All posts filed under “Notícias

Planejamento busca potencializar projetos pela mobilidade sustentável

O INCITI tem recebido apoio para o planejamento e gestão dos projetos Provocações Urbanas, desenvolvido em parceria com o Fundo Socioambiental Casa, e Bora Andando, realizado com apoio do Greenpeace. A ideia é potencializar o trabalho voltado para fomentar novas colaborações com entidades entusiastas da mobilidade urbana sustentável.

Como parte deste trabalho, entre na semana de 14 a 21 de dezembro de 2018, recebemos a diretora do Labhacker, Evelyn Gomes, que nos ajudou no planejamento para execução dos dois projetos de forma conjunta e para potencializar as conexões possíveis e resultados. Diversos pesquisadores do INCITI colaboraram durante esses dias, permeando de olhares e sonhos os novos caminhos que se abrem com essas oportunidades de transformação da mobilidade urbana.

Como resultado dos encontros, elaboramos uma agenda integrada que possibilite uma maior conexão com outros grupos, por meio da realização de encontros, seminários, pesquisas, diagnósticos colaborativos, campanhas e ações. Todos esses processos serão construídos com grupos parceiros e a população da Região Metropolitana do Recife.

Durante o primeiro semestre será mapeada a rede de atores que atua na pauta da mobilidade urbana sustentável na região. Em paralelo, está sendo realizado o levantamento de pesquisas e metodologias participativas já realizadas sobre o assunto, a fim de elaborar um diagnóstico e um plano de comunicação para o desenvolvimento de uma campanha. Posteriormente, será pactuada a agenda compartilhada com outras entidades e parceiros, com visitas in loco aos territórios para entrevistas e ações.

Polêmica e poesia dão tom ao debate sobre matas urbanas no INCITI

Por Rodrigo Édipo

Em matéria publicada na quarta-feira (28), a Folha de Pernambuco denunciou crime ambiental na Mata do Zumbi, localizada no Cabo de Santo Agostinho, às margens da PE-28. Segundo reportagem, mais de 100 ha de vegetação nativa “foram devastados para dar lugar a construções e loteamentos irregulares”. A área desmatada é protegida pela Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428), que permite supressão apenas para fins de obras públicas e de interesse social, isso se licenciadas. Por coincidência, na data de veiculação da matéria aconteceu mais uma edição do Provocações Urbanas, desta vez com o tema Matas do Recife: Como conciliar interesses?, realizada na sede do INCITI/UFPE, no Bairro do Recife.

A plateia, de cerca de 50 pessoas, entre estudantes, representantes dos setores de pesquisa, gestão governamental, movimentos sociais e ambientalistas puderam conversar abertamente sobre habitação, conservação da natureza, desenvolvimento, sustentabilidade, subsistência, exploração econômica e algumas possíveis soluções para o enfrentamento dos problemas abordados no debate.

Leia também:
Pesquisador é vencedor do Prêmio Jovem Cientista com estudo sobre matas urbanas

Para o encontro, mediado pelo biólogo e professor da UFPE, Marccus Alves, foram convidados o pesquisador do INCITI e do Laboratório da Paisagem da UFPE, Célio Rocha, vencedor do 29º Prêmio Jovem Cientista com o estudo “Os valores naturais das unidades de conservação do Recife: Mata de Dois Irmãos e da Mata do Engenho Uchôa”; a Coordenadora Nacional do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) e codeputada eleita para o mandato coletivo Juntas (PSOL), Jô Cavalcanti; Maíra Braga, representante da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA); e Patrícia Caldas, geógrafa e representante do Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchôa.

Uma das técnicas responsáveis pela elaboração dos Planos de Manejo das Unidades de Conservação da Natureza (UCNs) da Prefeitura do Recife, Maíra Braga fez introdução sobre algumas particularidades das 25 unidades localizadas no Recife. “As Unidades de Conservação do Recife são em áreas de matas, áreas de florestas, de manguezal e áreas estuarinas”.

“Essas áreas têm características diferentes, umas são privadas, outras são públicas, algumas têm gente morando dentro, outras não têm. Então, com características, com interfaces, com vivências, com apropriações por parte da sociedade de formas distintas”, exemplificou. Maíra contextualizou que a conservação de tais fragmentos não dependem só de uma legislação, mas o conjunto de leis já constitui as condições e as regras de conservação e proteção.

