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A importância da relação entre os cidadãos e a paisagem urbana

Por Luiz Vieira |Publicado originalmente em Rede Gestão

Recife é uma cidade com paisagens diversas em que as águas predominam e refletem a sua rica história, bem como o respectivo impacto ambiental do crescimento urbano desordenado. A relação do cidadão com a paisagem urbana diversificada é fundamental para o fortalecimento da identidade com os lugares afetivos e o respectivo empoderamento dessas paisagens na imagem e memória da cidade. O rio Capibaribe sempre exerceu, notadamente até o final do século XIX, função estruturadora na morfologia desse território, quando a cidade se voltava para as águas pela navegação, pesca e paisagem. O início do século XX registra o declínio desta relação com o rio Capibaribe que passa a ser pano de fundo, ou fundo de quintais de edificações que outrora se voltavam para desfrutá-lo como área de lazer ou para utilizá-lo como via de transporte.

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Vamos a pé para o 11º Café na Calçada?

No próximo domingo (17), o INCITI participará do 11º Café na Calçada para conversar com  os moradores das Graças que queiram tirar dúvidas sobre a implementação do projeto Parque Capibaribe. O encontro serve para aproximar e engajar os cidadãos sobre as diversas ações que envolvem o bairro e a novidade na edição deste mês será a realização do Bonde a pé para o Café.

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Encontro nacional de cicloativistas celebra a cultura da bicicleta no Recife

O Bicicultura, maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo, acontece no Recife a partir desta quinta-feira, 7 de setembro, e segue com atividades até o domingo, dia 10. Organizado pela sociedade civil e com apoio de instituições parceiras, o evento promoverá atividades esportivas, palestras, oficinas e rodas de conversas, além de atividades para crianças. O encontro acontece todos os anos e tem como principal objetivo incentivar e impulsionar a cultura da bicicleta como meio de mobilidade.

Durante os quatro dias, ações serão realizadas em diferentes lugares da capital pernambucana, como o INCITI/UFPE, Teatro Apolo, Paço Alfândega, Paço do Frevo, Parque Santana, entre outros, que estarão ocupados com uma programação diversa e intensa, promovendo a cultura da bicicleta em todas as suas vertentes: social, cultural, política, econômica e ambiental.

A programação tem representantes de todas as regiões do país, e busca criar um espaço de convívio e compartilhamento de conhecimento entre os ciclistas e toda a população interessada, através dos diversos setores da sociedade, discutindo a democratização urbana, sustentabilidade ambiental e a qualidade de vida que a bicicleta proporciona.

Parque Capibaribe – Como parte da programação do Bicicultura, o INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, promoverá a oficina “Incitando a mobilidade ativa: a importância do fortalecimento das redes para cidades cicláveis”. A atividade, que acontecerá no domingo (10), das 10h às 12h, no Parque Santana, na Zona Norte do Recife, irá apresentar as atuais diretrizes de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas desenvolvidas para o Parque Capibaribe, projeto realizado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, que prevê um sistema de parques integrados ao longo dos 30 km do rio Capibaribe na cidade do Recife. A iniciativa irá conectar espaços e efetivar uma forma mais fácil e segura de se deslocar pela cidade, para pedestres e ciclistas.

As rotas estão sendo contabilizadas como uma estratégia dentro do Plano de Baixo Carbono e visam contribuir para criar novos percursos e conexões na cidade. No encontro, também serão apresentados os trechos de projeto que já foram desenvolvidos e os próximos módulos propostos, a fim de abrir um canal de diálogo e fomentar a cooperação das redes de articulação para a mobilidade.

Todas as atividades são gratuitas e abertas à comunidade. Algumas demandam inscrição prévia e estão sujeitas ao limite de vagas. Para mais informações, acesse: http://bicicultura.org.br.

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Perspectivas, possibilidades e desafios de andar a pé

Por Rodrigo Édipo, Maíra Brandão e Fernando Castro

Apesar de vivermos em cidades que privilegiam os veículos motorizados em detrimento dos pedestres, o ato de caminhar resiste. Segundo dados do Sistema de Informações da Mobilidade Urbana, produzido em 2014, pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), 36% das pessoas andam a pé. Quando somados a este número os deslocamentos diários em transportes coletivos, esse indicador passa para 65%, já que essas pessoas têm que andar de suas casas até a parada de ônibus e do trabalho de volta para o ponto.

