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Pesquisa sobre Relação das pessoas com o Capibaribe

O INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, grupo multidisciplinar da Universidade Federal de Pernambuco, lança estudo sobre a relação das pessoas com o rio Capibaribe, na cidade do Recife, com um questionário virtual. A pesquisa é direcionada para moradores do Recife, a partir de 18 anos. O questionário está disponível no link bit.ly/riocapibaribe. O tempo necessário para responder às questões é de menos de 10 minutos. As respostas serão tratadas confidencialmente e usadas apenas para fins de pesquisas. Não há respostas certas ou erradas.

Recife tem sido palco de um movimento de crescente interesse pelo seu principal rio. Diante disto, o INCITI/ UFPE busca compreender a estrutura psicológica da relação entre as pessoas e o rio Capibaribe. Com os resultados da pesquisa, poderão ser traçados perfis de relacionamentos entre as pessoas e o Capibaribe. Este conhecimento será mais um passo dado na compreensão do vínculo entre os moradores do Recife e o meio ambiente.

O formulário estará aberto para coletar respostas até as 23h59 do dia 23 de setembro.

INCITI – O INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades é uma rede de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que tem como objetivo incitar, junto a diversos setores da sociedade, novos conhecimentos capazes de transformar a vida nas cidades. O grupo busca inovar em pesquisas e projetos de desenvolvimento urbano, social e tecnológico. Empenhada na criação de soluções inovadoras para a cidade, a equipe INCITI/UFPE reúne pesquisadores nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Paisagismo, Sociologia, Psicologia, Tecnologia da Informação, Recursos Hídricos, Mobilidade e Transporte, Economia Urbana, Políticas Públicas, Comunicação, Melhoria Vegetal, Botânica, Biologia, Gestão Ambiental, Direito, Engenharias e Estatística, entre outras.

O INCITI conta com a colaboração de laboratórios de pesquisas internacionais: Sustentabilidade Urbana da Oxford Brookes University, Desenho Urbano da University of Westminster, Sintaxe Espacial da University College of London, Sistemas de Paisagem da UPC da Espanha, Centro para Tecnologia e Sociedade – Technische Universität de Berlim e Centro de Arquitetura de Amsterdam – Arcam, nos Países Baixos.

Link para a pesquisa:bit.ly/riocapibaribe.

 

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Cruzando o Recife no domingo: um rolê de bike

Por Fillipe Vilar

11 de setembro de 2016. Sair pelo Recife de bicicleta e colar em um evento massa, o segundo Domingo no Baobá, de graça, do outro lado da cidade. Era esse o objetivo. Este relato será em primeira pessoa porque não há melhor maneira de contá-lo do que esta. Poderia inventar aqui um narrador distanciado, no entanto estou te convidando para sentir a aventura comigo. Porque foi isso aí, uma aventura. Moro na Zona Sul do Recife, no bairro do Ipsep, e a ideia de sair de bike até o Jardim do Baobá, no bairro das Graças, na Zona Oeste, me pareceu uma boa. Nunca tinha feito isso na vida, ir para tão longe de bicicleta. Mas só se aprende fazendo. Já sabia de antemão que poderia ser arriscado, cansativo, mas é isso que é a vida, não é? Fora que as proximidades, bairro da Torre, Casa Amarela, etc, não conheço direito. Em uma parte do caminho teria que apelar para o quem tem boca chega em – evitando o cacófato do ‘vaia’ – Roma.

Preparativos: sempre uso mochila, mas para andar de bicicleta preferi não carregar peso nas costas, porque poderia fazer diferença mais para frente. Além do mais que moro no terceiro andar de um prédio sem elevador e teria que carregar a bicicleta lá para cima depois de todo o passeio. Uma dor nas costas atrapalharia muito nisso, então seria melhor evitar ao máximo esse tipo de esforço. Aproveitei a cestinha da bike e coloquei tudo o que achei que fosse precisar dentro de uma sacola plástica. Separei cartão de passagem – caso necessário -, documento, uns trocados, uma cadernetinha para anotações, dois pacotes de biscoito recheado, um squeeze de 500 ml com água, meu celular e uma caneta. Enrolei tudo dentro da sacola e estava feita a bagagem.

10h da manhã, minha casa. Tracei a rota de ida no Google, mas como não teria internet pelo caminho, tirei vários prints do mapa para guardar no celular. Seriam 37 minutos, 11 Km exatos. Na minha cabeça, dei uma ‘margem de erro da vida real’: estimei chegar em uma hora, e pedalar cerca de 15 Km. Mas o Google Maps poderia estar certo e era essa a minha esperança. Se estivesse, acabaria repetindo a experiência com mais frequência. Depois do café da manhã, peguei o rumo. Saí pela Rua Jean Emile Favre em direção à Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira e foi aí que cometi o primeiro vacilo de principiante: segui pela faixa de transporte público. Porém era domingo, não tinha muito movimento, me confiei nisso. Acabaria tendo consequências mais tarde, quando cheguei no bairro de Afogados e parti pela Estrada dos Remédios.

