Derby se transforma em Parque

A partir do urbanismo emergente, área nas margens do rio, recebem protótipos de mobiliário, sinalização e iluminação criados em workshop por urbanistas, designers, artistas e estudantes.

Área no bairro do Derby, conhecida como Capunga, começa a ser transformada em parque às margens do Rio Capibaribe. Após a realização do Workshop Internacional de Prototipagem Urbana, o local conta com mobiliário, iluminação e sinalização. A população poderá desfrutar do espaço durante o evento “Ativação Capunga” nesta sexta-feira (21/10), das 19h às 22h, e sábado (22/10), das 9h às 22h. O acesso ao local é feito pela Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE). Será o momento de celebrar a transformação do espaço público, uma oportunidade de contemplar a bela paisagem do rio Capibaribe e da vegetação nativa e ainda realizar atividades de lazer, esportivas e culturais. Já estão confirmadas apresentações do Coco da Resistência e Duo Mundo Negro na sexta-feira (22/10). Uma praça de alimentação – Beira de Sabores – com foodtrucks, trailers e comércio ambulante de alimentos foi montada em frente ao edifício garagem da UNINASSAU.

O convite é para que os cidadãos ativem as margens do rio Capibaribe com sua atividade favorita como, por exemplo, piquenique, jogos e brincadeiras ao ar livre. Artistas, grupos culturais e demais interessados podem integrar a programação. Para isso é necessário preencher o formulário http://bit.ly/AtivacaoCapunga para que as atividades possam ser divulgadas no evento no facebook. A iniciativa é realizada pelo INCITI, grupo da Universidade Federal de Pernambuco dedicado à pesquisa e inovação para as cidades, em parceria com a UNINASSAU, com apoio da Prefeitura do Recife, Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE), Consulado Geral de França em Recife, Aliança Francesa e o Coletivo dos Vendedores de comida sobre rodas da Capunga.

O Workshop Internacional de Prototipagem Urbana integra as ações do projeto Parque Capibaribe, desenvolvido pelo INCITI/UFPE, por meio de parceria com a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife. Esta iniciativa objetiva a recuperação ambiental dos 30 km de margens do Rio Capibaribe, associada a um plano de urbanização e melhoria da qualidade dos espaços públicos existentes, além da implantação de novos ambientes. O projeto se articula em função de cinco estratégias de intervenções que se traduzem na necessidade de chegar, percorrer, atravessar, abraçar e ativar a ocupação consciente nas margens do Rio Capibaribe.

debate

Debate
– No sábado (22/10), às 17h, haverá debate sobre a transformação do território, o público poderá fazer perguntas e compreender o processo de idealização e prototipagem urbana desenvolvido. A conversa contará com representantes do INCITI, Parque Capibaribe, Prefeitura do Recife, UNINASSAU, moradores e comerciantes da região e estudantes.Desde o dia 10 de outubro, estão sendo criados protótipos de iluminação, sinalização e mobiliário urbano. O workshop tem sido ministrado por renomados urbanistas, designers e coletivos do Brasil e estrangeiros: Da Sein (França), Dominik Vögele (Suíça), Piseagrama e Micropolis (Belo Horizonte), A Cidade Precisa de Você (São Paulo), Cajueiro (João Pessoa), L.O.U.Co / Porto Digital, AtelierVivo, Diego Bís, FabLab e O Norte – Oficina de Criação (Recife), Coletivo Madeira (Olinda).Serviço:

Ativação Capunga
Quando: Sexta-feira (21 de outubro), das 19h às 22h, e sábado (22 de outubro), das 9h às 22h.
Acesso: Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE) – próximo ao edifício garagem e Bloco E da UNINASSAU
Acesso gratuito

Capunga ganha mobiliário, sinalização e iluminação para ativar margens do Rio Capibaribe

Muita força de vontade, criatividade e colaboração são os ingredientes para a transformação de área nas margens do Capibaribe, no bairro do Derby. Durante o Workshop Internacional de Prototipagem Urbana, realizado desde o dia 10 de outubro, estão sendo criados protótipos de iluminação, sinalização e mobiliário urbano. O objetivo é transformar o território para que possa ser um ambiente de convivência, lazer, sensibilização ambiental e contemplação da paisagem. A iniciativa é promovida pela UNINASSAU e pelo INCITI/UFPE, com apoio da Prefeitura do Recife, Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE), Consulado Geral de França em Recife, Aliança Francesa e o Coletivo dos Vendedores de comida sobre rodas da Capunga. Confira abaixo o que está sendo criado e você poderá conhecer de perto e experimentar nesta sexta-feira (21/10), a partir das 18h, e sábado (22/10), das 9h às 22h, durante a Ativação Capunga, uma celebração pela transformação do espaço público. O acesso ao local é feito pela Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE). Convide a família e os amigos pelo evento no facebook.

Estão envolvidos no workshop cerca de duzentas pessoas entre participantes aprendizes, comerciantes, facilitadores, pesquisadores e equipes do INCITI e UNINASSAU, que utilizaram infraestrutura e maquinário dos parceiros FabLab, O Norte – Oficina de Criação e L.O.U.Co/ Porto Digital. O workshop tem sido realizado com a orientação de experientes urbanistas, designers e coletivos do Brasil e estrangeiros: Da Sein (França), Dominik Vögele (Suíça), Piseagrama e Micropolis (Belo Horizonte), A Cidade Precisa de Você (São Paulo), Cajueiro (João Pessoa), L.O.U.Co/Porto Digital, AtelierVivo, Diego Bís, FabLab e O Norte – Oficina de Criação (Recife), Coletivo Madeira (Olinda).