Com o objetivo de provocar reflexões sobre a caminhabilidade no âmbito do projeto Parque Capibaribe (PCR/INCITI), realizamos, de 07 a 14 de agosto de 2017, em três bairros do Recife, a série de ativações Percursos Sensitivos. A iniciativa integrou a programação nacional da Semana do Caminhar 2017, organizada pelo SampaPé! (SP), e contou com os parceiros locais Coletivo Massapê, Meu RecifeFab Lab Recife.

Coletando percepções. Foto: INCITI/UFPE.

Ativação com crianças: Caminhada Sensitiva | Local: Vila de Santa Luzia

Qual o lugar da criança nas decisões sobre as cidades? Segundo a organização Child Friendly City (CFC), as crianças devem influenciar nas decisões acerca do lugar onde vivem. Com isso em mente, o INCITI/UFPE e o Coletivo Massapê realizaram, nos dias 07 e 14 de agosto de 2017, na Escola Estadual Creusa Barreto Dornelas Câmara, a ativação Caminhada Sensitiva. Foram convidadas por volta de 30 crianças para compartilhar a experiência.

Melina Motta do Coletivo Massapê. Foto: INCITI/UFPE.

No primeiro dia (07), as crianças participaram de uma dinâmica em que algumas perguntas relacionadas ao caminho das mesmas até a escola eram apresentadas. Os pequenos retiravam de uma urna as provocações, liam em voz alta e as colavam em um mural. Logo após, com todas as questões dispostas no quadro, foi a hora de montar um mapa mental do percurso dos jovens por meio de desenhos. “As crianças conseguiram trazer muitos elementos dos trajetos, sempre tinham alguma história pra contar, uma vivência muito diferente da nossa de adulto, arquiteto e urbanista”, relatou Melina Motta, integrante do Coletivo Massapê. A partir dos relatos e para encerrar a dinâmica do dia, foi criado um mapa-mural coletivo com as informações coletadas.

Mapa mental. Foto: INCITI/UFPE

Para o pesquisador espanhol Jorge Larrosa Bondía, “o papel da educação é subverter regras, os procedimentos e as maneiras de fazer”. E o segundo dia de atividades (14) com as alunas e os alunos da escola caminhou nesta direção. Convidar as crianças a percorrer as ruas do bairro e abrir possibilidades de aprendizagem a partir da interação com o território é uma experiência ímpar. Os mapas criados no primeiro dia serviram de base para a caminhada sensitiva, que reuniu cerca de 30 crianças subdivididas em três grupos.

Hora de bater perna. Foto: INCITI/UFPE

As impressões de Nathália Machado, pesquisadora do INCITI/UFPE, ficaram marcadas pela surpresa: “Andar com as crianças me fez perceber quantas coisas influenciam na nossa percepção sobre a rua. Enquanto a gente observava arborização, calçadas e dimensões de ruas, eles nos mostravam a venda, a casa da vó, a rua que vai pra escola. Essa percepção só é possível quando se é dono do lugar”.

Para Anne Rose, professora da Escola Creusa Barreto Dornelas Câmara, o desafio diário é fazer com que a comunidade seja parte do processo de aprendizado das crianças. “Essa atividade é maravilhosa, pois é muito importante o aluno reconhecer o local onde vive como seu. A Vila de Santa Luzia foi construída a partir de vários bairros, então alguns alunos não se sentem pertencentes ao local”, pontuou.

No Baobá visitantes e frequentadores trocaram experiências. Foto: INCITI/UFPE

Debate: Bem Viver e Direito à cidade | Local: Jardim do Baobá

A primeira roda de conversa, de uma série de três, realizada na Semana do Caminhar no Recife, lançou um olhar para a necessidade de transformarmos a cidade a partir de nós mesmos. O encontro aconteceu na última quarta-feira (11), no Jardim do Baobá, e mobilizou jovens e adultos interessados em trocar experiências a partir da ótica de quem costuma bater perna pela cidade. Em paralelo, no mesmo local, aconteceram atividades com crianças com o objetivo de também trazer o olhar infantil para o tema.

