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Por um Capibaribe mais vivo

por Lenne Ferreira/INCITI

O rio das Capivaras é também o lugar onde vivem muitas outras espécies da fauna e flora da Mata Atlântica brasileira. Conservar esse ecossistema é garantir a sustentabilidade dos seus recursos naturais para gerações futuras. É como foco nessa preservação que o projeto paisagístico do Parque Capibaribe, realizado pelo convênio técnico entre o INCITI/UFPE e a Prefeitura do Recife, tem como principal norte a introdução da flora nativa e proteção de espécies cuja população encontra-se em declínio e/ou ameaçada de extinção. Até a conclusão do projeto, 167 espécies vegetais serão introduzidas ao longo das margens do Rio, que ficará ainda mais vivo e atrativo para a avifauna e também para população.

Mesmo com a expansão urbana e consequente impacto no meio ambiente, o Rio Capibaribe conservou redutos ecológicos importantes para inúmeras espécies de animais silvestres. Pensar o plano paisagístico para a consolidação de um sistema de parque em seu entorno, exigiu, primordialmente, um estudo aprofundado sobre a fauna e flora de todo seu percurso, desde a sua nascente até o desague aqui no Recife. Entre as premissas de desenvolvimento do projeto, está a manutenção das características da flora do habitat para garantir que ela continue servindo de abrigo e fonte de alimento para a fauna local. Exatamente por isso, todas as soluções arquitetônicas do Parque Capibaribe tem como foco central reduzir impactos e respeitar a  dinâmica do ambiente natural, priorizando a arborização.

“A partir do entendimento do ambiente e do que se tinha enquanto cobertura vegetal, a gente começou a criar o projeto. Fizemos uma lista de espécies nativas, seguindo os critérios e diretrizes do Plano Urbanístico de Recuperação Ambiental (PURA) do Rio Capibaribe. Um dos objetivos principais foi aproximar a população local da flora nativa e garantir abrigo para a população avifauna”, explica a paisagista Maiara Mota, que atua no INCITI/UFPE.

A manutenção da flora nativa possibilita maior presença da avifauna, gerando mais sustentabilidade e conexão biológica no meio ambiente. (Foto: Silvino Pinto)

Segunda Maiara, as expedições pelo Capibaribe mostraram a incidência maior de plantas exóticas (de outros países), uma dinâmica muito comum no Brasil.  Nesse contexto, a equipe de pesquisadores da INCITI/UFPE pensou estratégias de estimular uma flora diversificada, “dentro de um conjunto de áreas verdes conectadas entre si de forma a proporcionar não apenas alimentação e refúgio, mas também a possibilidade de deslocamento de forma segura”, afirma.

Em termos qualitativos e quantitativos, os estudos mostraram que a diversidade de espécies da flora no Capibaribe não se compara ao comportamento de outros ecossistemas de Mata Atlântica, mas tem sua importância para a manutenção de uma condição ambiental mínima para a fauna nativa. O manguezal do Capibaribe, por exemplo, está presente desde a foz, no bairro de Santo Antônio, até a Várzea e sofre influência direta da movimentação das marés, funcionando como um berçário para populações abundantes de fauna e flora, que encontram condições favoráveis à sua reprodução. A conservação da vegetação nativa torna o ambiente autossustentável e independente.

Possibilitar maior aproximação das pessoas com as riquezas naturais do Capibaribe é um dos principais objetivos do Plano Paisagístico do Parque Capibaribe. (Foto: INCITI/UFPE)

No tocante à diversidade, o projeto Paisagístico do Parque está bem ancorado por uma pesquisa que concentra uma lista de espécies nativas de árvores, arbustos e herbáceas. Até a conclusão do projeto, a vegetação será incrementada com exemplares extintos como o Pau Brasil e a Ingá Caixão. Também está prevista a introdução de espécies exuberantes como a Sapucainha. “Nosso principal objetivo foi desenvolver um projeto paisagístico que vá além do embelezamento. O legado do Parque vai além da questão ecológica. Estamos propondo para as próximas gerações uma aproximação com a vegetação nativa do nosso país e a perpetuação desse ambiente”, pontua Maiara, e conclui:

“É mais saúde e vida para o Capibaribe e para as gerações futuras”.