Confira o que o que foi construído:
Bancos com jardineiras: Bancos de pallets com jardineiras integradas feitas com cubas de inox para pias. São posicionadas na Rua Dr. Osvaldo Lima que dá acesso à margem do rio.
Beira de Sabores: Uma praça de alimentação com bancos composta por várias formas de mobiliário urbano feito de palets e de madeira pinus. A infraestrutura de sombra e a iluminação foi integrada com tecidos e ligações entre os mobiliários. A Beira de Sabores conta com foodtrucks, trailers e vendedores ambulantes de alimentos, que antes ocupavam a Rua Dr. Osvaldo Lima.
Boca de Jacaré: Um barracão de obra já existente no local foi transformado, paredes foram retiradas, foi instalada uma pérgola e feita uma pintura. O local terá uso versátil podendo servir de espaço para shows e pequenas apresentações artísticas ou apenas para encontros e bate-papo nas margens do rio. Em frente, uma arquibancada de pedra foi construída na beira do rio, possibilitando que as pessoas possam sentar próximas ao mangue e contemplar a paisagem.
Baranguejo: Um balcão de bar foi construído para permitir aos vendedores ambulantes se instalar no ambiente com mais comodidade. O mobiliário foi feito com tronco de eucaliptus e placas de madeira pinus. Os comerciantes de bebidas que antes ficavam na Praça João Pereira Borges se deslocam para área em frente ao rio. Gambiarras de luzes foram instaladas no local.
Caminho da Capivara: área na margem do rio, frequentada por famílias de capivaras, ganhou esculturas elevadas com estruturas de ferro e madeira, que dão suporte a iluminação. Estruturas de concreto foram colocadas no chão evitando o estacionamento de carros.

Dragão de 2 Cabeças ou Monstrinho: Brinquedo para as crianças construído com troncos de eucaliptos e tubos de concreto.

Refúgio da Capunga: ambiente para brincadeiras de crianças e bancos com pneus de carros que possibilitam descanso e contemplação do rio.

Faro: É a entrada do Parque. Trecho da Rua Guilherme Pinto, em frente ao Bloco C da Uninassau e à Praça João Pereira Borges, foi interditada para a passagem de carros. O asfalto foi pintado transformando em mini-campo de futebol e área para jogos e brincadeiras.

INCITI abre chamada para ocupação colaborativa das margens do Capibaribe

A UNINASSAU e o INCITI/UFPE convidam para a “Ativação Capunga”, ocupação que celebrará o encerramento do Workshop Internacional de Prototipagem Urbana (WIPU). O encontro colaborativo irá acontecer nesta sexta-feira (22/10), das 19h às 22h, e sábado (23/10), das 9h às 22h. O acesso é feito pela Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE).

A autonomia é sua! Ative as margens do rio Capibaribe com alguma atividade favorita preenchendo este formulário. O espaço também estará disponível pra quem quiser apenas experimentar os mobiliários construídos nas duas semanas de workshop.

Vivencie o Recife como Cidade-Parque!

Outras informações: ativacaocapunga@gmail.com

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O Workshop Internacional de Prototipagem Urbana integra as ações do projeto Parque Capibaribe, desenvolvido pelo INCITI/UFPE, por meio de parceria com a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife. Esta iniciativa objetiva a recuperação ambiental dos 30 km de margens do Rio Capibaribe, associada a um plano de urbanização e melhoria da qualidade dos espaços públicos existentes, além da implantação de novos ambientes. O projeto se articula em função de cinco estratégias de intervenções que se traduzem na necessidade de chegar, percorrer, atravessar, abraçar e ativar a ocupação consciente nas margens do Rio Capibaribe.

Serviço:

Ativação Capunga
Quando: 22 de outubro (19h-22h) e 23 de outubro (9h-22h)
Onde: Rua Doutor Osvaldo Lima, Derby – Recife (PE) – Edf. garagem da UNINASSAU
Quanto: O espaço é seu e a entrada é franca!

Divulgada a relação dos selecionados para a segunda semana do WIPU

O INCITI/UFPE e a UNINASSAU divulgam a relação dos selecionados para a segunda semana de Workshop Internacional de Prototipagem Urbana, que vai acontecer de 17 a 21 de outubro, no Derby. Assim como na primeira semana de atividades, o workshop seguirá com as modalidades de Sinalização, Iluminação e Mobiliário Urbano.

INICIATIVA – As atividades são promovidas pela UNINASSAU e pelo INCITI/UFPE, com apoio da Prefeitura do Recife, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PE), Consulado da França e Aliança Francesa e parcerias do FabLab e O Norte – Oficina de Criação. O workshop acontecerá com turmas em dois períodos de 10 a 14 e de 17 a 21 de outubro, ao ar livre, no bairro do Derby. Durante os laboratórios, serão compartilhados conhecimentos sobre arquitetura e urbanismo, artes visuais, iluminação, culinária, design, marcenaria, objeto urbano conectado e sinalização para criação colaborativa de protótipos. Todos os dias são finalizados por uma sessão de reflexão de aprendizagem.

