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A importância da relação entre os cidadãos e a paisagem urbana

Por Luiz Vieira |Publicado originalmente em Rede Gestão

Recife é uma cidade com paisagens diversas em que as águas predominam e refletem a sua rica história, bem como o respectivo impacto ambiental do crescimento urbano desordenado. A relação do cidadão com a paisagem urbana diversificada é fundamental para o fortalecimento da identidade com os lugares afetivos e o respectivo empoderamento dessas paisagens na imagem e memória da cidade. O rio Capibaribe sempre exerceu, notadamente até o final do século XIX, função estruturadora na morfologia desse território, quando a cidade se voltava para as águas pela navegação, pesca e paisagem. O início do século XX registra o declínio desta relação com o rio Capibaribe que passa a ser pano de fundo, ou fundo de quintais de edificações que outrora se voltavam para desfrutá-lo como área de lazer ou para utilizá-lo como via de transporte.

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Aniversário do Jardim do Baobá será comemorado neste domingo (16)

Programação especial inclui sessões de meditação, Feira Livre do Poço, contação de histórias para crianças, instalação temporária de um café itinerante e food truck

O Jardim do Baobá, ponto de partida do projeto Parque Capibaribe, comemora dois anos neste domingo (16), com a ampliação de seu espaço e uma série de atividades gratuitas. A Prefeitura do Recife vai agregar mais 780m² de área verde ao equipamento, localizado no bairro da Graças. A ação é o resultado de negociações entre a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA) com proprietários de imóvel próximo ao logradouro. A data também será festejada, a partir das 9h, com uma programação especial, que inclui meditação, Feira Livre do Poço, contação de histórias para crianças, instalação temporária de um café itinerante e food truck de bebidas e alimentos.

Quer saber como chegar ao Jardim do Baobá de ônibus? Confira aqui as dicas que preparamos para você.

“Esse é mais um passo dentro do processo de implantação do Parque Capibaribe. No novo trecho, além das pessoas poderem aproveitar o local para seu lazer e convivência com a natureza, vamos disponibilizar atrativos temporários, como um café e food truck, para incentivar ainda mais o uso desse espaço tão especial às margens do rio”, afirmou o secretário da SDSMA, Bruno Schwambach. Ainda de acordo com ele, a prefeitura tem avançado nas negociações junto aos proprietários de imóveis situados entre o Jardim do Baobá e a Ponte da Torre, com vista a integrar essa área verde com a Via Parque das Graças.

Com o acréscimo de espaço, o Jardim do Baobá passa a somar 3.000 m² de área verde. A nova extensão do equipamento foi conquistada com o recuo do muro do antigo bufê Vila Ponte D’Uchôa. Agora, o trecho próximo à margem do Rio Capibaribe fica livre para a população, permitindo diversos usos, como piqueniques, leituras, contemplação do rio e brincadeiras entre crianças. O novo trecho será entregue às 9h, abrindo as festividades do dia. O ambiente também ganhou um relógio solar criado por estudantes do Instituto de Ensino Superior da Paraíba, a partir de troncos de árvores erradicadas ou que caíram na cidade.

Afora o novo ambiente, quem for ao Jardim do Baobá pela manhã poderá conferir artesanato, comidas típicas, literatura, plantas e muita música que será levada pela Feira Livre do Poço. Às 10h e às 16h, tem atividade especial para criançada: contação de história com os arte-educadores da SDSMA. Para as pessoas que desejam fazer uma pausa na agitação do dia-a-dia e se reconectar com a natureza, a pedida é participar da prática de meditação, marcada para 11h.

Já pela tarde, começa a funcionar uma nova atração no local: uma cafeteria itinerante instalada em um ônibus. O empreendimento, que se propõe a difusão da cultura e do consumo de cafés especiais, promete intensificar a visitação ao Baobá, durante os próximos seis meses, tempo em que permanecerá no local.