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Mediadores de leitura levarão “Ribe do Capibaribe” para bibliotecas públicas do Recife

Apresentar a temática do meio ambiente, da fauna e da flora do Recife, através de elementos e narrativas lúdicas. Essa é a ideia da metodologia “Ribe do Capibaribe”, que será aplicada em um projeto piloto, em bibliotecas públicas e comunitárias do Recife, ao longo do primeiro semestre de 2019. A proposta, desenvolvida como parte do projeto Parque Capibaribe, surgiu na perspectiva de mudar a forma de as pessoas pensarem e vivenciarem o Rio Capibaribe.

O primeiro ciclo de formação de arte educadores aconteceu entre os dias 04 e 06 de fevereiro, nos Compaz Ariano Suassuna e Eduardo Campos, com orientação do consultor pedagógico do Ribe, Gabriel Santana. Estiveram presentes profissionais que atuam nas Secretarias municipais de Segurança Urbana, de Meio Ambiente e de Educação, representando, respectivamente, as bibliotecas públicas da Rede pela Paz (dos Compaz, de Casa Amarela e de Afogados), dos Econúcleos e do Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores.

Formação foi com Gabriel Santana, consultor pedagógico. Foto: Maíra Brandão

Os encontros permearam conversas sobre a importância da leitura e da literatura, exercícios de escrita criativa, trocas de conhecimentos e de estratégias de mediação de leitura. Como parte do último dia de atividades, os participantes foram convidados a proporem dinâmicas de estímulo ao hábito de ler e de trabalhar com a publicação infantil “Ribe do Capibaribe”, a partir dos seus conhecimentos e métodos.

O resultado foi muito rico. Surgiram propostas variadas para se trabalhar com crianças e jovens, como contação de histórias, teatro de mamulengo, criação de cordel, rap e personagens a partir de material reciclado, vivências nas margens do rio e/ou nos ambientes naturais próximos às bibliotecas e desenvolvimento de jogo da memória.

Trocas e dinâmicas ao longo dos encontros. Foto: Maíra Brandão

Método – Além das bibliotecas e equipamentos públicos do Recife, ao longo do primeiro semestre o método “Ribe do Capibaribe” também será experimentado junto às oito bibliotecas da Releituras, Rede de Bibliotecas Comunitárias das cidades do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes,  experimentado em 12 bibliotecas públicas e comunitárias da Região Metropolitana do Recife. A proposta é de que o método possa ser aplicado ao longo do primeiro semestre, de forma experimental, e a partir do retorno dos mediadores de leitura sobre a experiência em cada bairro, pretende-se aperfeiçoar o Ribe e desenvolver a segunda edição da publicação.

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Ribe do Capibaribe convida crianças e jovens para aprender sobre o ambiente natural do Recife

História em quadrinhos e ferramenta de educação ambiental desenvolvida como parte do projeto Parque Capibaribe, o Ribe será lançado neste sábado (02), no Jardim do Baobá

Uma oportunidade única de vivenciar o rio Capibaribe, ao mesmo tempo em que se brinca e aprende sobre o rio e os animais que nele vivem. Assim será o próximo sábado (02), no Jardim do Baobá, quando será lançado o Ribe do Capibaribe, publicação com histórias em quadrinhos e atividades, tendo como personagem principal uma simpática capivara, o Ribe, que junto com seus amigos, que vivem no principal curso d’água do Recife, se aventuram pela cidade e aprendem sobre os cuidados com a natureza. O projeto partiu da ideia de criar uma ferramenta de educação ambiental, lúdica, que ensinasse crianças e jovens sobre o rio, sua flora e fauna.