Para mais informações: ativacaocapunga@gmail.com

Confira abaixo a lista dos selecionados para a primeira semana de atividades:

Iluminação:

Cyntia Saraiva

Clara Angélica dos Santos

Inês Domingues Maia e Silva

Karoline Lima do Nascimento

Renata Assunção Neves

Rafael Mazza

Rayane Alves de Lima

Raissa Gomes de Sales

Beatriz Didier

Barbara Rodrigues de moura

Tamara silva de paula

Mário César Rodrigues

Sabrina de Oliveira

Bruna Iracema Machado de Lima

Eduardo Jorge Tenório Cavalcante Filho

Sinalização

Pedro Ernesto Chaves Barbosa

Mariana Valcacio Araújo Pereira

Maria Carolina Arruda

Adrianne Gabriele Silva Aroeira

Larissa Fonseca da Cunha

Tássia Camila Cordeiro de Barros Duarte

Hugo Chaves Jucá

Beatriz de Araújo Lima

Jeronymo Virgínia Carrazzone

Mobiliário Urbano

Gabriela Ozório de Andrade

Isabela Barboza Alves e Silva

Francielly de Lima Mélo

Renata Neves

David Silva de Vasconcelos

Jônatas Souza Medeiros da Silva

Letícia Rocha de Santana

José Anderson Ferreira de Souza

Elzilane Carvalho

Onildo Cruz e Silva Filho

Patrícia Pedrosa Alves Braga

Gabriel Batista Tourneur

Raianne Guedes Jovem

Elizabeth Almeida dos Santos

José Ricardo Heliodoro do Nascimento

Carolina Drahomiro Gomes

Isabela Duarte Dutra

Raiane Ayla Guimarães Silva

Silvia Bloise Gonçalves Mendonça

Liliane Caroline Pedrosa Barros

Bruna Ribeiro Corrêa

Marina Serrano Barbosa Mergulhão

Maria Antonia Saldanha Pessoa de Queiroz

Arnaldo Alves Lins Júnior

Hugo Lapenda

Alice Lancellotti

Ana Júlia Ribeiro de Macedo

Elzilane Carvalho

Harri Lorenzi visita Parque Capibaribe

Por Flora Noberto

O Jardim do Baobá, trecho inicial do Parque Capibaribe no bairro das Graças, e margem do rio Capibaribe, na área no bairro do Derby, receberão a visita do renomado engenheiro agrônomo catarinense Harri Lorenzi nesta sexta-feira (14/10). Referência em botânica, Harri Lorenzi é autor de dezenas de livros sobre plantas e fundador do Instituto Plantarum de Estudos da Flora, que, além de uma editora, conta com uma vasta biblioteca; um laboratório; um jardim botânico com mais de 5 mil espécies vegetais, sobretudo espécies nativas do Brasil. Lorenzi será acompanhado pelo arquiteto paisagista e professor Luiz Vieira, um dos coordenadores do INCITI / UFPE; pelo paisagista Christoph Jung, pelos biólogos Leonardo Melo e Rita Fernandes, pesquisadores do INCITI/UFPE; e do colecionador de palmeiras Gileno Machado.O INCITI/ UFPE espera promover um diálogo fértil com Lorenzi que com sua grande experiência poderá dar sugestões e orientações para a recuperação ambiental das margens do principal curso fluvial da cidade. O Parque Capibaribe promove uma nova relação das pessoas com o rio, criando condições para hábitos de vida saudáveis, através da valorização da natureza e da paisagem. O Parque é desenvolvido por meio de convênio entre a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, grupo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O roteiro começa, às 14h, no Jardim do Baobá, em seguida o grupo irá para área nas margens do Rio Capibaribe, no Derby, onde está acontecendo o Workshop Internacional de Prototipagem Urbana que visa transformar o espaço com sinalização, mobiliário e iluminação. A visita encerra na sede do INCITI, no Bairro do Recife, onde Harri Lorenzi conhecerá o projeto do Parque Capibaribe, que se estenderá por 30 km, todo o percurso do Rio Capibaribe, articulando espaços públicos existentes em uma área de influência de 42 bairros. Os pesquisadores do INCITI também apresentarão a Lorenzi o projeto de guia de arborização e paisagismo para o Recife, com espécies nativas da nossa flora. A ideia é fornecer um caderno didático, que possibilite a cidadãos e profissionais fazerem escolhas inteligentes na hora de decidir o que plantar em seus jardins ou projetos.

O Jardim do Baobá, marco inicial do Parque, é um verdadeiro refúgio ambiental, frequentado por capivaras, saguis, lontras, entre outros animais. A árvore baobá é tombada como Patrimônio do Recife desde 1988, tem 15 metros de altura, copa com 10 metros de diâmetro e tronco de cinco metros de perímetro. O espaço também é composto por outras árvores, cajazeiros, mangueiras, azeitoneiras, além da vegetação de mangue, e recebeu o plantio de novas espécies nativas da mata atlântica nordestina como pau de jangada e aroeira.