Parque Capibaribe – O Jardim do Baobá faz parte do Parque Capibaribe, um projeto que desenha a capital pernambucana para se tornar uma cidade-parque até 2037, quando completa 500 anos. A iniciativa, desenvolvida pela Prefeitura do Recife em parceria com a UFPE, por meio do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, visa promover uma grande mudança urbana a partir da criação de um parque às margens do Rio Capibaribe, formado por passeios, ciclovias, área de lazer e contemplação, passarelas, mirantes, alamedas e píeres para pequenas embarcações.

O projeto abrange uma extensão de 30 quilômetros e contempla as duas bordas do curso d’água. Com isso, o rio – que ao longo dos anos se tornou um obstáculo físico para o Recife – vai recuperar seu perfil agregador, com vias para transporte não motorizado, a consolidação dos corredores verdes e a articulação dos equipamentos públicos em 42 bairros, além de melhorar a ligação entre as áreas da cidade.

Progressivamente, o Parque Capibaribe vai aumentar sua área de abrangência, incorporando os grandes maciços verdes (Mata da Guabiraba, Parque dos Manguezais, Dois Irmãos, etc.) e ligando os parques construídos (Jaqueira, Santana, Caiara etc.). Novas ruas e alamedas verdes também vão surgir, e tudo isso resultará na ampliação do verde, saindo dos atuais 1,2 m² de área verde por habitante para 12 m², na área de abrangência do projeto, que equivale a 500 metros a partir das margens do rio.

Confira a programação
9h – Inauguração da nova etapa do Parque Capibaribe
9h às 22h – Feira Livre do Poço
10h e 16h – Contação de Histórias
11h – Sessão de meditação
15h – Café itinerante
16h às 20h – Food truck de alimentos e bebidas

Serviço
O quê: Comemoração dos dois anos do Jardim do Baobá com festa e ampliação do espaço
Quando: Neste domingo (16), a partir das 9h
Onde: No Jardim do Baobá, localizado entre as Ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, por trás da antiga estação Ponte D’Uchoa

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No bairro da Jaqueira, Parque Capibaribe promove a integração com o rio

O projeto Parque Capibaribe é um sistema de parque integrados, que prevê a conexão com os espaços públicos de lazer situados ao longo das margens do rio Capibaribe, no Recife. Desenvolvido através de um convênio inovador entre a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife (SDSMA) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades.

O Parque Capibaribe no bairro da Jaqueira surge com um grande desafio de proporcionar a integração do Rio Capibaribe a um dos parques mais movimentados da cidade, o Parque da Jaqueira. Este será o primeiro trecho do projeto que aborda uma via de grande fluxo da cidade, a Avenida Rui Barbosa, e se conecta à um espaço de lazer em pleno funcionamento.

Para a área está sendo pensado o redesenho do perfil da Avenida Rui Barbosa, garantindo a segurança dos ciclistas e proporcionando calçadas mais largas para os pedestres, ao longo de seu percurso. Além de complementar o passeio público, unindo duas áreas de vitalidade urbana, o trecho Jaqueira-Baobá também proporcionará a criação de novos espaços de lazer e contemplação próximos ao Capibaribe, a exemplo de uma arquibancada, com rampa de acessibilidade, que será instalada na margem do rio.

Na calçada do Parque da Jaqueira, está em execução o projeto de requalificação de calçadas da URB, que foi compatibilizado com o projeto Parque Capibaribe, a fim de melhorar o passeio na área. As calçadas estão sendo ampliadas e contarão com canteiros para vegetação arbustiva e árvores, delimitando o passeio e expandindo o verde do Parque da Jaqueira para a Rui Barbosa. A intervenção pretende fortalecer a relação entre a Jaqueira e o rio Capibaribe, privilegiando um caminhar mais agradável e acessível, tanto para quem está no parque como para as pessoas que circulam diariamente pela área.