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Conceito de Cidade Parque é apresentado no Fórum Internacional Hoje

Evento discutiu aspectos ligados ao desenvolvimento urbano e sustentável das cidades

Por Fernando Castro

Planejamento urbano de reconciliação com a natureza e com o espaço público. Essa foi a temática debatida na mesa Cidade Parque, do Fórum Internacional Hoje, que aconteceu no Centro de Convenções de Pernambuco, na manhã desta quarta-feira (26). A conversa foi iniciada pela coordenadora do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, Circe Monteiro, que apresentou o conceito de Cidade Parque através do projeto Parque Capibaribe, resultado de convênio entre o INCITI, grupo de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e a Prefeitura da Cidade do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente.

Dentro do desenvolvimento urbano e sustentável, Circe citou quatro pontos fundamentais para a implementação de uma Cidade Parque: segurança, planejamento, inclusão e prosperidade. ‘’Uma cidade sustentável só é possível com o engajamento dos cidadãos, a visão de Cidade Parque é uma visão de futuro’’, comentou.

Circe Monteiro apresenta visão de Cidade Parque. Foto: Fernando Castro

Ainda pela manhã, o gerente de sustentabilidade da Secretaria do Meio Ambiente de Recife, Alexandre Ramos, apresentou no debate o conceito de Cidades Resilientes, com a temática ‘’Planejamento urbano para responder às mudanças climáticas’’. Segundo ele, a adaptação às mudanças climáticas passa a ser necessária para a melhoria das condições habitacionais nas cidades.

A capacidade de uma cidade de se reorganizar e voltar ao equilíbrio inicial, quando submetida a mudanças, foi uma característica observada durante a discussão. ‘’Pensar em Cidades Resilientes é pensar em território, mas também nas pessoas que vivem nesses territórios e em suas condições sociais’’, ressaltou Alexandre.

A política também teve espaço nas discussões do evento. Ana Célia, prefeita da cidade de Surubim, foi a mediadora da mesa-redonda. A manhã de debates foi encerrada com o depoimento do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Una, Severino Sulipa, que abordou a sustentabilidade como uma responsabilidade social, sendo necessário o engajamento dos cidadãos e do Estado para sua implementação.

Hoje O debate fez parte do 4º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), entre os dias 25 e 27 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco. Com o tema central ‘’A cidade que precisamos’’, a programação esteve integrada ao Fórum Internacional Hoje, que reuniu especialistas para discutir a implementação da Nova Agenda Urbana, documento internacional responsável por promover a urbanização sustentável das cidades nos próximos 20 anos.

 

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INCITI abre chamada para ocupação colaborativa das margens do Capibaribe

A UNINASSAU e o INCITI/UFPE convidam para a “Ativação Capunga”, ocupação que celebrará o encerramento do Workshop Internacional de Prototipagem Urbana (WIPU). O encontro colaborativo irá acontecer nesta sexta-feira (22/10), das 19h às 22h, e sábado (23/10), das 9h às 22h. O acesso é feito pela Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE).

A autonomia é sua! Ative as margens do rio Capibaribe com alguma atividade favorita preenchendo este formulário. O espaço também estará disponível pra quem quiser apenas experimentar os mobiliários construídos nas duas semanas de workshop.

Vivencie o Recife como Cidade-Parque!

Outras informações: ativacaocapunga@gmail.com

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O Workshop Internacional de Prototipagem Urbana integra as ações do projeto Parque Capibaribe, desenvolvido pelo INCITI/UFPE, por meio de parceria com a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife. Esta iniciativa objetiva a recuperação ambiental dos 30 km de margens do Rio Capibaribe, associada a um plano de urbanização e melhoria da qualidade dos espaços públicos existentes, além da implantação de novos ambientes. O projeto se articula em função de cinco estratégias de intervenções que se traduzem na necessidade de chegar, percorrer, atravessar, abraçar e ativar a ocupação consciente nas margens do Rio Capibaribe.