Para dialogar com a grandiosidade do baobá e promover a interação entre as pessoas, três balanços duplos, bancos coletivos e uma mesa comunitária foram instalados no local. Um píer também é uma novidade na área e possibilita a atração de pequenas embarcações. O Jardim está em fase final de implementação, pois ainda receberá iluminação especial com cuidado com a vida animal, novas lixeiras para coleta seletiva, placas de sinalização e informativas sobre a fauna e a flora local.

Divulgada a relação dos selecionados para Workshop Internacional de Prototipagem Urbana

O INCITI/UFPE e a UNINASSAU divulgam a relação dos selecionados para a primeira semana de Workshop Internacional de Prototipagem Urbana, que acontecerá de 10 a 14 de outubro, no Derby. A turma da manhã terá início às 9h e o grupo da tarde começa às 14h, no Edifício I (edifício garagem). O pagamento das taxas, de R$ 100,00 para estudantes e R$ 200,00 para profissionais, deverão ser efetuados no caixa do bloco G (Biblioteca) da UNINASSAU, e o comprovante deverá ser apresentado no primeiro dia de atividades. Estudantes deverão apresentar carteira de estudante, na hora do pagamento.

Quem tiver interesse em participar da segunda semana de Workshop, que vai de 17 a 21 de outubro, também com as modalidades de Sinalização, Iluminação e Mobiliário Urbano, tem até as 18h, do dia 12 de outubro, para candidatar-se a uma vaga preenchendo o formulário disponibilizado no link bit.ly/prototipagemurbana com dados pessoais e a sua motivação para participar.

INICIATIVA – As atividades são promovidas pela UNINASSAU e pelo INCITI/UFPE, com apoio da Prefeitura do Recife, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PE), Consulado da França e Aliança Francesa e parcerias do FabLab e O Norte – Oficina de Criação. O workshop acontecerá com turmas em dois períodos de 10 a 14 e de 17 a 21 de outubro, ao ar livre, no bairro do Derby. Durante os laboratórios, serão compartilhados conhecimentos sobre arquitetura e urbanismo, artes visuais, iluminação, culinária, design, marcenaria, objeto urbano conectado e sinalização para criação colaborativa de protótipos. Todos os dias são finalizados por uma sessão de reflexão de aprendizagem.

Confira abaixo a lista dos selecionados para a primeira semana de atividades:

Iluminação

  1. Alice Caroline Rocha Acosta Lancellotti
  2. André Martins
  3. Ane Caroline Carvalho Cavalcante
  4. Cecília Araújo de Queiroz
  5. Eduardo Emery
  6. Elzilane Carvalho
  7. Isadora Louise Carvalho Silva
  8. José Lucas Gabriel Gomes Fragoso
  9. Luana Moraes Carvalho de Melo
  10. Makeda Smenkh-Ka-Ra
  11. Marcia Chamixaes
  12. Mariana Oliveira Felipe
  13. Martin Pires Sablayrolles
  14. Milena Torres de Melo Silva
  15. Patrícia Galvão Mayer
  16. Teresa Raquel Dutra Cahú
  17. Vanik Trindade de Lima

Mobiliário Urbano

  1. Adja Lima Araújo
  2. Alice Lancellotti
  3. Alice Nóbrega de Moraes
  4. Ana Priscilla Costa Guimarães
  5. Bruna Cerqueira Rosdaibida Gomes
  6. Bruno Galvão Guedes
  7. Camille de Lima Gouvêa dos Santos
  8. Diego Lopes Dutra
  9. Dilson Albuquerque Pessoa Fonseca
  10. Edinéa Alcântara de Barros e Silva
  11. Elder Vinicius Lima Oliveira
  12. Emmanuela Andrade
  13. Gabriel Tavares de Lima
  14. Geogiany Souto
  15. Gustavo Tenório Carneiro
  16. Helio Vitor dos Santos Marinho
  17. Hugo Lapenda
  18. Ivison Guedes de Lima Segundo
  19. Joana Letícia de Albuquerque Braga
  20. Jorge Alexandre Salvador de Alcântara Filho
  21. Kallyne Alencar Virgínia da Silva
  22. Larissa Nunes Sena Gomes
  23. Laryssa Soares de Araújo
  24. Leonardo Bezerra
  25. Luciana Monteiro
  26. Magdala Gomes Bezerra
  27. Mariana Melo
  28. Mônica Monteiro
  29. Pedro de Andrade
  30. Raoni Paiva Rafailov
  31. Rebeca Rayane Cunha Silva
  32. Rodrigo Mendes Lopes
  33. Sabrina de Oliveira
  34. Thalita Oliveira
  35. Tiago Duque Marques

Sinalização

  1. Frederica Dias Martins Teixeira
  2. Grasiely Torreiro

A Cidade Que Precisamos tem: Identidade Singular

Diagnósticos:

O processo de reprodução das cidades tem resultado na destruição da memória urbana e desvalorização das memórias coletivas. A construção do “novo” tem destruído a história e destituído as pessoas de seus lugares, estabelecendo fronteiras entre esses dois atores. Na maior parte das cidades brasileiras, predomina a cultura de um desenho urbano pasteurizado incapaz de reconhecer laços afetivos, singularidades e características identitárias das pessoas e dos lugares. As políticas de habitação vigentes desconsideram as formas de culturas tradicionais de morar e construir. Elas reproduzem apenas tecnologias de construção hegemônicas e insustentáveis, assim como modos de vida massificados.