Parte da rota traçada por mim no Google Maps

Parte da rota traçada por mim no Google Maps

Um ônibus me cortou e eu perdi o equilíbrio, acabei me estabanando na calçada, apoiando o peso na mão direita – e ficando com uma dorzinha leve no polegar até o momento em que redijo este texto -, além de alguns arranhões pelo braço direito e pernas. Normal. Adrenalina, um pouco de vergonha na hora. Um outro ciclista ofereceu ajuda mas, como eu me senti constrangido, me recompus e continuei pedalando, desta vez em direção ao bairro da Torre, pela Avenida Visconde de Albuquerque, seguindo pela Rua José Bonifácio até chegar no Carrefour da Torre, de lá pegar a Rua João Tude de Melo, a Av. Parnamirim e, por fim, a Rui Barbosa até o Jardim do Baobá. Mas não foi bem assim que aconteceu.

Alguns arranhões por conta da queda. Foto: Fillipe Vilar

Alguns arranhões por conta da queda.
Foto: Fillipe Vilar

Acabei circulando demais e fui parar em Casa Amarela. Não me perguntem como. Voltei pela ciclofaixa de domingo e, enfim, encontrei o parque da Jaqueira. Descansei um pouco por lá para depois, finalmente, chegar ao destino. E valeu a pena. Não conhecia o local antes da reforma, mas estava com bancos, um gramado confortável. Cheguei por lá por volta do meio-dia, uma horaa mais do que minha previsão mais pessimista, mas isso se deve muito, também, à falta de habilidade do ciclista em questão. Apesar de em muitos poucos momentos me sentir realmente seguro para pedalar pelas ruas, seja pela falta de paciência de motoristas, seja por obstáculos na pista, como buracos e pequenos gelos baianos deslocados. Assim que cheguei no Jardim encontrei o pessoal do INCITI e outros conhecidos. Estacionei a bicicleta e fiquei circulando por lá, vendo as pessoas, sentindo o movimento e as atividades. Tava rolando slackline, umas tendinhas de venda de artesanato e comida, um fotógrafo lambe-lambe em frente ao baobá.

Teve lambe-lambe no Jardim do Baobá.

Teve lambe-lambe no Jardim do Baobá.

Os grandes balanços de madeira e metal não paravam de se mexer, as pessoas se divertindo. Tinha de tudo: criança brincando, gente gravando vídeo, fazendo piquenique, fazendo social, fazendo campanha eleitoral. Isso até chegar a chuva – que já tinha caído na madrugada do sábado – e voltar a molhar aquele pedaço de manguezal. Rolou uma dispersão por um tempo, mas em frente ao baobá a terra amoleceu e as crianças começaram a brincar e sujar os pés. Perguntadas sobre qual era a sensação de pisar na lama, elas retrucaram: “parece sorvete de chocolate, é geladinho!”. Filei um pouco de cada comida que o pessoal levou para o parque e aproveitei o momento para dar uma relaxada.

Chuva proporcionou experiência sensorial para as crianças.

Chuva proporcionou experiência sensorial para as crianças.

Veja mais fotos do segundo Domingo no Baobá.

Quando desci o pier de plástico que levava até o Rio Capibaribe, estava lá um barqueiro chamado Seu Davi, que cobrava 10 reais para levar quem quisesse até a ponte da Torre. Troquei uma ideia com ele, que me contou que a cerca de dois quilômetros de lá, descendo o rio em direção à Rua Amélia, haveria outro baobá. Seu Davi foi só elogios para o projeto, já que era uma oportunidade de fazer uma grana com os passeios de barco.

Seu Davi conduzindo um pessoal rio abaixo. Foto: Fillipe Vilar

Seu Davi conduzindo um pessoal rio abaixo.
Foto: Fillipe Vilar

A chuva passou e aos poucos as pessoas foram enchendo de novo o Jardim. A agenda de atividades marcadas para o dia continuou. Na hora em que a meditação começou, por volta das 15h30, resolvi pegar o rumo de volta para casa. Medo de pegar a rua à noite, em algum lugar muito distante.

Estava sem internet e tracei o caminho de volta na minha cabeça: o mesmo de ida. Mais tarde, em casa, descobriria que isso fora um grande vacilo. Acabei alternando demais entre mão e contramão, por receio de me perder, principalmente quando cheguei na altura da Madalena, San Martin, até o bairro de Afogados. Sem necessidade, porque poderia ter ido da Rui Barbosa em direção à Real da Torre, fazendo um caminho bem mais curto. Na Estrada dos Remédios, novamente, outra surpresa: um fio de alta tensão caído na pista, bem dentro de uma grande poça de água. As pessoas na rua avisando os transeuntes, aos gritos.