Serviço:

Ativação Capunga
Quando: 22 de outubro (19h-22h) e 23 de outubro (9h-22h)
Onde: Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE) – Edf. garagem da UNINASSAU
Quanto: O espaço é seu e a entrada é franca!

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Vamos ativar as margens do Capibaribe?

O INCITI convida para mais uma edição da Praia da Capunga, neste sábado (20/08), a partir das 11h, nas margens do Rio Capibaribe, no bairro do Derby. O acesso a área é feito pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas, ao lado da faculdade Uninassau. A Praia da Capunga é um evento colaborativo e convida moradores, comerciantes, frequentadores do bairro e recifenses em geral para conhecer e ativar trecho da margem do rio Capibaribe. A proposta é realizar um piquenique, atividades de lazer e contemplação do rio, oficinas e bate-papo sobre urbanismo, sustentabilidade e meio ambiente. Por isso, a organização pede que as pessoas levem bancos, cadeiras de praia, cangas, protetor solar, sacos de lixo, além dos comes e bebes.

A ideia do INCITI, grupo de pesquisa da UFPE, é envolver cada vez mais a comunidade no processo de revelar paisagens e valorizar a natureza e o rio Capibaribe. A Praia da Capunga dá continuidade ao programa de ativações Residência Capunga, que desde maio serve de plataforma de pesquisa e diálogo para descobrir as necessidades, desejos e problemas de usuários da área. As informações coletadas com a experiência irão subsidiar parte do projeto Parque Capibaribe.

A primeira Praia da Capunga, realizada no dia 13 de agosto, contou com a participação de crianças dos grupos de escoteiros da Marina e de Santa Luiza, comerciantes e moradores do Derby e integrantes do INCITI / UFPE. A tarde contou com lanche colaborativo, atividades sobre conscientização ambiental e apresentações sobre projeto Parque Capibaribe e as próximas atividades de ativação do local, o que inclui um evento gastronômico em parceria com comerciantes e o Sebrae. Um grupo fez uma coleta seletiva das garrafas PET,  pilhas e outros materiais encontrados na margem do rio. Os participantes também evitaram o descarte de 210 litros de óleo usado em fritura de alimentos que seria despejado por um homem no Capibaribe. O material foi destinado para a fabricação de sabão em barra. Na ocasião, o biólogo e professor de química Junior Costa relatou que a cada 1 litro de óleo contamina 1 milhão litros de água. O evento contou com energia elétrica cedida pelo Edifício Menfís, graças a síndica Maria das Graças.

Serviço:
Praia da Capunga
Quando: Neste sábado (20/08)
Hora: A partir das 11h
Local: Acesso pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas – Derby (Ao lado da Uninassau).
Acesso gratuito

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Parque Capibaribe, um lugar para incluir

O Projeto Parque Capibaribe desperta para as questões da acessibilidade com olhar holístico. Nesta visão completa, foi possível conectar espaços de diferentes atividades e modais, integrar os usos e gerar passeios intuitivos de maneira segura, onde, pessoas cegas e crianças podem dividir os percursos com ciclistas, por exemplo.

Muito além do que estabelece as legislações, a concepção do Projeto traz a preocupação com as crianças, as pessoas com deficiência e com os idosos, que são os grupos sociais mais vulneráveis num organismo complexo que é a cidade. Com o intuito de implantar soluções efetivamente acessíveis e de modo a se desfazer do estigma de que o desenho urbano para pessoa com deficiência tem o traçado rígido, enfadonho e excludente, o Projeto gera espaços interseccionais e fluidos onde é possível a convivência entre todas as pessoas que podem desfrutar da paisagem, do som das águas e animais que habitam o rio em espaços aprazíveis.

Em alguns momentos onde a cidade já está consolidada houve a necessidade de fazer adaptações no traçado urbano que garantissem os acessos de pessoas com deficiência, isso reitera as particularidades de cada lugar. Para os trechos onde o Parque se radica com novas rotas de ciclovias e passeios integrando parques e praças, a consciência dos conceitos de acessibilidade deixam de ser projetos complementares e tornam-se partido arquitetônico também.