De natureza excludente, ela é apoiada e referendada pelas instituições de formação técnica profissional que, via de regra, respondem apenas ao setor empresarial. São cidades produzidas exclusivamente sob a lógica mercantilista que resultam no esvaziamento dos espaços públicos, produzem espaços hostis e cidades sem alma. Os espaços públicos são alienados, padronizados, segregadores, hostis e inibem a convivência, a solidariedade e o sentimento de pertencimento.

Há também um processo crescente de privatização do espaço urbano que inclui o loteamento do espaço das ondas eletromagnéticas, responsáveis por boa parte das comunicações no âmbito da cidade. Não existe um plano urbanístico para o espaço eletromagnético e estudos sobre o impacto da detenção do espaço  por esses sujeitos alheios às cidades.

Inexistem quaisquer movimentos para a discussão do papel das comunicações sem fio de acesso indistinto voltado para a vida das cidades. Há também a falta de espaço urbano comunicacional autônomo e independente e, em contrapartida, redes monopolizadas e mercantis de comunicação dominam o mercado, subjugando a população a seus protocolos.

A cultura é diminuída a produto meramente comerciável e, como decorrência, os programas de cultura centralizados, desconhecem as especificidades locais e geram dificuldades no acesso às ações culturais, bem como aos mecanismos de financiamento da cultura.

Inexistem, tanto nos espaços formais de aprendizagem dos segmentos estaduais, municipais e /ou privados, quaisquer programas ou redes de discussões sobre cultura, em termos genéricos.

Recomendações:

A partir de uma identidade regional, autônoma e progressista, é necessário o do-in antropológico, ou seja: fortalecer cada rede, cada comunidade, cada conexão que se ocupe em incentivar e contribuir com o processo de afirmação da cultura popular comunitária e digital a partir da troca de saberes dos pontos de cultura e grupos comunitários. Empreender esforço para a criação de canais de comunicações abertos e livres.

Conectar ferramentas e plataformas de trabalhos livres de modo a atuar na formação multimídia destes pontos, incentivar a produção horizontalizada e de baixo pra cima e investir na divulgação de suas produções em acervos culturais digitais, a exemplo de rádios comunitárias, rádio web, portais como http://www.iteia.org.br,http://www.nacaocultural.org.br, http://www.youtube.com.br, http://www.corais.org, redes sociais, blogs e TVs públicas.

Promover programas de capacitação técnica dos agentes públicos para facilitar o acesso e a gestão de recursos na cultura, a fim de potencializar a cultura na raiz da sua criação.

Criar espaços físicos e políticos para experimentação e expressão livre, com grau zero de formalização e codificação do espaço publico (terreiros de matriz africana, quermesses e toré), public space for all.

Possibilitar o uso e ocupação do solo de forma a permitir o imprevisível, o aberto e o inesperado, bem como trazer à tona o sentido de pertencimento e a consequente apropriação dos territórios pelas comunidades.

Aproximar a academia, a gestão pública, os coletivos e movimentos das realidades locais com o intuito de  reunir os saberes entre esses segmentos.

Valorizar as memórias coletivas, proteger e promover o patrimônio local a partir de uma gestão compartilhada.

Incluir a cultura como um vetor do desenvolvimento sustentável e norteador de concepção e gestão de políticas públicas.

Criar programas profissionalizantes para jovens baseados nas culturas locais sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável.

Valorizar a cultura e a história de modo conjugado com o meio ambiente – espaços verdes e espaços de amenidades e encontros, ambientes generosos nas cidades.

Elaboração de código de ética para que fornecedores e desenvolvedores de tecnologias de Comunicação e Informação (TICs) para “Cidades Inteligentes”, sejam signatários.

Implantação do formato “Solução Pactuada” em relação a dados e informações capturados e retidos por dispositivos eletrônicos.

Contratos públicos deverão ser abertos e transparentes, principalmente quando relacionados à instância pública de comunicação digital para cidades.

Garantir apoio para desenvolvimento de tecnologia de redes colaborativas e p2p, apoio e fomento para a construção de soluções em software livre e garantias de liberdade para construir suas soluções próprias e específicas para troca de informações em casos particulares e em âmbito comunitário.

Apoiar o desenvolvimento de tecnologias tradicionais e de baixa tecnologia que sejam capazes de mitigar o impacto das mazelas industriais, bem como a inovação tecnológica com base no conhecimento tradicional.

Conhecer, respeitar e dialogar com as especificidades das realidades locais e suas estruturas sociais no momento de implantação de tecnologias ou soluções digitais para a cidade.

Fomento à constituição de redes autônomas de comunicação, Rádio e TV, telefonia e de troca de dados, no âmbito das cidades, de forma a aumentar a independência da lógica mercantil e do poder.

Profunda atenção no processo de digitalização do Rádio e da Televisão, de modo a reservar o espaço necessário para a inovação, criatividade e senso de comunidade, através da salvaguarda de espaço no espectro eletromagnético para comunicações fora do âmbito dos governos ou corporações.

Estudo aprofundado sobre as consequências da apropriação privada de um bem público e comum (espectro eletromagnético), de modo a congregar atores da sociedade civil, movimentos culturais, habitantes desfavorecidos e agentes urbanos em um plano de utilização do espaço comunicacional sem fio.