Convidado pela equipe do INCITI/UFPE, o professor e ativista do coletivo A Cidade Somos Nós, Leonardo Cisneiros, apresentou como os conceitos de Direito à Cidade e Bem Viver estão refletidos no nosso cotidiano. “Uma cidade sem direitos tem um problema de democracia, pois é um modelo individualista e não sustentável. A ideia do Bem Viver é comunitarista e preserva o meio ambiente, como por exemplo as iniciativas de agroecologia familiar”, exemplificou.

Sustentabilidade, segurança e gênero foram temas da conversa. Foto: INCITI/UFPE

O ato de caminhar é uma maneira de exercermos de forma autônoma a busca pelos nossos direitos. Morador do bairro da Boa Vista, o arquiteto Alexandre Ramos, encontra facilidades. “No centro tudo é perto, boa parte do meu percurso posso fazer a pé, mas muita gente não faz, e assim não usa a cidade”, relatou. Segundo Alexandre, enquanto não construirmos o pertencimento da cidade, várias motivos serão levantados contra o ato de caminhar. “Fiz uma postagem nas redes sociais sobre o meu trajeto diário e muita gente argumentou que não anda a pé por medo, calor ou pelas calçadas ruins”, afirmou.

A segurança pública é um tema que impacta as mulheres. Segundo Letícia Lins, 66 anos, a violência não está necessariamente vinculada ao ato de andar a pé. “Eu, de carro, já fui assaltada cinco vezes. A pé, apenas uma vez. Aí me pergunto: qual o mais perigoso?”, provocou. Já a arquiteta Adryana Rosendo tem um histórico diferente: “Chego a me sentir mais segura andando dentro das comunidades, pois fora delas já fui assaltada nove vezes caminhando”. Para encerrar as atividades do dia, houve uma dinâmica de coleta de desejos para uma cidade mais caminhável, que irão subsidiar as pesquisas do projeto Parque Capibaribe.

Mulheres e homens pautam a questão de gênero. Foto: INCITI/UFPE

Debate: Gênero e empoderamento | Local: Graças

Trazendo um recorte de gênero, a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre transporte público revela que 54% das pessoas que se deslocam a pé e de ônibus são mulheres. Por isso, um dos debates da Semana do Caminhar no Recife teve o olhar direcionado para as questões sobre gênero e empoderamento feminino na cidade. O encontro, que ocorreu na última quinta-feira (10), à beira do rio, no bairro das Graças, reuniu homens e mulheres trocando experiências sobre os riscos e vantagens de andar a pé, afirmando as transformações que o feminismo tem possibilitado no dia a dia, e compartilhando possíveis soluções para lidar com questões como segurança e infra estrutura, grandes influenciadoras na vida de quem opta por (ou não tem opção, a não ser) andar a pé.

Moradora da Caxangá, a estudante de jornalismo Daniela Marreira, que faz seus percursos a pé e de ônibus, contou que não sai de casa após às 18h, por já ter sido perseguida em pelo menos três ocasiões. Mas conta que os aprendizados com o feminismo têm lhe ajudado a se posicionar frente à uma série de dificuldades. “A consciência de ser mulher mudou completamente a forma de entender o meu corpo e como eu lido com a cidade”, disse.

Já o aspirante a arquiteto, Pedro Rosas relatou que, após uma série de relatos sobre assaltos e estupros próximo da faculdade onde estuda, no Derby, a coletividade e solidariedade dos afetados resultou na criação de grupos de Whatsapp para combinar a travessia da ponte que leva ao ponto de ônibus mais próximo. Para a moradora das Graças, Maria de Lourdes, a má conservação das calçadas são um grande obstáculo: “Eu tenho 63 anos, é mais difícil. De vez em quando eu caio. É complicado andar numa cidade cheia de buracos. Andar a pé não é só questão de consciência, mas de possibilidade”.

Maria de Lourdes alerta sobre as calçadas. Foto: INCITI/UFPE

Uma das convidadas para o debate, a mestre em desenvolvimento urbano, Lúcia Siqueira, falou sobre tornar as cidades seguras para as mulheres  e provocou o público a acompanhar a revisão do plano Diretor do Recife. “Muitas vezes quem está no papel de tomar a decisão não entende a necessidade de quem vive na cidade”, disse. Para encerrar a roda, Circe Monteiro, coordenadora do INCITI/UFPE, fez uma dinâmica para que os presentes escrevessem em um papel “para quem deveríamos estar falando?”. As respostas variaram, mas Daniela resumiu bem: “Para as mulheres, para empoderar; para os homens, para conscientizar; e para os tomadores de decisão, para transformar”.