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Uns garotos tentando pegar, dando pedradas nos fios, um papagaio que estava enrolado na rede elétrica. O mais insólito comum de sempre. Nessa parte da cidade não tem ciclofaixa e é preciso mais atenção para circular. Desviei da confusão e segui em frente. Percebi que o movimento de carros estava bem maior do que pela manhã e acabei pegando muitas calçadas para evitar as ruas com mais tráfego. Isso me fez pedalar mais, fora um problema mecânico nas coroas das marchas da bike, que acabou me atrasando alguns minutos já no bairro da Imbiribeira, mas ali já estava praticamente do lado de casa. Resolvida esta bronca, foi tranquilo chegar.

Às 18h, em ponto, estava em casa. Exausto, machucado, um pouco sujo de lama. Tomei um banho demorado, sentido os arranhões ficarem ardidos com o toque da água do chuveiro. Comi alguma coisa que enchesse muito a barriga e deitei na cama, de onde não mais levantei pelo resto do domingo. Foi tudo o que imaginei no começo: arriscado, cansativo. Porém, divertido. Satisfatório.

Depois do passeio, já na frente de casa. Foto: Fillipe Vilar

Depois do passeio, já na frente de casa.
Foto: Fillipe Vilar

O rolê no Jardim do Baobá foi ótimo e aguardo para que rolem outros, assim como torço para que outros lugares como ele também sejam ativados, mais próximos de onde moro. O Capibaribe corta a cidade inteira e tem muito lugar com potencial para isso. Talvez não precise ir tão longe para aproveitar algo assim. Ou então, com a experiência, talvez me sinta mais seguro para ir tão longe, sabendo, desta vez, tudo o que poderia enfrentar pelo caminho.

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Ciclorrota Sensitiva do Riacho do Cavouco

Por Werther Ferraz

Na última terça-feira, 6 de setembro, aconteceu a primeira vivência coletiva da investigação experimental realizada pelo INCITI/UFPE: A Ciclorrota Sensitiva do Cavouco. A atividade é o primeiro passo da experiência de sensibilização e ativação de uma das infiltrações do Parque Capibaribe, envolvendo o afluente Riacho do Cavouco, cuja nascente está localizada no Campus da UFPE. O ponto chave da investigação é a existência de uma “passagem secreta” urbana, uma travessia de barco entre os bairros da Iputinga e Casa Forte, que já existe há mais de cem anos (!) no mesmo lugar, mas que é quase invisível para a maioria das pessoas que circulam no entorno, sobretudo na margem esquerda, próximo aos bairros de Casa Forte, Poço da Panela e Monteiro.

Mesmo sendo uma passagem “quase invisível”, o fluxo de pessoas que atravessam o rio todos os dias naquele ponto, pagando um real por travessia, garantem a sobrevivência do serviço dos barqueiros, que se revezam entre familiares (pai, irmão e sobrinho) há pelo menos tres gerações. Ao investigar as possibilidades de (re)conexão da cidade com o Capibaribe, emergiu a ideia de que essa conexão “invisível” tem potencial para realizar uma “sinapse urbana”, uma solução de mobilidade criativa conectando o Campus da UFPE com alguns bairros da Zona Norte.

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A Praça de Casa Forte foi adotada, então, como ponto de referência, pois está a apenas 5km de distância do Campus da UFPE, se tomarmos um caminho passando por essa travessia de barco. Vale observar que o caminho usado pela maioria das pessoas tem cerca de 8km, enquanto esse outro equivale ao perímetro do próprio Campus da UFPE (dar uma volta ao redor de todo o Campus).

No entanto, como este é um caminho “transversal”, que está fora do mapa mental da maioria das pessoas, dificilmente seria usada como rota cotidiana pelos usuários de bicicleta desta região da cidade. A ideia da investigação é envolver usuários de bicicleta, sobretudo os que vão ao Campus da UFPE, para experimentar esta rota e buscar conhecer sua percepção sobre o espaço urbano antes, durante e depois de realizar o percurso.

Essa investigação experimental busca entender como funciona a percepção socioespacial e as barreiras cognitivas que se formam no mapa mental das pessoas sobre os bairros e vias ao longo deste percurso. Entende-se que são as mesmas barreiras que atribuem certa invisibilidade aos bairros e localidades nesta região da margem direita do Capibaribe.

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Quem conhece o caminho para a UFPE que passa por Monsenhor Fabrício, Engenho do Meio e Bom Pastor? E quem passa a conhecer, continuará usando este caminho? O que impede ou motiva as pessoas para adotar este caminho, e integrar o Campus da UFPE como um dos espaços que compõem o Parque Capibaribe? A utilização de novas tecnologias para mapeamento e orientação urbana com dipositivos móveis é capaz de influenciar /incrementar rotas “tranversais” como essa? E se convidarmos as pessoas pra mapear e ilustrar essa rota, isso pode fazer as pessoas aderirem ao caminho?