Ação imediata pela regulamentação da norma da tripartição do uso do espectro eletromagnético, com a garantia de espaço publico, não licenciada e independente, de acordo com as necessidade urbanas e seus agentes sociais.

Fomento para a constituição de instâncias consultivas e decisórias no âmbito das comunicações urbanas sem fio, para que a utilização do espaço não seja restrita a interesses financeiros ou político-partidários.

Até a semana da Habitat III, conferência da ONU sobre moradia e desenvolvimento urbano sustentável, o blog do INCITI apresentará os diagnósticos e recomendações dos nove fundamentos criados a partir dos debates e discussões realizadas durante o evento para a Nova Agenda Urbana.

*Texto publicado originalmente na página do UTC Recife, evento coordenado pelo INCITI que ocorreu em novembro de 2015 e reuniu diversos pensadores urbanos engajados em transformar cidades.

Pesquisa sobre Relação das pessoas com o Capibaribe

O INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, grupo multidisciplinar da Universidade Federal de Pernambuco, lança estudo sobre a relação das pessoas com o rio Capibaribe, na cidade do Recife, com um questionário virtual. A pesquisa é direcionada para moradores do Recife, a partir de 18 anos. O questionário está disponível no link bit.ly/riocapibaribe. O tempo necessário para responder às questões é de menos de 10 minutos. As respostas serão tratadas confidencialmente e usadas apenas para fins de pesquisas. Não há respostas certas ou erradas.

Recife tem sido palco de um movimento de crescente interesse pelo seu principal rio. Diante disto, o INCITI/ UFPE busca compreender a estrutura psicológica da relação entre as pessoas e o rio Capibaribe. Com os resultados da pesquisa, poderão ser traçados perfis de relacionamentos entre as pessoas e o Capibaribe. Este conhecimento será mais um passo dado na compreensão do vínculo entre os moradores do Recife e o meio ambiente.

O formulário estará aberto para coletar respostas até as 23h59 do dia 23 de setembro.

INCITI – O INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades é uma rede de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que tem como objetivo incitar, junto a diversos setores da sociedade, novos conhecimentos capazes de transformar a vida nas cidades. O grupo busca inovar em pesquisas e projetos de desenvolvimento urbano, social e tecnológico. Empenhada na criação de soluções inovadoras para a cidade, a equipe INCITI/UFPE reúne pesquisadores nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Paisagismo, Sociologia, Psicologia, Tecnologia da Informação, Recursos Hídricos, Mobilidade e Transporte, Economia Urbana, Políticas Públicas, Comunicação, Melhoria Vegetal, Botânica, Biologia, Gestão Ambiental, Direito, Engenharias e Estatística, entre outras.

O INCITI conta com a colaboração de laboratórios de pesquisas internacionais: Sustentabilidade Urbana da Oxford Brookes University, Desenho Urbano da University of Westminster, Sintaxe Espacial da University College of London, Sistemas de Paisagem da UPC da Espanha, Centro para Tecnologia e Sociedade – Technische Universität de Berlim e Centro de Arquitetura de Amsterdam – Arcam, nos Países Baixos.

Link para a pesquisa:bit.ly/riocapibaribe.

 

Cruzando o Recife no domingo: um rolê de bike

Por Fillipe Vilar

11 de setembro de 2016. Sair pelo Recife de bicicleta e colar em um evento massa, o segundo Domingo no Baobá, de graça, do outro lado da cidade. Era esse o objetivo. Este relato será em primeira pessoa porque não há melhor maneira de contá-lo do que esta. Poderia inventar aqui um narrador distanciado, no entanto estou te convidando para sentir a aventura comigo. Porque foi isso aí, uma aventura. Moro na Zona Sul do Recife, no bairro do Ipsep, e a ideia de sair de bike até o Jardim do Baobá, no bairro das Graças, na Zona Oeste, me pareceu uma boa. Nunca tinha feito isso na vida, ir para tão longe de bicicleta. Mas só se aprende fazendo. Já sabia de antemão que poderia ser arriscado, cansativo, mas é isso que é a vida, não é? Fora que as proximidades, bairro da Torre, Casa Amarela, etc, não conheço direito. Em uma parte do caminho teria que apelar para o quem tem boca chega em – evitando o cacófato do ‘vaia’ – Roma.

Preparativos: sempre uso mochila, mas para andar de bicicleta preferi não carregar peso nas costas, porque poderia fazer diferença mais para frente. Além do mais que moro no terceiro andar de um prédio sem elevador e teria que carregar a bicicleta lá para cima depois de todo o passeio. Uma dor nas costas atrapalharia muito nisso, então seria melhor evitar ao máximo esse tipo de esforço. Aproveitei a cestinha da bike e coloquei tudo o que achei que fosse precisar dentro de uma sacola plástica. Separei cartão de passagem – caso necessário -, documento, uns trocados, uma cadernetinha para anotações, dois pacotes de biscoito recheado, um squeeze de 500 ml com água, meu celular e uma caneta. Enrolei tudo dentro da sacola e estava feita a bagagem.