Tão vasta a significância de um projeto acessível que os conceitos se espalharam por todos os setores de pesquisa do projeto, desde o mobiliário que está consolidado em princípios do desenho universal até os serviços ofertados ao longo do Parque Capibaribe que tem a inovação como meta, o plano é implantar o uso de tecnologias assistivas que agregam valor às informações de acessibilidade e flexibilizam o uso dos espaços. Para um projeto que traz a integração da cidade com a natureza como uma máxima em ideal, não poderia ser diferente para o que se presta na consciência de projetar espaços preparados para unir pessoas com capacidades diversificadas.

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Parque Capibaribe realiza encontro sobre acessibilidade

O Parque Capibaribe realiza nesta quarta-feira (08 de junho) o encontro “Parque Inclusivo” sobre a acessibilidade do projeto, desenvolvido pelo INCITI – Pesquisa e Inovação para a Cidades, grupo da Universidade Federal de Pernambuco em convênio com a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. O evento será realizado no auditório do Cais do Sertão, no Bairro do Recife, a partir das 14h. Na ocasião, o coordenador do INCITI, Luiz Vieira, arquiteto, paisagista e professor da UFPE, irá apresentar acessibilidade do projeto Parque Capibaribe. O intuito é que pessoas idosas e pessoas com deficiência visual, auditiva, motora ou intelectual possam conhecer o projeto e dialogar sobre suas necessidades específicas. O encontro é uma iniciativa de Manuel Aguiar, cego e consultor em acessibilidade, e conta com apoio do Cais do Sertão. O evento terá audiodescrição e intérprete de Libras da COM Acessibilidade Comunicacional. O acesso é gratuito. O auditório tem capacidade para 70 pessoas.

A abertura do evento será feita por Gilberto Freyre Filho, coordenador do Instituto da Gestão (INTG) e o debate será mediado por Manuel Aguiar, coordenador de acessibilidade e inclusão do INTG. Estão sendo convidados para o encontro técnicos em acessibilidade, arquitetos urbanistas e gestores de instituições representativas como Núcleo de Acessibilidade da UFPE, Conselhos Estadual e Municipal do Direito das Pessoas com Deficiência, Instituto de Cegos, Superientendência Estadual da Pessoa com Deficiência (Sead), Gerência da Pessoa com Deficiência do Recife, Fórum Permanente de Museus Acessíveis, Ministério Público, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Conselho do Idoso, Secretaria de Turismo e Lazer do Recife, entre outros.

Serviço
Parque Inclusivo

Data: 08 de junho (quarta-feira)
Horário: das 14h às 17h
Local: Museu Cais do Sertão – Av. Alfredo Lisboa, S/N, Recife, PE.
Acesso gratuito
Lotação do auditório: 70 pessoas
Informações: 81 3089.2974 (Cais do Sertão) | 81 3037.6689 (INCITI) | info@inciti.org

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Obras do Parque Capibaribe são iniciadas com o Jardim do Baobá

Baobá, espécie Adansonia digitata L, de origem africana, é o marco inicial do Parque Capibaribe. Crédito: Andréa Rêgo Barros/PCR

O Parque Capibaribe está com sua primeira obra lançada. O trecho chamado “Jardim do Baobá” teve a ordem de serviço para as obras assinada pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio, e pela secretária de Sustentabilidade e Meio Ambiente, Cida Pedrosa, na tarde desta quinta-feira (31/03). A área é localizada entre as ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, no bairro das Graças, já no limite com o bairro da Jaqueira.  Com um pequeno evento no local, os presentes puderam conhecer um pouco do projeto desenvolvido pelo INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com a gestão municipal.