A atividade do dia 6 de setembro foi a primeira vivência coletiva entre colaboradores do INCITI, quando foram coletadas diferentes impressões sobre a rota e sugestões para elaborar os instrumentos a serem usados na investigação experimental, a ser desenvolvida nas próximas semanas.

A experiência envolve soluções de mobilidade criativa, sensibilização ambiental e instrumentos para integração sócio espacial.

Assista ao vídeo da experiência:

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Jardim do Baobá recebe atividades neste domingo (11/09)

Evento colaborativo “Domingo no Baobá” convida população a vivenciar o Parque Capibaribe, com piquenique, atividades artísticas, esportivas e de lazer

Uma árvore centenária da espécie Baobá é o marco inicial do Parque Capibaribe. Para incentivar as pessoas a conhecer o espaço público será realizada a segunda edição do encontro colaborativo “Domingo no Baobá” neste domingo (11/09), das 9h às 17h. Assim como na edição anterior, que aconteceu em abril deste ano e mobilizou um grande público, o convite é para que as pessoas vivenciem o Jardim do Baobá, localizado nas margens do rio Capibaribe, no bairro das Graças. É uma oportunidade de sentir o prazer de estar em contato com a natureza e ocupar o espaço com piqueniques, brincadeiras para crianças, atividades artísticas e de lazer, yoga, meditação, pilates, práticas esportivas, entre outras. O Jardim do Baobá é o primeiro trecho do Parque Capibaribe, que se estenderá por 30 km até 2037. O espaço público teve suas obras iniciadas em maio deste ano e está em fase de conclusão. O acesso ao local pode ser feito pelas ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, na altura da Estação Ponte D’Uchôa.

A iniciativa do encontro colaborativo “Domingo no Baobá” é do INCITI, grupo de Pesquisa e Inovação para as Cidades, ligado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que vem promovendo na cidade um programa de ativações das margens do rio Capibaribe com a mobilização de pessoas, grupos, artistas, organizações não-governamentais para que realizem ações diversas. Os que quiserem propor uma atividade coletiva para a programação, precisam preencher formulário online neste link. Para partilhar as experiências, as pessoas são estimuladas a postar nas redes sociais com hashtag #JardimdoBaoba, #DomingoNoBaoba e #ParqueCapibaribe.

O projeto Parque Capibaribe proporciona a recuperação das condições ambientais naturais ao longo do rio, melhoria que já pode ser observada no Jardim do Baobá com a aproximação de capivaras, saguis, lontras e outros animais ocupando as margens do rio, neste novo refúgio ambiental. O baobá das Graças é tombado como Patrimônio do Recife desde 1988, tem 15 metros de altura, copa com 10 metros de diâmetro e tronco de cinco metros de diâmetro. O solo natural ao redor do baobá foi preservado, reduzindo a área pavimentada no local. A área total do Jardim do Baobá é de 2.200,00m², sendo 700,00m² com gramado, além de passeios e ciclovia.

Para dialogar com a grandiosidade da árvore e promover a interação entre as pessoas, três balanços duplos e uma mesa comunitária foram instalados no local. A mesa, com 10 metros de comprimento, comporta aproximadamente 30 pessoas e estimula o uso compartilhado para piqueniques e jogos de tabuleiro, por exemplo. O espaço ainda conta bancos para aproximadamente 100 pessoas e três balanços duplos para pessoas de todas as idades. Os balanços, com seis metros de altura, tem a intenção de unir pessoas, criar e fortalecer vínculos, pois comportam duas pessoas ao mesmo tempo. Assim, pais e filhos, amigos, namorados podem se divertir juntos. Um deck flutuante também é uma novidade da área, que possibilita a atração de pequenas embarcações. Conheça o projeto do Jardim do Baobá neste link http://goo.gl/Px41rW.

O Jardim do Baobá ainda terá plantio de árvores e receberá iluminação especial, pavimento, lixeiras, balizadores para área de pedestres, placas de sinalização e informativas sobre a fauna e a flora local, câmeras de segurança.

PARQUE CAPIBARIBE – O “Jardim do Baobá” é parte de um projeto maior do Parque Capibaribe, desenvolvido por meio de um convênio entre a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, e o INCITI. O projeto consiste em implantar um sistema de mobilidade não motorizada com passeios e ciclovias, além de revelar paisagens do Rio Capibaribe com áreas de estar, passarelas e píeres para pequenas embarcações. O Parque Capibaribe propõe também o plantio de árvores e o aumento do solo permeável, visando preparar a cidade para enfrentar os efeitos de mudanças climáticas. O Parque, que se estenderá por todo o percurso do Rio Capibaribe, irá articular espaços públicos existentes em uma área de influência de 42 bairros e promover transformações para que o Recife se torne uma Cidade-Parque capaz de oferecer novas oportunidades e maior qualidade de vida a seus habitantes.