Futuramente, a calçada que margeia o rio será ampliada e receberá mais arborização, a fim de garantir a segurança e conforto para a circulação de pedestres e ciclistas, em área segregada dos veículos. O projeto para a área também prevê o nivelamento da rua com as calçadas do Parque da Jaqueira e da margem do Capibaribe, a fim de conectar essas duas áreas públicas e melhorar a acessibilidade na região.

A proposta é deslocar a parada de ônibus, deixando-a mais próxima do Parque da Jaqueira, a fim de facilitar o acesso dos usuários à área. Para que a parada dos ônibus não interfira na livre circulação dos veículos pela Avenida Rui Barbosa, está sendo projetada um recuo na via, exclusivo para o transporte público.

Próximo à parada de ônibus também será instalado um píer, com acessibilidade universal, que irá permitir a contemplação do rio e a atracação de pequenas embarcações. Na margem do rio, em frente ao Parque da Jaqueira, está sendo projetada uma arquibancada, que irá aproximar os pedestres do Capibaribe, possibilitando a vista do rio e do pôr do sol. Nesta área, o nível mais próximo ao rio terá um deck, que fará as vezes de mirante e poderá receber pequenas apresentações.

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Arte em muro transforma paisagem do Jardim do Baobá

Por Shirley Pacheco

Quem visitou o Jardim do Baobá no início da manhã desta sexta-feira (20), observou que o muro do local começou a ganhar mais vida através da arte. Promovido pela Prefeitura do Recife, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA), o evento mistura criatividade e natureza por meio da pintura de animais e árvores temáticas do Parque Capibaribe, projeto que busca reconectar às pessoas ao Rio Capibaribe. A ação será concluída em três dias e tem o objetivo de deixar o local mais agradável para o público.

Desenvolvida e ilustrada pelo pintor Allan Chaves, as artes ilustram capivaras, árvores pertencentes ao Rio Capibaribe e espécies de animais que sobrevoam a área. O secretário Executivo de Projetos Especiais da SDSMA, Romero Pereira, ressaltou a importância da atividade. “Queremos transformar os muros pichados através das artes. O projeto tem duas etapas, a primeira de pintura e a segunda de plantação de trepadeira, espécie que cresce pelos muros, visando misturar arte e vegetação”, comentou.

Às margens do rio das Capivaras, o Jardim do Baobá é o ponto de partida do projeto Parque Capibaribe, que prevê um sistema de parques integrados na margem do rio Capibaribe, no Recife, totalizando 30km de transformações nas bordas do principal curso d’água da cidade. A iniciativa, que irá conectar espaços e efetivar uma forma mais fácil e segura de se deslocar pela cidade, para pedestres e ciclistas, é o ponto de partida para que o Recife se torne uma Cidade-Parque até 2037, quando o município comemora 500 anos.

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Caminhabilidade no Recife: Análise morfológica e perceptiva da qualidade da interface público-privada no bairro das Graças

Dissertação de Sabrina Machry

ANO
2016

INTRODUÇÃO
Como ocorre em diversas grandes cidades brasileiras, o Recife conta hoje com uma infraestrutura urbana que prioriza deslocamentos em automóvel privado. O transporte público coletivo em geral está sujeito à congestão do tráfego motorizado, pois as faixas e corredores exclusivos não atendem todo o itinerário realizado pelos ônibus intramunicipais e a rede metroviária não alcança a maior parte do território. Além disso tanto os veículos coletivos quanto os pontos de espera do sistema (paradas de ônibus e metrô) não oferecem conforto ao usuário. A ausência de ar condicionado nos veículos, a falta de sombreamento nas paradas, as péssimas condições de segurança das calçadas e travessias viárias, entre outros problemas, desqualificam a experiência do deslocamento em transporte público.

Somadas a estas dificuldades, a cidade possui infraestrutura cicloviária pouco eficiente devido à fragmentação das rotas e o baixo alcance no território, além disso, há falta de sinalização apropriada para ciclistas e pedestres. Neste contexto, os deslocamentos pedestres não são incentivados ou sequer respeitados. Grande parte dos trechos de passeio público, quando existem, são estreitos, não recebem manutenção e frequentemente apresentam obstruções, falhas e buracos ao longo do percurso. A cidade enfrenta, assim, uma negação dos espaços públicos, tornando a relação público-privada cada vez mais austera; a relação de invisibilidade e dissociação entre os espaços públicos e privados, agrava a condição pedestre, ampliando a sensação de insegurança nas ruas. Quando a vitalidade urbana existe em um bairro ou rua, geralmente ocorre de forma fragmentada, atingindo um raio limitado.

A exemplo de situações internacionais – conforme será melhor abordado ao longo do trabalho – muitas cidades brasileiras iniciaram processos de transformação no qual a humanização dos espaços públicos é um importante caminho para soluções de problemas urbanos de cunho social, ambiental e econômico. Geralmente os grandes problemas urbanos estão associados a cidades já consolidadas, que apresentam diferentes graus de densificação e expansão territorial, mas a grosso modo uma infraestrutura urbana deficitária.

Assim, a reestruturação urbana pautada nas premissas da humanização das cidades é, para além da identificação de condições espaciais e funcionais ideais, um exercício de como transformar a configuração urbana existente. Surge então a necessidade de estudar como intervir no construído, promovendo a atividade pedestre.

Tendo isso em conta, este trabalho nasce da vontade de orientar a intervenção no espaço construído, mais especificamente a requalificação dos tecidos urbanos consolidados de forma a tornar o espaço público mais convidativo e confortável à atividade pedestre. Para tanto, o
tema central eleito para este estudo é a Caminhabilidade, conceito que tem como foco a atividade e o espaço pedestre. O objetivo é avançar nos conhecimentos sobre métodos de avaliação espacial, com ênfase na análise da interface público-privada na promoção de atratividades para atividade pedestre. Como estudo de caso, o recorte espacial escolhido foi o Bairro das Graças, na cidade do Recife (Pernambuco, Brasil).

Acesse a dissertação na íntegra.

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O espaço do pedestre no Recife

Ensaio de Sabrina Machry

ANO
2016

As cidades estão paralisadas. A crise generalizada da mobilidade urbana incita a reflexão acerca dos modais de transporte: são avaliadas eficiência, com medição de tempos de trajetos, poluição gerada, infraestrutura necessária, custos de implantação e operação e os impactos na saúde dos usuários, (…) a partir da poluição, do stress causado pelo trânsito e pelo aumento do sedentarismo (ANTP, 2015; pág.49).

Chegando a um século do modelo de cidade sob a lógica urbana do transporte motorizado, e apresentando problemas seríssimos de mobilidade, congestão no trânsito e muito tempo gasto nos deslocamentos diários, as políticas públicas sofrem uma inversão: passam a desestimular o uso do veículo motorizado privado e buscar a solução no transporte coletivo. Somam-se ainda novas pautas como o incentivo à infraestrutura cicloviária, espaços públicos de qualidade, ruas para pessoas e atividades pedestres; uma mudança que reflete no desenho urbano das cidades, na legislação vigente, na mentalidade social e na vida dos citadinos.

Esta nova visão interfere diretamente na forma de fazer cidade: nos raios da área urbana, no comprimento dos deslocamentos, na configuração espacial das ruas e calçadas e na variedade do uso e ocupação do solo, de forma a encurtar as distâncias percorridas dentro da cidade. Além disso, determina o nível de percepção e vulnerabilidade do espaço público-privado; pois uma vez que se reduz a velocidade do transeunte, como no caso de deslocamentos não motorizados, aumenta sua capacidade de leitura de detalhes do percurso e ele está mais sujeito à dinâmica da rua, seus riscos e benefícios.

Leia o texto completo.

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Ativação: uma estratégia de co-construção do projeto urbano?

Um artigo de Julien Ineichen e Romain Gallart.

ANO
2017

RESUMO
Por cerca de quarenta anos, e especialmente a partir do artigo de Sherry Arnstein (1969), a questão da participação de cidadãos e usuários no desenvolvimento de projetos tornou-se um objeto importante de estudos urbanos. Embora o Brasil tenha sido pioneiro na implementação de abordagens participativas durante os anos 90 e 2000, a experiência do orçamento participativo de Porto Alegre sendo o exemplo mais conhecido, os municípios estão relativamente pouco equipados na coordenação de projetos urbanos.

A cidade de Recife, como muitas metrópoles em todo o mundo, iniciou a reconquista do seu rio, a partir da requalificação das margens do Rio Capibaribe. Este projeto, chamado Parque Capibaribe, tem a distinção de ser um parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco e o município do Recife. Assim, a equipe multidisciplinar responsável é composta por profissionais do meio natural e urbano, mas também de pesquisadores. O INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, laboratório que hospeda a equipe do projeto, aplica o conceito no centro do seu método “Ativação”. Esta noção, relativamente ausente da literatura científica, é usada
por alguns historiadores da arte (LINHARES, 2015) para falar sobre animação de
espaços públicos a partir de práticas artísticas. O artigo aborda a experiência ativação desenvolvida pelo Parque Capibaribe para a área da Capunga, no bairro do Derby, no Recife.

Leia o texto completo (em francês).

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Grandes Projetos Urbanos no Recife: Novo Recife e Parque Capibaribe

Artigo de Sabrina Machry

ANO
2016

RESUMO
Este artigo propõe uma reflexão acerca dos grandes projetos urbanos em implementação na cidade do Recife, com base no trabalho intitulado “grandes projetos e seus impactos na centralidade urbana”, de Beatriz Cuenya. Enquanto na referência, a autora elege três projetos de renovação urbana para Buenos Aires e Rosário, na Argentina, neste exercício optou-se por analisar os projetos Novo Recife e Parque Capibaribe. Tal como em Cuenya (2011), pretende-se aqui discorrer quanto aos impactos desses projetos urbanos na cidade, os interesses dominantes que os promovem e os conflitos que emergem dessas iniciativas.

PALAVRAS-CHAVE
Projeto urbano; Renovação urbana; Operação urbana; Projeto Novo Recife; Projeto Parque Capibaribe; Interface público-privada.

Confira o artigo na íntegra.

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Recife: A luta popular por uma cidade melhor

Artigo de Circe Monteiro e Luiz Carvalho, publicado na Revista Architectural Design – “Brazil: Reestructuring the Urban”

ANO
2016

RESUMO
Às vezes chamada de Veneza brasileira, a cidade do Recife está situada em uma série de ilhas, articuladas por vias navegáveis, na costa Nordeste do país. A nona maior cidade do Brasil, tem um núcleo histórico, mas também compartilha muitos desafios urbanos comuns a outras metrópoles brasileiras: uma praia cercada por um desenvolvimento especulativo, uma área portuária semi-abandonada e extensas zonas de bairros pobres. Os arquitetos e acadêmicos Circe Monteiro e Luiz Carvalho, do grupo de pesquisa multidisciplinar INCITI, da Universidade Federal de Pernambuco, descrevem aqui por que, apesar de uma história de desenvolvimento inconsistente, este poderia ser o momento de Recife para se transformar à medida que a agenda urbana fica em evidência.

PALAVRAS-CHAVE
Parque Capibaribe, Transformação, Participação Social, Participativo, Inclusão, Sociedade Civil

Confira o artigo na íntegra.

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Na fonte das cidades, as águas e as pessoas: a experiência do projeto Parque Capibaribe no bairro das Graças

Artigo de Fabiano Diniz, Danielle Rocha, Werther Ferraz e Anna Karina Alencar

ANO
2016

RESUMO
Da formação das cidades se apreende que os sítios onde se assentam os aglomerados humanos são modelados pelas águas, que impõem restrições e/ou oferecem possibilidades para a construção do artefato cidade. Desde seus primórdios, as comunidades urbanas estabeleceram com os cursos d’água um vínculo misto de dependência (para abastecimento d’água e escoamento de esgotos) e de receio (dos desastres provocados pelas águas que eles carregam). As cidades crescem num movimento de oposição às águas e à dinâmica dos sistemas naturais de drenagem. A ocupação de fundos de vales; os aterros; a impermeabilização do solo; a retificação e/ou revestimento de cursos d’água agravam o conflito água-urbanização. No Recife, essa relação conflituosa é patente. Fundada entre o mar e os rios, essa cidade estuarina tem sua forma em boa medida determinada pelos meandros de seus cursos d’água e suas áreas de influência. Do traçado da malha urbana às tipologias construtivas ali consolidadas, muito se depreende dos limites e possibilidades impostos pelas águas. A relação desigual da produção do espaço urbano e a consolidação de territórios em que esses conflitos imperam tomam a forma de uma cidade avessa às águas. Desde 2013, urbanistas buscam rever o trato das relações águas-cidades, empregando fundamentos contemporâneos de gestão urbana “sensível às águas”. O projeto Parque Capibaribe visa à humanização e à integração das margens desse rio com espaços verdes da cidade, redesenhando a estruturação do espaço urbano a partir de uma lógica “aquacêntrica”. Fruto de convênio entre o grupo de pesquisa INCITI e a Prefeitura do Recife, o projeto repensa o modo como os recifenses vêem e vivem a cidade, estimulando uma construção colaborativa de espaços socialmente inclusivos. Concebendo o planejamento urbano a partir do rio Capibaribe, elemento imprescindível na estruturação e expansão do Recife e intimamente ligado à sua história, exige-se uma mudança de mentalidade da população e dos gestores públicos em relação às águas. O caso da elaboração de um projeto de mobilidade à beira-rio no bairro das Graças ilustra essa pretensão, através da transformação dos paradigmas de produção e da natureza dos espaços públicos urbanos. Concebido inicialmente como um projeto viário, com quatro faixas para automóveis, a via passa a ser pensada como um parque linear humanizado, que põe o Capibaribe em evidência. O trabalho investiga como, baseado na ideia de transformação a partir das pessoas, os atores envolvidos lançam as bases das mudanças nesse espaço urbano à beira-rio.

PALAVRAS-CHAVE
Águas e cidades; espaços públicos; gestão territorial urbana; atores sociais e participação; morfologia urbana.

Leia o artigo completo.

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Parque Capibaribe: re-tecer uma cidade através de espaços verdes e públicos

Artigo de Amanda Florêncio, Ana Raquel Meneses, Luiz Carvalho, Circe Maria Gama Monteiro

ANO
2015

RESUMO
Este artigo trata da metodologia de pesquisa e das intervenções propostas para um parque linear de 30 km ao longo do curso de água principal do Recife, no Nordeste brasileiro. O projeto foi encomendado pela gestão municipal a um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco que desenvolve estudos multidisciplinares e soluções inovadoras para a cidade. O projeto é um plano estratégico que aborda questões ambientais, espaciais e problemas sociais. Tal mudança na configuração da cidade é percebida como um quadro que impulsionará a transformação do Recife, uma cidade com mais de 30% de sua superfície coberta por reservas naturas de florestas e manguezais, mas onde espaços públicos e parques representam apenas 0,5%. Um dos principais desafios neste projeto é como reconectar os cidadãos com o rio Capibaribe. Com quase 500 anos, Recife viu seu relacionamento com o rio mudar drasticamente ao longo do tempo. O advento do transporte motorizado em paralelo com a expansão da cidade, acabou por reverter sua integração inicial com o rio. Os espaços ao longo do rio não são mais centrais, mas agora fazem parte do periferia da cidade. O parque proposto procura, assim, reinventar a cidade, baseando-se na expansão do potencial e das qualidades dos espaços públicos e áreas não ocupadas, ao mesmo tempo em que prioriza modos de transporte públicos e não-motorizados e a estruturação de lugares vitais e sustentáveis.

Confira o artigo na íntegra (em inglês).