10h da manhã, minha casa. Tracei a rota de ida no Google, mas como não teria internet pelo caminho, tirei vários prints do mapa para guardar no celular. Seriam 37 minutos, 11 Km exatos. Na minha cabeça, dei uma ‘margem de erro da vida real’: estimei chegar em uma hora, e pedalar cerca de 15 Km. Mas o Google Maps poderia estar certo e era essa a minha esperança. Se estivesse, acabaria repetindo a experiência com mais frequência. Depois do café da manhã, peguei o rumo. Saí pela Rua Jean Emile Favre em direção à Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira e foi aí que cometi o primeiro vacilo de principiante: segui pela faixa de transporte público. Porém era domingo, não tinha muito movimento, me confiei nisso. Acabaria tendo consequências mais tarde, quando cheguei no bairro de Afogados e parti pela Estrada dos Remédios.

Parte da rota traçada por mim no Google Maps

Parte da rota traçada por mim no Google Maps

Um ônibus me cortou e eu perdi o equilíbrio, acabei me estabanando na calçada, apoiando o peso na mão direita – e ficando com uma dorzinha leve no polegar até o momento em que redijo este texto -, além de alguns arranhões pelo braço direito e pernas. Normal. Adrenalina, um pouco de vergonha na hora. Um outro ciclista ofereceu ajuda mas, como eu me senti constrangido, me recompus e continuei pedalando, desta vez em direção ao bairro da Torre, pela Avenida Visconde de Albuquerque, seguindo pela Rua José Bonifácio até chegar no Carrefour da Torre, de lá pegar a Rua João Tude de Melo, a Av. Parnamirim e, por fim, a Rui Barbosa até o Jardim do Baobá. Mas não foi bem assim que aconteceu.

Alguns arranhões por conta da queda. Foto: Fillipe Vilar

Alguns arranhões por conta da queda.
Foto: Fillipe Vilar

Acabei circulando demais e fui parar em Casa Amarela. Não me perguntem como. Voltei pela ciclofaixa de domingo e, enfim, encontrei o parque da Jaqueira. Descansei um pouco por lá para depois, finalmente, chegar ao destino. E valeu a pena. Não conhecia o local antes da reforma, mas estava com bancos, um gramado confortável. Cheguei por lá por volta do meio-dia, uma horaa mais do que minha previsão mais pessimista, mas isso se deve muito, também, à falta de habilidade do ciclista em questão. Apesar de em muitos poucos momentos me sentir realmente seguro para pedalar pelas ruas, seja pela falta de paciência de motoristas, seja por obstáculos na pista, como buracos e pequenos gelos baianos deslocados. Assim que cheguei no Jardim encontrei o pessoal do INCITI e outros conhecidos. Estacionei a bicicleta e fiquei circulando por lá, vendo as pessoas, sentindo o movimento e as atividades. Tava rolando slackline, umas tendinhas de venda de artesanato e comida, um fotógrafo lambe-lambe em frente ao baobá.

Teve lambe-lambe no Jardim do Baobá.

Teve lambe-lambe no Jardim do Baobá.

Os grandes balanços de madeira e metal não paravam de se mexer, as pessoas se divertindo. Tinha de tudo: criança brincando, gente gravando vídeo, fazendo piquenique, fazendo social, fazendo campanha eleitoral. Isso até chegar a chuva – que já tinha caído na madrugada do sábado – e voltar a molhar aquele pedaço de manguezal. Rolou uma dispersão por um tempo, mas em frente ao baobá a terra amoleceu e as crianças começaram a brincar e sujar os pés. Perguntadas sobre qual era a sensação de pisar na lama, elas retrucaram: “parece sorvete de chocolate, é geladinho!”. Filei um pouco de cada comida que o pessoal levou para o parque e aproveitei o momento para dar uma relaxada.

Chuva proporcionou experiência sensorial para as crianças.

Chuva proporcionou experiência sensorial para as crianças.

Veja mais fotos do segundo Domingo no Baobá.

Quando desci o pier de plástico que levava até o Rio Capibaribe, estava lá um barqueiro chamado Seu Davi, que cobrava 10 reais para levar quem quisesse até a ponte da Torre. Troquei uma ideia com ele, que me contou que a cerca de dois quilômetros de lá, descendo o rio em direção à Rua Amélia, haveria outro baobá. Seu Davi foi só elogios para o projeto, já que era uma oportunidade de fazer uma grana com os passeios de barco.

Seu Davi conduzindo um pessoal rio abaixo. Foto: Fillipe Vilar

Seu Davi conduzindo um pessoal rio abaixo.
Foto: Fillipe Vilar

A chuva passou e aos poucos as pessoas foram enchendo de novo o Jardim. A agenda de atividades marcadas para o dia continuou. Na hora em que a meditação começou, por volta das 15h30, resolvi pegar o rumo de volta para casa. Medo de pegar a rua à noite, em algum lugar muito distante.

Estava sem internet e tracei o caminho de volta na minha cabeça: o mesmo de ida. Mais tarde, em casa, descobriria que isso fora um grande vacilo. Acabei alternando demais entre mão e contramão, por receio de me perder, principalmente quando cheguei na altura da Madalena, San Martin, até o bairro de Afogados. Sem necessidade, porque poderia ter ido da Rui Barbosa em direção à Real da Torre, fazendo um caminho bem mais curto. Na Estrada dos Remédios, novamente, outra surpresa: um fio de alta tensão caído na pista, bem dentro de uma grande poça de água. As pessoas na rua avisando os transeuntes, aos gritos.