SERVIÇO
Quando: Neste domingo, 11 de setembro, a partir das 9h
Onde: No Jardim do Baobá, atrás da Estação Ponte D’Uchoa e do restaurante Papa-Capim. Indo pela Avenida Rui Barbosa, entrar à direita na rua Madre Loyola ou na rua Antônio Celso Uchôa Cavalcanti.
Quanto: Entrada franca, claro!
Outras informações: https://www.facebook.com/events/1644108445919323/

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Plataforma levanta dados sobre o Recife dos Sonhos

No último sábado (03), a plataforma Cidade dos Sonhos promoveu um dia de atividades a fim de apresentar soluções e discutir o Recife desejado pelas pessoas. Para isso, foram convidados representantes de projetos culturais e urbanísticos para, juntos, conhecerem iniciativas que desenvolvem soluções para problemas da vida urbana e colaborarem com suas próprias propostas, que serão apresentadas para os candidatos que concorrem às eleições municipais deste ano.

De acordo com Gabi Vuolo, uma das coordenadoras da plataforma – que atua no Recife, em São Paulo e no Rio de Janeiro – a iniciativa surgiu do desejo de influenciar, de um jeito positivo, o período eleitoral. “Estamos fazendo o monitoramento das propostas dos candidatos, que gera o retorno pelas redes sociais e reforça o papel das pessoas na cobrança do que é prometido. A ideia é gerar dados para pressionar os candidatos”, conta.

A programação começou com um café da manhã na Horta Saudável e Sustentável de Casa Amarela. A ação, realizada por um grupo de moradores da área, implantou um espaço de cultivo em uma praça antes abandonada. Hoje, com mais de um ano de trabalho coletivo, crescem por lá hortaliças, frutas, legumes, ervas medicinais e condimentos. De lá, os participantes seguiram, de bicicleta, para o Jardim do Baobá, trecho que marca o início do projeto Parque Capibaribe e onde o mesmo foi apresentado pela diretora do INCITI, Circe Monteiro, e pela pesquisadora Sabrina Machry.

A última parada foi na sede do INCITI/UFPE, na Rua do Bom Jesus, Bairro do Recife, onde os pesquisadores Ricardo Ruiz e Werther Ferraz apresentaram o programa Cidades Sensitivas, que  e Urban Thinkers Campus Recife. Segundo o produtor cultural Jarmeson de Lima, um dos colaboradores convidados, “é sempre interessante ter esses momentos onde, com nossas vivências, podemos discutir o espaço urbano através de iniciativas que partem não só de organizações governamentais como de setores da sociedade civil”. Já Diogo Luiz, analista de sistemas, foi chamado para dar suporte técnico e acabou se interessando pela iniciativa. “É muito bom saber que existem pessoas que estão realmente preocupadas em melhorar a cidade em que a gente vive”, relatou.

A plataforma Cidade dos Sonhos é organizada por uma rede de colaboradores de todo o Brasil, que têm por interesse iniciativas que envolvam a melhoria do espaço urbano. Saiba mais sobre o projeto em https://cidadedossonhos.org.

Mais imagens do encontro em https://flic.kr/s/aHskGoXxxJ.

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Quintal da Capunga continua com brincadeiras e piquenique

O INCITI / UFPE continua estimulando a ativação das margens do Rio Capibaribe como espaço público para lazer, contemplação da paisagem e sensibilização ambiental. Mais uma vez convidamos todos para neste sábado (03/09) aproveitar área no bairro do Derby, no final da rua Rua Engenheiro Teófilo de Freitas (ao lado da faculdade Uninassau), com o evento colaborativo Quintal da Capunga. Sim, agora temos um novo nome para esta atividade de ativação, que faz parte da Residência Capunga, iniciada em maio deste ano. Neste sábado, teremos sensibilização ambiental, limpeza do mangue e informações sobre o projeto Parque Capibaribe, jogos, brincadeiras e piquenique colaborativo. Por isso, lembramos que levem bancos, cadeiras de praia, cangas, protetor solar, sacos de lixo, além dos comes e bebes.

Piquenique integra pessoas que aproveitam as margens do rio Capibaribe de forma colaborativa

Nesta edição, lançamos a proposta: vamos transformar o Quintal da Capunga na rua que brincávamos quando erámos crianças? Vamos jogar bola, queimado, barra bandeira, elástico, pula corda e o famoso jogo barrinha de 3? Convidamos todos a trazerem cordas, bolas e redes de vôlei para lembrarmos das brincadeiras de nossa infância e jogarmos juntos com as crianças de hoje.