Econúcleo Jaqueira recebeu a roda de conversa. Foto: INCITI/UFPE

Debate: Mobilidade Ativa | Local: Jaqueira

Barata, saudável e prática. A Mobilidade Ativa, forma de deslocamento para transporte de pessoas que utiliza unicamente a força do corpo para a locomoção, foi assunto da quarta atividade da Semana do Caminhar, que abordou as principais dificuldades enfrentadas pelos pedestres e ciclistas na cidade do Recife. O debate ocorreu na última sexta-feira (11), no Econúcleo do Parque da Jaqueira e apresentou depoimentos sobre os diferentes modos da população se locomover e interagir pela cidade.

A roda de conversa teve início com a fala de Djair Falcão, engenheiro sócio-ambiental do INCITI/UFPE, que apresentou o conceito e destacou as vantagens da mobilidade ativa. O bem estar físico e mental, além de um deslocamento mais prático, foram os motivos apresentados pelo pesquisador. No Recife, os desafios para a a implementação deste tipo de modal, são evidenciados nas condições precárias de segurança que a cidade enfrenta. Tal argumento foi defendido por participantes do debate.

Djair Falcão é ativista da mobilidade ativa. Foto: INCITI/UFPE

Em contrapartida, a convidada Nadja Granja, arquiteta e secretária de Mobilidade e Controle Urbano da Prefeitura do Recife, destacou a importância do envolvimento dos cidadãos. ‘’A gente precisa novamente se apropriar da cidade. Uma rua com mais pessoas circulando é uma rua menos deserta e mais segura, a população tem que trabalhar em conjunto com o governo’’, ressaltou.

A arquiteta ainda defendeu a conservação das calçadas como um dos pontos cruciais. ‘’Precisamos entender a calçada como rota e não apenas como um meio de passagem, devemos enxergá-la como um modal de transporte e, para isso, é de fundamental importância uma campanha educativa para os cidadãos entenderem a necessidade de priorizá-la’’, afirmou Nadja. Para encerrar a roda de conversa, foi realizada uma dinâmica na qual os participantes escreveram suas reivindicações direcionadas ao governo e toda a população em geral, defendendo uma cidade mais amigável para os pedestres e ciclistas.

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Parque Capibaribe será apresentado para moradores das Graças

Encontro de vizinhos que ocorre mensalmente no bairro das Graças, o Café na Calçada acontece nos espaços públicos do bairro, reunindo moradores que compartilham de algumas conversas e um café da manhã. A partir deste mês de agosto, o evento, que tem como objetivo aproximar e engajar os cidadãos sobre as diversas ações que envolvem o bairro, terá a presença dos pesquisadores do INCITI, grupo de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a fim de tirar dúvidas sobre o projeto Parque Capibaribe. O projeto, desenvolvido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, em parceria com a UFPE, prevê um sistema de parques integrados no Recife que se estenderá por 30 km do percurso do rio Capibaribe.

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Parque Capibaribe inspira Semana do Caminhar no Recife

Iniciativa acontece simultaneamente em nove cidades do Brasil e pauta a necessidade de um desenvolvimento urbano mais amigável para os pedestres

A mobilidade a pé é um dos pilares que compõem a construção colaborativa da Nova Agenda Urbana (NAU), documento chancelado pela ONU-Habitat que irá guiar o desenvolvimento sustentável do planeta até 2036. No Recife, o desenvolvimento de uma cidade mais amigável para pedestres e ciclistas vem sendo planejado pelo Parque Capibaribe, projeto realizado através de parceria entre a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA), e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), através do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades. É a partir desse cenário de futuro que está sendo desenhado na capital pernambucana, que será realizada, a partir de segunda-feira (7), em três bairros da cidade, a série de ativações Percursos Sensitivos. A iniciativa integra a programação nacional da Semana do Caminhar 2017, organizada pelo SampaPé! (SP), e promovida no Recife pelo INCITI, em parceria com o Coletivo Massapê e com apoio da Prefeitura do Recife.