A geógrafa e representante do Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchôa, Patrícia Caldas, traçou um histórico sobre a iniciativa popular que está na ativa há 40 anos e tem como objetivo transformar em um parque ecológico a Mata do Engenho Uchôa, Área de Proteção Ambiental (APA) de 192 ha, localizada na Zona Oeste do Recife. “O movimento foi criado porque queriam fazer 1.200 unidades habitacionais na área e isso foi motivo de discussão, de questionamento e de aglutinação de todos esses atores sociais”, contextualizou.

Esta área de preservação tem uma grande representação biológica para a cidade do Recife, pois detém três biomas: mangue, restinga e Mata Atlântica. Para Patrícia Caldas, a principal característica desta Unidade de Conservação é a mobilização social que a envolve. “É um movimento que atravessou diversas situações por conta de vários interesses que estão envoltos na área até hoje”, explicou a geógrafa.

A defesa da Mata do Engenho Uchôa foi motivo para a primeira CPI ambiental registrada no país, com o pedido de regulamentação da Lei n° 6535 de 15/06/1978, com o objetivo de proteger a área. “A Mata do Engenho Uchôa é uma mata privada. Como temos uma área que é legalmente protegida para preservação e pertence a alguém? Então, tem esse conflito fundiário que é grande e ainda não está resolvido”, pontuou Patrícia.

Outros valores

Premiado, o jovem cientista Célio Rocha apresentou pesquisa. Foto: Bruna Roazzi

Os dissensos envolvendo o refúgio natural garantem também a Mata como fonte para estudos científicos, como é o caso da premiada pesquisa do estudante de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Célio Rocha, que buscou entender as relações entre as comunidades e as florestas, além de identificar os valores atribuídos às matas. “O objetivo da pesquisa é identificar (os valores) sob a perspectiva da população e da gestão e sistematizá-los para que se possam elaborar planos de manejo tendo em vista esses valores”, explicou o pesquisador.

O estudo conduzido por Célio apontou que o maior valor da Mata do Engenho Uchôa para os moradores são os serviços da natureza, ou seja, os serviços que a Mata presta para a população, como a questão da subsistência, por exemplo. “Gestores também conferem valores mais ligados ao impacto que essa mata tem para a cidade como um todo. No Plano de Manejo os serviços ambientais é um valor quase nunca citado. Cita-se mais o valor ecológico”, explicou. Tal diagnóstico denuncia uma disparidade de percepções de valores entre a gestão, os moradores e o que consta no Plano de Manejo.

Integrante do MTST, a codeputada Jô Cavalcanti alerta sobre desapropriações. Foto: Bruna Roazzi

A ambulante Jô Cavalcanti (MTST) entende a questão socioambiental, mas chama atenção para a precarização das políticas públicas habitacionais. A recém-eleita codeputada relembrou que esteve ao lado da resistência popular contra a especulação que resultou na construção do (Shopping) RioMar em uma área de mangue. “A gente vem acompanhando vários processos de pessoas que moram em locais de mangue ou área de mata e ocorre esse tipo de retirada de pessoas”, contextualizou a ativista alertando que as ocupações costumam ser em áreas que não cumprem nenhuma função social. “Elas (as áreas) ficam sendo especuladas anos e anos para os ditos donos das terras chegar, tomar conta e construir vários monumentos que dizem gerar emprego”, explicou.

Para Jô Cavalcanti, é necessário garantir tanto as áreas de preservação ambiental quanto a moradia digna, incluindo um suporte de educação ambiental para que as pessoas respeitem as demarcações. “Se você não tem esse amplo olhar para as famílias, acho muito difícil as pessoas terem essa conscientização. É no diálogo que vai ter essa mediação”, acredita. A necessidade de diálogo entre os técnicos da gestão pública e a população que vive no entorno dos fragmentos foi a principal tônica do debate, que convidou os participantes a pensarem formas de conciliação. “Os interesses são múltiplos. Não é fácil falar de um bom uso e de preservação. Existem conflitos naturais que em geral quando (as matas) estão em áreas de pressão urbana, isso é assustador”, pontuou Marccus Alves – mediador do debate.

“A solução depende da prioridade da gestão pública que está para garantir a promoção deste bem estar e das relações da sociedade com esses ambientes naturais”, apontou Patrícia Caldas. Para Maíra Braga, os Planos de Manejo representam sempre um desafio, pois normalmente são feitos a partir de consultorias sem pertencimento com as áreas. “A Prefeitura (do Recife) fez uma opção diferente neste momento, que foi uma seleção simplificada contratando 12 profissionais e uma equipe multidisciplinar. O desafio é que a gente consiga fazer em diálogo com a sociedade. Fizemos 11 oficinas contemplando 23 Unidades de Conservação “, explicou.

Os donos das terras

Maira Braga (SDSMA) acredita ser preciso envolver o setor privado. Foto: Bruna Roazzi

“Toda terra tem dono”, disse Maíra Braga ao afirmar que a maioria das Unidades de Conservação estão em terras privadas. “O fato das áreas estarem vazias não significam que estejam vazias também em relação a sua função. Mas que outros usos sustentáveis podem ser provocados? Inclusive pra visitação, para turismo, para educação ambiental, para geração de renda”, explicou. Segundo a representante da SDSMA, é importante provocar e estimular no mercado privado o desejo de conservar, pois às vezes a terra perde o valor econômico, mas abre possibilidades de gerar novos valores decorrentes do fator  ambiental. A pesquisadora do INCITI/UFPE, Lenne Ferreira, refutou a ideia de que cada terra tenha dono. “Eu não sei se é bem assim, eu não sei a quem se compra uma praia, não sei a quem essas pessoas compraram. Eu tenho a impressão que a gente vive eternamente em uma Capitania Hereditária”, pontuou.

O pesquisador do INCITI/UFPE e engenheiro socioambiental, Djair Barros, chama atenção para a responsabilização da moradia popular por estar ocupando áreas que seriam de preservação e convida os presentes a buscarem entender como se deu a distribuição das terras no Brasil. “Por que a constituição nacional traz a função social da propriedade? Ela não é gratuita, é resultado de muitas lutas ao longo de vários anos. E hoje quando eu vejo a gente relativizando um monte de coisas eu fico preocupado, pois pode estar culpabilizando movimentos que são extremamente legítimos e necessários”, alertou. Djair relembra que em Suape houve a supressão de 600 ha de mangue para a expansão do porto e, mesmo assim, a sociedade se calou. “Onde será que está a prioridade de verdade nas gestões?”, provocou.

“A gente precisa que as instituições sejam fortalecidas, a gente precisa de técnicos efetivos nas prefeituras. Já chegamos em várias discussões, vários gabinetes, já passamos por diversas gestões políticas, mas quando chega na hora do vamo ver, entra o interesse econômico. Ele está de frente. A questão fundiária nas Unidades de Conservação é complicada e ela tem um porquê de estar”, pontuou Patrícia Caldas. Segundo Jô Cavalcanti, a questão são os processos de desapropriação. “Vão chegar lá sem documentação nenhuma, bota uns tratores e derruba a casa do pessoal. Será que a gente vai botar os tratores também no RioMar? Ou então em uma Via Mangue? Vai desapropriar a casa dos barão ou dos que estão lá precisando de moradia?”, questionou.

Para Onilda Gomes, pesquisadora do Laboratório da Paisagem da UFPE, precisamos rever a relação filosófica do homem com a natureza. “Tudo que se levantou aqui é a visão antropocêntrica de Aristóteles. A gente tá vendo a natureza enquanto produtora de serviços ambientais, valor econômico, valor turístico. O Parque Capibaribe como valor cênico, o embelezamento da cidade. Mas temos outros valores. É defesa da vida. A defesa da vida da formiga, do humano, do peixe, da árvore, enfim, é uma questão bioética e isso está sacramentado”, explicou a arquiteta complementando. “A terra é de todos, a gente herdou uma forma americana de gerir a natureza que é expulsar as pessoas de dentro. A gente tem que envolvê-las para que possam proteger”.

A poesia de Bione

A poeta Bione (15), integrante do Slam das Minas, esteve presente como ouvinte na plateia e presenteou os participantes com uma contundente poesia, escrita no calor do momento, que sintetizou com sabedoria um importante recorte do debate: o cuidado. Ao final, a jovem recitou a criação (texto abaixo) para o público.