Sensibilização ambiental e coleta de resíduos são algumas das atividades realizadas

O Quintal da Capunga é uma ação da ResidênciaCapunga, que serve de plataforma de pesquisa e diálogo para descobrir as necessidades, desejos, problemas e dificuldades de usuários da área: moradores, comerciantes, estudantes e frequentadores do Derby. As informações coletadas com a experiência irão subsidiar parte do projeto Parque Capibaribe, desenvolvido pelo INCITE / UFPE em convênio com a Prefeitura do Recife / Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Serviço:

Quintal da Capunga
Data: Sábado (03/09)
Local: Acesso pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas – Derby (Ao lado da Uninassau).
Confira a localização: https://goo.gl/XQ3tFK
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Acesso gratuito
Programação
9h às 10h – Sensibilização ambiental e Limpeza do mangue
10h às 12h – Jogos e brincadeiras de rua para toda a família
12h às 14h – Piquenique colaborativo (cada um pode trazer comes e bebes para compartilhar)
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Sebrae e INCITI oferecem cursos gratuitos de empreendedorismo

Por Fillipe Vilar

Durante seis sábados os microempreendedores poderão participar do ciclo de palestras ‘Como empreender no espaço público?’, que acontecerá na sede do INCITI/UFPE, na Rua do Bom Jesus, Bairro do Recife. A iniciativa faz parte de uma parceria firmada entre o Sebrae/PE e o INCITI, que oferecerá gratuitamente os conteúdos ministrados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. O primeiro encontro acontece neste sábado (27), das 11h às 13h, com o tema MEI – Passo a passo para a formalização. Os encontros são abertos ao público e a participação está sujeita à lotação do espaço, que comporta 60 pessoas.

As capacitações do SEBRAE, que focam na gestão empresarial, vêm para auxiliar quem deseja se tornar ou já é um empresário com relação ao planejamento e/ou abertura de sua empresa, trazendo conceitos como: empreendedorismo, planejamento, formalização do Microempreendedor Individual (MEI) ou de Associação, qualidade no atendimento ao cliente e formação de preço de venda.

Quem participar das palestras receberá certificados, um atrativo para quem quer incrementar o currículo ou para estudantes que desejem cumprir horas de atividade extra nas faculdades. Para receber a certificação os participantes deverão informar, na ata de presença do evento, os dados de CPF, CEP, CNPJ (se tiver) e RAZÃO SOCIAL (se tiver).

Residência Capunga – O Ciclo de Palestras ‘Como empreender no espaço público?’ faz parte do programa de ativações Residência Capunga, promovido pelo INCITI, no intuito de descobrir as necessidades, exigências, desejos, problemas ou dificuldades do bairro do Derby, na área que irá receber parte do projeto Parque Capibaribe. A residência teve início no mês de maio e, através de rodas de diálogo e atividades com moradores, comerciantes e trabalhadores do bairro do Derby, seguirá até o mês de outubro. A parceria com o SEBRAE surgiu a partir desses debates entre variadas representações da sociedade local.

Parque Capibaribe – O Parque Capibaribe é fruto de um convênio entre a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o INCITI / UFPE.  O Parque Capibaribe é o ponto de partida para que o Recife se torne uma Cidade-Parque em 2037, quando a cidade comemora 500 anos. O conceito Cidade-Parque considera espaços públicos de qualidade que promovam o encontro entre as pessoas, o meio ambiente, reafirmando culturas locais e gerando novas oportunidades de transformações sociais e econômicas. O projeto já está em andamento com obras no trecho chamado “Jardim do Baobá”, por trás da Ponte D’Uchoa, no bairro das Graças.

Confira abaixo a programação completa do Ciclo de Palestras SEBRAE/PE + INCITI/UFPE

27 de agosto, das 11h às 13h
MEI – PASSO A PASSO PARA A FORMALIZAÇÃO
Objetivo: Conheça a legislação do Microempreendedor Individual (MEI), seus direitos e deveres e os passos para a formalização.

10 de setembro, das 10h às 13h
ASSOCIATIVISMO
Trata dos aspectos relevantes que envolvem a gestão do empreendimento coletivo, como consciência das responsabilidades, direitos e deveres das partes e elaboração de um plano de ação básico para a gestão.

10 de setembro, das 14h às 17h
COMO CONQUISTAR E MANTER CLIENTES
Com a apresentação de conceitos e ferramentas, sensibilizar e orientar os participantes para a importância de identificar seus melhores clientes e dedicar a estes um tratamento diferenciado, além de promover ações para atrair novos consumidores.

24 de setembro, das 14h às 17h
MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS
Boas práticas para a higiene na estocagem, manipulação e distribuição de alimentos. Tem o objetivo de reduzir os riscos de contaminação dos alimentos, atuando no desenvolvimento de tecnologia, metodologia, conteúdos, formação e capacidade de técnicos para disseminar e implantar ferramentas de controle de segurança.

29 de outubro, das 14h às 18h
SEI EMPREENDER
Contribuir para que o empreendedor individual possa compreender a importância de praticar atitudes empreendedoras no seu negócio; Reconhecer as atitudes empreendedoras praticadas no seu negócio, de modo a atribuir a si mesmo a responsabilidade pelas decisões tomadas; e Descobrir e aplicar o seu potencial empreendedor, para o fortalecimento do seu negócio.

12 de novembro, das 14h às 18h
SEI PLANEJAR
Compreender a importância do planejamento para que a atividade empreendedora gere resultados satisfatórios quanto às expectativas e metas dos Empreendedores Individuais, conscientizando-os de que o planejamento de ações de forma ordenada e articulada contribui para o aumento das vendas de seus produtos e serviços, com qualidade e preços atrativos, permitindo: o domínio do processo de organização do seu negócio; e a aplicação das ferramentas de planejamento para melhorar o desempenho do empreendimento.

26 de novembro, das 14h às 18h
SEI FORMAR PREÇO
A Oficina “SEI Formar Preço” tem como objetivo possibilitar ao MEI, ter uma visão clara dos efeitos de uma correta formulação do preço de venda, bem como sua influência direta na obtenção do equilíbrio do negócio e posteriormente na geração de lucro.

SERVIÇO:
Ciclo de Palestras SEBRAE/PE + INCITI/UFPE – ‘Como empreender no espaço público?’
Aos sábados, nos dias 27/08, 10/09, 24/09, 29/10, 12/11 e 26/11
Endereço: Rua do Bom Jesus, 191, Bairro do Recife
Informações na página do evento.
Aberto ao público
Lotação: 60 pessoas

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Vamos ativar as margens do Capibaribe?

O INCITI convida para mais uma edição da Praia da Capunga, neste sábado (20/08), a partir das 11h, nas margens do Rio Capibaribe, no bairro do Derby. O acesso a área é feito pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas, ao lado da faculdade Uninassau. A Praia da Capunga é um evento colaborativo e convida moradores, comerciantes, frequentadores do bairro e recifenses em geral para conhecer e ativar trecho da margem do rio Capibaribe. A proposta é realizar um piquenique, atividades de lazer e contemplação do rio, oficinas e bate-papo sobre urbanismo, sustentabilidade e meio ambiente. Por isso, a organização pede que as pessoas levem bancos, cadeiras de praia, cangas, protetor solar, sacos de lixo, além dos comes e bebes.

A ideia do INCITI, grupo de pesquisa da UFPE, é envolver cada vez mais a comunidade no processo de revelar paisagens e valorizar a natureza e o rio Capibaribe. A Praia da Capunga dá continuidade ao programa de ativações Residência Capunga, que desde maio serve de plataforma de pesquisa e diálogo para descobrir as necessidades, desejos e problemas de usuários da área. As informações coletadas com a experiência irão subsidiar parte do projeto Parque Capibaribe.

A primeira Praia da Capunga, realizada no dia 13 de agosto, contou com a participação de crianças dos grupos de escoteiros da Marina e de Santa Luiza, comerciantes e moradores do Derby e integrantes do INCITI / UFPE. A tarde contou com lanche colaborativo, atividades sobre conscientização ambiental e apresentações sobre projeto Parque Capibaribe e as próximas atividades de ativação do local, o que inclui um evento gastronômico em parceria com comerciantes e o Sebrae. Um grupo fez uma coleta seletiva das garrafas PET,  pilhas e outros materiais encontrados na margem do rio. Os participantes também evitaram o descarte de 210 litros de óleo usado em fritura de alimentos que seria despejado por um homem no Capibaribe. O material foi destinado para a fabricação de sabão em barra. Na ocasião, o biólogo e professor de química Junior Costa relatou que a cada 1 litro de óleo contamina 1 milhão litros de água. O evento contou com energia elétrica cedida pelo Edifício Menfís, graças a síndica Maria das Graças.

Serviço:
Praia da Capunga
Quando: Neste sábado (20/08)
Hora: A partir das 11h
Local: Acesso pela Rua Engenheiro Teófilo de Freitas – Derby (Ao lado da Uninassau).
Acesso gratuito

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Praia da Capunga convida para almoço na Beira do Capibaribe

O INCITI/UFPE irá realizar neste sábado (13), às 12h, a Praia da Capunga, na Rua Eng. Teófilo de Freitas – Derby (Ao lado da Uninassau). A ação tem o intuito de dar continuidade ao programa de ativações #ResidênciaCapunga, que tem acontecido desde o mês de maio e serve de plataforma de diálogo para descobrir as necessidades, exigências, desejos, problemas ou dificuldades da área, que irá receber parte do projeto Parque Capibaribe.

O formato da Praia da Capunga é colaborativo e irá convidar moradores, comerciantes e frequentadores do local para compartilhar um almoço na Beira do Rio Capibaribe à sombra do mangue. A ideia é estreitar a relação com os moradores locais e envolver cada vez mais a comunidade do entorno neste processo que prevê uma proposta que possibilite um acréscimo de área verde e uma convivência harmônica, funcional e agradável entre pedestres, veículos, ciclistas e comerciantes do local.

Pelo caráter do encontro, a organização pede que os convidados levem bancos, cadeiras de praia, cangas, protetor solar, além dos comes e bebes.

SOBRE O PARQUE

O Parque Capibaribe é fruto de um convênio entre a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, grupo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O Parque, que se estenderá por 30 km, todo o percurso do Rio Capibaribe, com uma área de influência de 42 bairros. O projeto consiste em implantar um sistema de mobilidade não-motorizada com passeios e ciclovias além de revelar paisagens do Rio Capibaribe com áreas de estar, passarelas e píeres para pequenas embarcações. O Parque Capibaribe propõe também plantio de árvores e aumento do solo permeável visando preparar a cidade para enfrentar os efeitos de mudanças climáticas.

Serviço:

Praia da Capunga – Piquenique colaborativo

Quando: Neste sábado (13)

Hora: A partir das 12h

Local: Rua Eng. Teófilo de Freitas – Derby (Ao lado da Uninassau).

Acesso gratuito

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“Ideal será não precisar usar a palavra acessibilidade”

Historicamente, as bandeiras em prol da cidadania, da isonomia e da inclusão na sociedade precisam ser levantadas muitas vezes. E serão defendidas tantas vezes quantas forem necessárias a fim de que alcancem seus respectivos objetivos. Uma vez alcançados, deverão ser tão introjetados no cotidiano a ponto que já não seja necessário chamar atenção para estes quesitos. Por isso, no encontro Parque Inclusivo, realizado nesta quarta-feira (8), no Cais do Sertão, pelo projeto Parque Capibaribe, uma das falas de destaque foram da arquiteta e urbanista Tâmara Ribeiro, quando destacou que “o ideal será quando não mais precisarmos usar a palavra acessibilidade”.

Mas como ainda estamos no processo de busca desse ideal, e justamente por isto, o Parque Capibaribe – projeto desenvolvido pelo INCITI, grupo de pesquisa e Inovação para a Cidades da Universidade Federal de Pernambuco em convênio com a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade – promoveu um encontro aberto ao público para tratar sobre a acessibilidade da iniciativa, que irá impactar 42 bairros do Recife por meio da qualificação de acesso e fruição da cidade, a partir das bordas do Rio Capibaribe.

O evento, que contou com tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e audiodescrição da COM Acessibilidade Comunicacional, teve a mesa formada pelo diretor do INCITI, Luiz Vieira, pelo consultor de acessibilidade da Secretaria de Turismo do Recife e deficiente visual, Manuel Aguiar, a diretora do Instituto de Gestão (ITGN), Fátima Brainer, e os gestores do Cais do Sertão, Gilberto Freire Filho e Maria Rosa.

Brainer foi uma das primeiras a falar e destacou a necessidade de se observar no cotidiano a coerência entre discurso politicamente correto e prática. “O que incomoda é que ninguém se vê no lugar do outro. É preciso olhar para as diferenças para buscar a inclusão. E os espaços de cultura e lazer são lugares onde deve ser possível fazer a inclusão social. E inclusão não é tolerância. Inclusão é acolher”, falou a gestora.

Luiz Vieira apresentou o projeto do Parque Capibaribe, por meio do qual procura-se criar um fluxo entre instituições culturais e de ensino, pontos históricos, culturais e naturais da cidade, tudo isso permeado por outros acessos ao Rio Capibaribe, de modo a favorecer um novo olhar das pessoas para com o curso fluvial. “Estamos prevendo pisos, mapas e maquetes táteis, para a circulação de pessoas com deficiência, rampas suaves para facilitar o trânsito de idosos e portadores de deficiências motoras, jardins sensoriais, equipamentos para ciranças com deficiência”, explicou Luiz.

Tâmara Ribeiro, que integra a equipe responsável por pensar a acessibilidade do Parque Capibaribe, complementou a fala do diretor do INCITI. “Temos usado o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Norma Brasileira de Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Queremos evitar erros que temos visto na cidade, desenhando um parque intuitivo e acessível para diversas pessoas”, pontuou.

Na plateia, pessoas com deficiência visual, auditiva, motora e intelectual sugeriram algumas modificações no projeto, visando garantir o melhor aproveitamento do Parque, tais como pensar rotas acessíveis desde a parada de ônibus até a beira do rio, mesas adequadas para acoplar cadeiras de rodas e cuidado com a aplicação e dimensão dos pisos táteis. O público cobrou ainda mais iniciativas como esta, que envolva as pessoas afetadas por condições limitantes e que poderão realmente representar suas necessidades.

Ao final, Luiz Vieira convidou os presentes a colaborarem na melhoria do projeto e também a mobilizarem outros interessados no tema para os próximos debates. O encerramento ficou por conta de Manuel Aguiar, que também incentivou a realização de outros encontros: “Só com a convivência é que aprenderemos a lidar com a pluralidade que somos em sociedade”.

Para complementar a discussão, leia o texto de Tâmara Ribeiro: Parque Capibaribe, um lugar para incluir