A série de ativações Percursos Sensitivos terá como pano de fundo as premissas do projeto Parque Capibaribe: abraçar, chegar, percorrer, atravessar e ativar. A ideia é lançar um convite para a construção coletiva de uma cidade mais amigável para pedestres e ciclistas. “A proposta é de construir novas diretrizes para a mobilidade ativa, abrir um canal de diálogo e fomentar a cooperação das redes de articulação para a mobilidade”, declara o coordenador de Ativação do INCITI/UFPE, Caio Scheidegger.

A primeira atividade acontece na segunda-feira (7), das 14h às 17h, na Vila Santa Luzia, com as crianças da Escola Creusa Barreto Dornelas Câmara. Na ocasião, os estudantes serão envolvidos em uma imersão, a fim de diagnosticarem suas experiências de deslocamento de casa até a escola. De quarta (9) a sexta-feira (11), uma série de debates serão abertos ao público, em diferentes espaços de influência do Parque Capibaribe, a fim de incitar a reflexão sobre o caminhar na cidade. Na quarta-feira, das 14h às 17h, a roda de diálogos sobre o Bem Viver e o Direito à Cidade será no Jardim do Baobá. Já na quinta-feira (10), das 14h às 17h, a beira do rio, no final da rua das Pernambucanas, abriga o debate sobre gênero e empoderamento feminino na cidade. O tema da mobilidade ativa será discutido na sexta-feira (11), das 14h às 17h, no Econúcleo Jaqueira. Pra encerrar a Semana do Caminhar no Recife, a Vila Santa Luzia recebe uma segunda rodada de atividade colaborativa com as crianças da comunidade, na segunda-feira (14).

Para mais informações sobre as atividades: http://bit.ly/sdocaminhar | ativar@inciti.org.

Ação – A Semana do Caminhar 2017 é um evento que celebra o caminhar e chama atenção para este modo de se deslocar e interagir com a cidade. Organizado pelo SampaPé!, conta com muitos parceiros e acontece entre os dias 7 e 13 de agosto, em 9 cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Manaus, Juazeiro do Norte, São Carlos, Recife e Porto Alegre). Em sua primeira edição, traz o tema: “Caminhar dá liga”. Pelo caminhar, todos os meios de transportes são interconectados e as pessoas se ligam mais com a cidade e com outras pessoas.

SampaPé! é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2012 com o objetivo de melhorar a experiência do caminhar na cidade. Nasceu com o objetivo de aproximar o cidadão da sua própria cidade através do deslocamento a pé, pois é a forma mais próxima e humana de interação com a cidade.

INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades é uma rede de pesquisadores transdisciplinar da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que acredita na capacidade do cidadão em transformar a própria cidade. Propõe investigar a experiência urbana, analisar qualidade do espaço e do comportamento dos habitantes, além de buscar a compreensão dos processos, das pessoas e de suas reflexões.

Parque Capibaribe – O projeto prevê um sistema de parques integrados no Recife que se estenderá por 30 km do percurso do rio Capibaribe. Desenvolvido por meio de um convênio inovador entre a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife (SDSMA), e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do INCITI.

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Serviço
Percursos Sensitivos | Semana do Caminhar 2017
Informações: http://bit.ly/sdocaminhar

Programação:
Vivência – Caminhada Sensitiva – Para os alunos da Escola
Quando: Segunda-feira, 07 de agosto de 2017
Onde: E.E.R.E.F. Creusa Barreto Dornelas Camara (Rua Cantora Clara Nunes – Vila Santa Luzia, Torre – Recife)
Hora: 14h às 17h
Parceria: INCITI, Coletivo Massapê e E.R.E.E.F. Creusa Barreto Dornelas Camara

Debate – Bem Viver e Direito à Cidade
Quando: Quarta-feira, 09 de agosto de 2017
Onde: Jardim do Baobá (Rua Madre Loyola, 2 – Graças – Recife)
Hora: 14h às 17h
Aberto ao público

Debate – Gênero e empoderamento feminino na cidade: A mulher na construção do espaço público
Quando: Quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Onde: Graças, no final da Rua das Pernambucanas, próximo ao Rio Capibaribe.
Hora: 14h às 17h
Aberto ao público

Debate – Mobilidade Ativa
Quando: Sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Onde: Jaqueira, Econúcleo do Parque da Jaqueira
Hora: 14h às 17h
Aberto ao público

Vivência – Caminhada Sensitiva – Para os alunos da Escola
Quando: Segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Onde: E.E.R. Creusa Barreto Dornelas Camara (Rua Cantora Clara Nunes – Vila Santa Luzia, Torre – Recife)
Hora: 14h-17h
Parceria: INCITI, Coletivo Massapê e E.E.R.E.F. Creusa Barreto Dornelas Camara

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Conceito de Cidade Parque é apresentado no Fórum Internacional Hoje

Evento discutiu aspectos ligados ao desenvolvimento urbano e sustentável das cidades

Por Fernando Castro

Planejamento urbano de reconciliação com a natureza e com o espaço público. Essa foi a temática debatida na mesa Cidade Parque, do Fórum Internacional Hoje, que aconteceu no Centro de Convenções de Pernambuco, na manhã desta quarta-feira (26). A conversa foi iniciada pela coordenadora do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, Circe Monteiro, que apresentou o conceito de Cidade Parque através do projeto Parque Capibaribe, resultado de convênio entre o INCITI, grupo de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e a Prefeitura da Cidade do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente.

Dentro do desenvolvimento urbano e sustentável, Circe citou quatro pontos fundamentais para a implementação de uma Cidade Parque: segurança, planejamento, inclusão e prosperidade. ‘’Uma cidade sustentável só é possível com o engajamento dos cidadãos, a visão de Cidade Parque é uma visão de futuro’’, comentou.

Circe Monteiro apresenta visão de Cidade Parque. Foto: Fernando Castro

Ainda pela manhã, o gerente de sustentabilidade da Secretaria do Meio Ambiente de Recife, Alexandre Ramos, apresentou no debate o conceito de Cidades Resilientes, com a temática ‘’Planejamento urbano para responder às mudanças climáticas’’. Segundo ele, a adaptação às mudanças climáticas passa a ser necessária para a melhoria das condições habitacionais nas cidades.

A capacidade de uma cidade de se reorganizar e voltar ao equilíbrio inicial, quando submetida a mudanças, foi uma característica observada durante a discussão. ‘’Pensar em Cidades Resilientes é pensar em território, mas também nas pessoas que vivem nesses territórios e em suas condições sociais’’, ressaltou Alexandre.

A política também teve espaço nas discussões do evento. Ana Célia, prefeita da cidade de Surubim, foi a mediadora da mesa-redonda. A manhã de debates foi encerrada com o depoimento do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Una, Severino Sulipa, que abordou a sustentabilidade como uma responsabilidade social, sendo necessário o engajamento dos cidadãos e do Estado para sua implementação.

Hoje O debate fez parte do 4º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), entre os dias 25 e 27 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco. Com o tema central ‘’A cidade que precisamos’’, a programação esteve integrada ao Fórum Internacional Hoje, que reuniu especialistas para discutir a implementação da Nova Agenda Urbana, documento internacional responsável por promover a urbanização sustentável das cidades nos próximos 20 anos.

 

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O que é o Parque Capibaribe?

O projeto Parque Capibaribe é desenvolvido por meio de um convênio entre a Prefeitura da Cidade do Recife, através da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife e o INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, rede de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O projeto prevê um sistema de parques integrados que irá articular espaços públicos existentes e implementar um conceito de mobilidade não-motorizada com passeios e ciclovias.

O Parque, que se estenderá por 30 km, todo o percurso do Rio Capibaribe, irá articular espaços públicos existentes em uma área de influência de 42 bairros e promover transformações para que Recife se torne, em 2037 nos 500 anos da cidade, uma Cidade-Parque capaz de oferecer novas oportunidades e maior qualidade de vida a seus habitantes.

Saiba mais: http://bit.ly/cidadeparque
Contato: parqcapibaribe@gmail.com

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Recife terá Pesquisa para mensurar Qualidade de Vida

Como avaliar a qualidade de vida nas cidades? As formas tradicionais de mensuração baseadas no crescimento do produto da economia, o conhecido Produto Interno Bruto (PIB), não conseguem embarcar a abrangência dos aspectos que incidem na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Por isso, novas pesquisas têm sido elaboradas com o objetivo de medir o bem-estar da população. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades e do Departamento de Economia (DECON), está desenvolvendo o Índice de Felicidade, um instrumento de pesquisa inédito em Pernambuco para entender os fatores que mais afetam a qualidade de vida dos recifenses.

A primeira etapa da pesquisa está sendo aplicada online, por meio do questionário disponível no link http://bit.ly/indicefelicidade. Qualquer morador da Região Metropolitana do Recife pode participar. O formulário estará aberto para respostas entre os dias 29 de maio e 11 de junho de 2017. Posteriormente, o estudo será realizado em campo, na cidade do Recife, com amostra aleatória e representativa, quando pesquisadores visitarão residências pessoalmente. Esta etapa está prevista para ser realizada no segundo semestre de 2017 e será repetida em 2019, a fim de obter uma comparação entre os resultados. A ideia é que a pesquisa possa contribuir com a gestão pública municipal para a tomada de decisões e definição de prioridades capazes de afetar positivamente a qualidade de vida da população.

O Índice de Felicidade é inovador, pois analisa não apenas aspectos objetivos do cotidiano da população, mas também aspectos subjetivos. A ferramenta foi elaborada com base em uma série de outros índices já consolidados no mundo: o WHOQOL (1998), o Gallup-Healthways Well-Being Index (2010), o European Social Survey (2003), o American Community Survey (2010), e o Well Being Project Index.

Após um ano de estudos de ferramentas similares e de testes com amostra-piloto, a equipe, formada por economistas, psicólogos e urbanistas, identificou a relevância de cinco fatores: Vizinhança; Economia e Segurança; Serviços Públicos; Conexões; e Saúde e Meio Ambiente. O fator “Vizinhança” inclui tópicos como a presença de praças, parques e serviços próximos ao lar do participante; “Economia e Segurança” tratam de estabilidade financeira e do quanto as pessoas se sentem seguras em diferentes situações; “Serviços Públicos” considera acessibilidade, limpeza e iluminação, entre outros aspectos; “Conexões” questiona tanto a qualidade do transporte quanto o uso de internet e as relações sociais; “Saúde e Meio Ambiente” leva em conta tanto a saúde da pessoa como a de seu ambiente, pois estão comumente relacionadas.

A equipe do Índice de Felicidade é formada pelos economistas e professores da UFPE Tatiane Menezes, Rafael Lima e Ricardo Carvalho; pelo Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Economia (PIMES/UFPE) Inaldo Bezerra Jr.; pelo graduando em Economia pela UFPE Pedro Coelho; pelo psicólogo e pesquisador do Programa Nacional de Pós Doutorado (PNPD) pelo INCITI/UFPE, Yves Gomes; e pela arquiteta e urbanista Circe Monteiro, uma das diretoras do INCITI/UFPE.

* Formulário do Índice de Felicidade está aberto para coleta de respostas

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Parque Capibaribe como Sistema de Drenagem e Tratamento das Águas no Recife – PE

Artigo de Anna Karina Borges de Alencar e Werther Lima Ferraz de Sá

Resumo

As águas e áreas alagáveis foram os primeiros elementos naturais enfrentados para conquistar o espaço urbano na cidade do Recife. Ao longo de seu processo de urbanização
os riachos urbanos do Recife vêm sendo gradativamente transformados em canais de drenagem, o que “favorece” seu uso em destino para dejetos urbanos (esgoto e lixo). Diante deste quadro, o projeto do “Parque Capibaribe”, partindo de uma abordagem transdisciplinar, realizou uma pesquisa qualitativa sobre os padrões de tratamento urbanístico dado aos riachos urbanos que formam a bacia do Capibaribe no Recife, buscando repensar o modo como os recifenses veêm e vivem a relação com suas águas. O levantamento e análise dos riachos demonstra o conceito ainda dominante que promoveu a retificação e impermeabilização de quase todos os riachos com prejuízos evidentes para a qualidade de vida na cidade. De forma a elaborar uma alternativa mais adequada e inovadora na maneira de tratar as águas urbanas, se buscou construir uma visão sistêmica das questões de drenagem e tratamento das águas nesta cidade. A investigação priorizou alternativas tecnológicas de manejo das águas que apontam para recuperação ambiental destes ecossistemas, onde ganharam destaque os processos conhecidos como wetlands.

Palavras-chaves: Parque Capibaribe; Riachos Urbanos; Drenagem e Tratamento das Águas; Wetlands; Recuperação de Rios Urbanos.

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