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Uns garotos tentando pegar, dando pedradas nos fios, um papagaio que estava enrolado na rede elétrica. O mais insólito comum de sempre. Nessa parte da cidade não tem ciclofaixa e é preciso mais atenção para circular. Desviei da confusão e segui em frente. Percebi que o movimento de carros estava bem maior do que pela manhã e acabei pegando muitas calçadas para evitar as ruas com mais tráfego. Isso me fez pedalar mais, fora um problema mecânico nas coroas das marchas da bike, que acabou me atrasando alguns minutos já no bairro da Imbiribeira, mas ali já estava praticamente do lado de casa. Resolvida esta bronca, foi tranquilo chegar.

Às 18h, em ponto, estava em casa. Exausto, machucado, um pouco sujo de lama. Tomei um banho demorado, sentido os arranhões ficarem ardidos com o toque da água do chuveiro. Comi alguma coisa que enchesse muito a barriga e deitei na cama, de onde não mais levantei pelo resto do domingo. Foi tudo o que imaginei no começo: arriscado, cansativo. Porém, divertido. Satisfatório.

Depois do passeio, já na frente de casa. Foto: Fillipe Vilar

Depois do passeio, já na frente de casa.
Foto: Fillipe Vilar

O rolê no Jardim do Baobá foi ótimo e aguardo para que rolem outros, assim como torço para que outros lugares como ele também sejam ativados, mais próximos de onde moro. O Capibaribe corta a cidade inteira e tem muito lugar com potencial para isso. Talvez não precise ir tão longe para aproveitar algo assim. Ou então, com a experiência, talvez me sinta mais seguro para ir tão longe, sabendo, desta vez, tudo o que poderia enfrentar pelo caminho.

Ciclorrota Sensitiva do Riacho do Cavouco

Por Werther Ferraz

Na última terça-feira, 6 de setembro, aconteceu a primeira vivência coletiva da investigação experimental realizada pelo INCITI/UFPE: A Ciclorrota Sensitiva do Cavouco. A atividade é o primeiro passo da experiência de sensibilização e ativação de uma das infiltrações do Parque Capibaribe, envolvendo o afluente Riacho do Cavouco, cuja nascente está localizada no Campus da UFPE. O ponto chave da investigação é a existência de uma “passagem secreta” urbana, uma travessia de barco entre os bairros da Iputinga e Casa Forte, que já existe há mais de cem anos (!) no mesmo lugar, mas que é quase invisível para a maioria das pessoas que circulam no entorno, sobretudo na margem esquerda, próximo aos bairros de Casa Forte, Poço da Panela e Monteiro.

Mesmo sendo uma passagem “quase invisível”, o fluxo de pessoas que atravessam o rio todos os dias naquele ponto, pagando um real por travessia, garantem a sobrevivência do serviço dos barqueiros, que se revezam entre familiares (pai, irmão e sobrinho) há pelo menos tres gerações. Ao investigar as possibilidades de (re)conexão da cidade com o Capibaribe, emergiu a ideia de que essa conexão “invisível” tem potencial para realizar uma “sinapse urbana”, uma solução de mobilidade criativa conectando o Campus da UFPE com alguns bairros da Zona Norte.

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A Praça de Casa Forte foi adotada, então, como ponto de referência, pois está a apenas 5km de distância do Campus da UFPE, se tomarmos um caminho passando por essa travessia de barco. Vale observar que o caminho usado pela maioria das pessoas tem cerca de 8km, enquanto esse outro equivale ao perímetro do próprio Campus da UFPE (dar uma volta ao redor de todo o Campus).

No entanto, como este é um caminho “transversal”, que está fora do mapa mental da maioria das pessoas, dificilmente seria usada como rota cotidiana pelos usuários de bicicleta desta região da cidade. A ideia da investigação é envolver usuários de bicicleta, sobretudo os que vão ao Campus da UFPE, para experimentar esta rota e buscar conhecer sua percepção sobre o espaço urbano antes, durante e depois de realizar o percurso.

Essa investigação experimental busca entender como funciona a percepção socioespacial e as barreiras cognitivas que se formam no mapa mental das pessoas sobre os bairros e vias ao longo deste percurso. Entende-se que são as mesmas barreiras que atribuem certa invisibilidade aos bairros e localidades nesta região da margem direita do Capibaribe.

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Quem conhece o caminho para a UFPE que passa por Monsenhor Fabrício, Engenho do Meio e Bom Pastor? E quem passa a conhecer, continuará usando este caminho? O que impede ou motiva as pessoas para adotar este caminho, e integrar o Campus da UFPE como um dos espaços que compõem o Parque Capibaribe? A utilização de novas tecnologias para mapeamento e orientação urbana com dipositivos móveis é capaz de influenciar /incrementar rotas “tranversais” como essa? E se convidarmos as pessoas pra mapear e ilustrar essa rota, isso pode fazer as pessoas aderirem ao caminho?

A atividade do dia 6 de setembro foi a primeira vivência coletiva entre colaboradores do INCITI, quando foram coletadas diferentes impressões sobre a rota e sugestões para elaborar os instrumentos a serem usados na investigação experimental, a ser desenvolvida nas próximas semanas.

A experiência envolve soluções de mobilidade criativa, sensibilização ambiental e instrumentos para integração sócio espacial.

Assista ao vídeo da experiência: