vizinhos interagem. Como um projeto do século XXI, no qual os mundos tecnológico e virtual são intrínsecos à cultura e cidadania, o Parque Capibaribe – um projeto transdisciplinar desenhado pelo grupo de pesquisa INCITI, da UFPE, e encomendado pela Prefeitura do Recife – visa atrair usuários e mudar comportamentos através de uma reinvenção da cidade, fundamentada na expansão do potencial e das qualidades do espaço público e das áreas abertas existentes, priorizando conexões a serviços, equipamentos, transportes públicos e deslocamento não-motorizado através de uma rede de estruturação urbana vitalizante.

PALAVRAS-CHAVE: Parque Capibaribe, Vitalidade Urbana, Espaço Público, Intervenção Urbana, Mídia Digital

Leia o artigo completo (em inglês), das páginas 761 a 782.

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Reestruturação do tecido urbano da cidade do Recife por meio da articulação dos espaços públicos

Artigo de Luiz Carvalho Filho, Werther Ferraz de Sá, Carolina Puttini e Circe Monteiro

ANO
2015

RESUMO
Este artigo descreve a metodologia de pesquisa e as intervenções propostas para o desenvolvimento de um parque linear de 30 km ao longo do principal rio da cidade do Recife, em Pernambuco, no Brasil. Este projeto foi encomendado pela Prefeitura do Recife à Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e foi desenvolvido nos últimos dois anos por uma equipe multidisciplinar coordenada pelo INCITI, um grupo focado em pesquisa e inovação para a cidade.

O objetivo do projeto é fornecer um plano estratégico que aborda questões ambientais, espaciais e sociais. No entanto, o projeto extrapola os limites imediatos que estão sob a influência do sistema fluvial, dado que essa mudança na configuração sócio-espacial da cidade é percebida como uma base ou estrutura inicial que irá impulsionar a transformação da cidade.

Portanto, o parque proposto procura elementos que possam promover a reinvenção da cidade, fundamentado principalmente na expansão do potencial e das qualidades dos espaços públicos existentes, das áreas vagas ou subutilizadas ao longo dos cursos de água, com o objetivo de intensificar o uso desses espaços para as pessoas e melhorar sua conexão com a cidade. A maioria das estratégias propostas no projeto baseia-se na estruturação de lugares vitais e sustentáveis ​​e na priorização de modos de transporte públicos não-motorizados.

Um dos principais desafios nesta pesquisa é como reconectar os cidadãos e o rio. Recife é uma cidade com quase 500 anos, na qual a relação entre cidade e rio mudou drasticamente ao longo do tempo. Nos primeiros anos e até certo ponto durante a expansão da cidade, o rio era uma das principais estruturas de transporte e conexão entre os assentamentos iniciais que formaram a cidade. O advento do carro e outros modos de transporte, em paralelo à expansão da cidade para áreas não diretamente relacionadas ao rio, reverte a relação anterior entre cidade-rio.

Espaços ao longo da água não estão mais no centro, mas na periferia da cidade. Essa inversão do papel dos espaços ao longo do rio é evidente na análise do mapa axial do Recife. A estrutura do rio representa uma lacuna na continuidade do tecido da cidade. Essa divisão é ainda mais relevante ao combinar a análise sintática com dados sobre renda, acesso a serviços públicos e espaços públicos. Na configuração atual, o rio separa os grupos sociais, é uma barreira à circulação fluída na cidade, um vazio no tecido urbano. O projeto Parque Capibaribe visa superar esse vazio na estrutura da cidade usando uma rede de espaços públicos, conectada principalmente por caminhos para ciclistas e pedestres.

O principal resultado esperado deste projeto, além de tudo relacionado à melhoria das

condições ambientais, é usar a estrutura espacial de um parque como um alicerce que pode reescalar uma cidade dividida.

PALAVRAS-CHAVE
Espaços públicos, segregação espacial, mobilidade não motorizada, vitalidade urbana.

Leia o artigo completo (em inglês).

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Como conciliar planejamento e projeto urbanos em áreas de preservação permanente

Artigo de Simone Silva, Vivian Loges, Alexandre Campello, Circe Monteiro, Anna Karina Alencar, Rafaella Cavalcanti e Sabrina Machry.

ANO
2014

RESUMO
Este trabalho apresenta a experiência do projeto “Parque Capibaribe”, um projeto transdisciplinar que busca soluções inovadoras e sustentáveis no tratamento das margens do rio Capibaribe, na cidade do Recife-PE. Por meio deste, se pretende expor o processo de desenvolvimento do projeto, desde o contexto do qual ele emerge à problemática que o acompanha. A metodologia adotada estruturou uma rede de conhecimento capaz de responder à complexidade urbana ambiental desenvolvendo três importantes processos: analítico, de convergência e conceitual. O primeiro processo reuniu diversas áreas do conhecimento, com visão integrada dos vários saberes, contemplando os âmbitos ambiental, urbanístico e socioeconômico, com vista a compreender os múltiplos fatores que interferem na relação entre cidade e rio. Depois, procurou-se convergir esses conhecimentos com os saberes da população local e de especialistas estrangeiros, visando identificar os aspectos essenciais e suas relações estruturais, de forma a ressaltar os valores e significados que a população tem com o espaço e a natureza. Por fim, se avaliou o grau de fragilidade ambiental e de visibilidade do rio Capibaribe, propondo diretrizes que visam resgatar e proteger os espaços da margem do rio, no sentido de promover a interação entre a população com os sistemas naturais no meio urbano.

PALAVRAS-CHAVE: Rio Capibaribe, Projeto Parque Capibaribe, projeto transdisciplinar, rio urbano, Perfis Naturais, corredor ecológico, fragilidades ambientais.

Leia o artigo na íntegra.

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Como resgatar a relação da cidade com os ambientes naturais: Projeto Parque Capibaribe

Artigo de Rafaella dos Santos Cavalcanti, Leonardo César de Oliveira Melo e Circe Maria Gama Monteiro

ANO
2015

RESUMO
Projetar cidade hoje, requer, como prerrogativas, o uso de conceitos sustentáveis na estruturação do espaço urbano, a fim de que ele seja socialmente inclusivo, ambientalmente equilibrado e economicamente viável. Todos esses aspectos devem traduzir-se em ações urgentes face ao cenário ambiental difícil, dado às alterações climáticas. A cidade do Recife – NE do Brasil, nasceu e se desenvolveu em meio as águas. Com o passar do tempo a paisagem do Rio Capibaribe sofreu modificações resultantes do distanciamento das pessoas com o rio e seus sistemas naturais associados. O Projeto Parque Capibaribe, se utilizando de uma prática transdisciplinar, tem como objetivo conceber um plano de resgate ambiental e de articulação urbanística do território do Rio Capibaribe. Para isso, foi montada uma equipe de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Estudos de estrutura da paisagem, diagnóstico de vegetação e de fauna, foram realizados. Do mesmo modo em que estudos de fragilidade e de visibilidade. Como resultado, constatou-se que apesar de todas as intervenções antrópicas sofridas ao longo do tempo, o Rio Capibaribe mostra-se biologicamente vivo e diversamente bem representado em termos faunísticos. A flora, embora miscigênica, desempenha importante papel na manutenção da fauna residente e, quando das análises de fragilidade vegetal e visibilidade, estas mostraram-se como ferramentas robustas e fundamentais para as etapas de concepção projetual, sendo capazes de guiar todo um importante conjunto de proposições que, quando colocadas em prática, promoverão o resgate das relações do homem com rio e reestabelecimento, ao menos parcial das condições ambientais.

PALAVRAS-CHAVE: Ambientes naturais. Projeto Urbano. Parque Capibaribe

Leia o artigo completo.

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Parques urbanos são tema de estudo

Os resultados ajudarão a planejar espaços públicos com qualidade e maior satisfação dos frequentadores

Saber a opinião dos usuários de parques urbanos do Recife, principalmente quanto à gestão, é a motivação da pesquisa de Raquel Meneses, mestranda do Programa em Desenvolvimento Urbano (MDU) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisadora do INCITI/UFPE.

A pesquisa está sendo realizada através de um questionário disponível em http://bit.ly/parquesrecife, e tem como objetivo conhecer melhor as pessoas que frequentam os seguintes parques: Santana, Jaqueira e 13 de Maio, além da Praça do Derby, todos localizados na cidade do Recife. As respostas serão tratadas confidencialmente.

O estudo também servirá de base para os projetos do Parque Capibaribe, contribuindo com as diretrizes do Plano de Gestão do mesmo. O formulário estará aberto para coletar respostas até às 23h59 do dia 10 de dezembro de 2017.

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Se o caso é caminhar

Por Nathália Machado*

Sábado, dia 30 de setembro, último dia do mês, saí de bicicleta. Era minha primeira viagem sozinha e um medo colado em mim insistia em plantar várias situações trágicas na minha imaginação realista fantástica. “E se eu cair?”, “e se baterem em mim?”, “e se levarem minha bike?”.

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