A área recebeu uma pequena intervenção de prototipagem, com piso verde e bancos de madeira, já incentivando a contemplação da paisagem do enorme baobá que se debruça na margem do rio. Com 3.800 m², o trecho será um espaço de lazer, com balanços, mesa comunitária, bancos, terraços gramados, passeios e ciclovia. O projeto  inclui ainda a pavimentação da Rua Madre Loyola. Painéis foram fixados apresentando imagens em 3D do projeto, que representa um investimento de R$ 1,5 milhão. Os recursos são oriundos de parceria entre a Prefeitura do Recife e o Real Hospital Português. O prazo para conclusão das obras é de cinco meses. Veja mais detalhes do projeto AQUI.

Circe Monteiro e Luiz Vieira mostram painéis do projeto Jardim do Baobá ao Prefeito Geraldo Júlio. Crédito da foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Na ocasião, a coordenadora do INCITI/UFPE, Circe Monteiro, declarou: “Esse é o ponto inicial do Parque Capibaribe. Nós, da equipe que desenvolvemos o projeto, aprendemos muito com este pequeno espaço. O Jardim do Baobá é um projeto singelo, pois esse miolo da cidade tem uma incrível qualidade ambiental e o Parque Capibaribe vem para honrar a natureza, o rio.”

O prefeito Geraldo Julio lembrou a reconquista do espaço público, que chegou a ter um muro que escondia o baobá e fechava o acesso à área, e após a intervenção jurídica da gestão para recuo do muro, passou a ser ocupado como estacionamento de automóveis. “Esse espaço não é para colocar carro, é um espaço de contemplação da natureza. Muita gente vai vir a pé e de bicicleta. O Jardim do Baobá vai transformar o olhar das pessoas sobre a nossa cidade”, disse.

A secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Cida Pedrosa, relembrou a sua alegria quando soube que o projeto do Parque Capibaribe faria parte da sua pasta na Prefeitura. “Estou absolutamente feliz, pois estamos iniciando a mudança para o Recife 500 Anos e esse rio é o ícone da minha emoção no Recife”, falou, para em seguida declamar uma poesia de Jorge Filó sobre o Jardim do Baobá.

Arquitetos, pesquisadores, ambientalistas, gestores públicos e moradores das Graças celebram o início da implementação do Parque Capibaribe. Crédito da foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

O vice-provedor do Real Hospital Português, Alberto Ferreira Costa Junior, também falou sobre a importância do Parque Capibaribe para melhorar o ambiente do Recife. “Esse projeto vai mudar bastante a vida das pessoas na cidade. Por isso, é uma enorme satisfação que o Real Hospital Português participe deste projeto”, afirmou.

A escritora e militante do movimento negro, Inaldete Pinheiro, esteve presente no evento para lembrar da relação entre a espécie baobá e a ancestralidade africana. Após relatar suas memória do local, afirmou: “Vocês não medem a satisfação que está o meu coração. É a história ancestral que está aqui neste baobá. Axé”.

Entre as diversas presenças importantes para o Parque Capibaribe, o evento contou com o presidente do Instituto Recife de Gestão,  Francisco Cunha; o presidente do Instituto Pelópidas Silveira, João Domingos Azevedo; o vereador Wanderson Ferreira; e o cultivador de baobás, Gilberto Vasconcelos.

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Parque Capibaribe é destaque na COP21

O Parque Capibaribe, convênio entre a Prefeitura do Recife e o INCITI/UFPE, é destaque no Citiscope, portal de notícias sobre iniciativas urbanas inovadoras, entre projetos de 88 cidades de 42 países exibidos no Pavilhão de Cidades e Regiões do COP21 – 21ª Conferência do Clima, realizada em Paris. Todos os projetos foram selecionados pelo ICLEI – Local Governments for Sustainability (Governos Locais pela Sustentabilidade).

Na matéria em inglês, a Secretária do Meio Ambiente, Cida Pedrosa, representante da Prefeitura do Recife, na Conferência do Clima, destaca o engajamento da população local em um projeto como o Parque Capibaribe. Segundo os repórteres Alecia D. McKenzie e Christopher Swope, Recife não visa apenas construir um parque e sim transformar a maneira como pensamos nossa cidade.

Leia a matéria na íntegra.