Tem coisa mais bonita
do que viver com certeza
com fonte de água limpa
contato com a natureza
a bênção de viver saudável
com moradia e a firmeza
de reunir a família
tendo comida na mesa

O povo não quer brigar
é o contrário, na verdade
querem ter a paz de suas casas
viver com dignidade
é fácil falar de ciência
pra quem tem tal inteligência
e esquecer de quem tem dificuldade

Nem terminei o ensino médio
desse tipo de ciência
eu vou entender um dia
por enquanto, defendo o povo
o pobre, o de periferia
e talvez eu esteja cometendo um sacrilégio
por ter o privilégio
de ter uma moradia

A mata, a gente já sabe
tem que preservar, é certo
mas a gente preserva a mata
e deixa o povo fora do projeto?
tem gente que a tem como berço
e gente que num sabe um terço
do que é precisar de um teto.

(Bione)

++

* Escute na íntegra o áudio do debate “Matas do Recife: Como conciliar interesses?”

INCITI/PARQUE CAPIBARIBE PROMOVE DEBATE SOBRE MATAS URBANAS DO RECIFE

Convidados de diversos setores irão dialogar sobre os interesses em torno de fragmentos florestais no contexto urbano. Encontro faz parte da série “Provocações Urbanas”.

O INCITI/ UFPE realiza mais um encontro Provocações Urbanas no dia 28 de novembro, às 19h. O tema da vez é “Matas do Recife – Como conciliar interesses?”. No evento, pretende-se refletir e dialogar sobre os interesses em torno das matas urbanas da capital pernambucana. Na ocasião, representantes dos setores de pesquisa, gestão governamental, movimentos sociais e ambientalistas irão apresentar suas perspectivas sobre os fragmentos florestais da cidade. O encontro é aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia. O INCITI é localizado na Rua do Bom Jesus, 191, Bairro do Recife. O acesso é gratuito.

A abertura do Provocações Urbanas será feita pela jornalista Lenne Ferreira. O debate será mediado pelo biólogo e professor da UFPE, Marccus Alves, com a participação do pesquisador Célio Rocha, vencedor do 29º Prêmio Jovem Cientista com o estudo “Os valores naturais das unidades de conservação do Recife: Mata de Dois Irmãos e da Mata do Engenho Uchôa”; Jô Cavalcanti, coordenadora nacional do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) e codeputada estadual eleita para o mandato coletivo Juntas (PSOL); Maíra Braga, representante da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA); e Patrícia Caldas, geógrafa e representante do Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchôa.

Como provocação, os convidados serão estimulados a pensar sobre os  diversos interesses que atuam na questão das matas e as possibilidades de convergências  entre eles. Temas como conservação da natureza, habitação, desenvolvimento sustentável, subsistência, cultura e espiritualidade e exploração econômica devem ser abordados.

DIÁLOGOS – Com a proposta de fomentar diálogos sobre temas relativos ao desenvolvimento de cidades sustentáveis, o INCITI, grupo de pesquisa que desenvolve o projeto Parque Capibaribe, realiza uma série de debates “Provocações Urbanas”. Já foram abordados temas como Patrimônio e Arte Urbana – Como preservar sem criminalizar?, Inovações para o Saneamento – Como o Parque Capibaribe para um rio mais limpo? e Inovações para Mobilidade Urbana.

SERVIÇO:
Provocações urbanas: Matas do Recife. Como conciliar interesses?
Quando: 28 de novembro de 2018
Hora: 19h
Onde: INCITI/UFPE – Rua do Bom Jesus, 191, Bairro do Recife
Acesso gratuito

Mediação: Marccus Alves – Biólogo, professor do curso de Ciências Biológicas e do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da UFPE.

Debatedores:

  • Célio Rocha – Graduando em Arquitetura e Urbanismo pela UFPE, pesquisador vencedor do Prêmio Jovem Cientista, integrante do Laboratório da Paisagem da UFPE – DAU/ UFPE e do INCITI/ UFPE.
  • Patrícia Caldas –  Geógrafa e representante do Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchôa.
  • Jô Cavalcanti – Coordenadora Nacional do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) e codeputada estadual eleita para o mandato coletivo Juntas (PSOL – PE), militante do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal (SINTRACI).
  • Maíra Braga – Representante da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA)

Pesquisador é vencedor do Prêmio Jovem Cientista com estudo sobre Matas Urbanas

Célio Henrique Rocha Moura foi premiado pela pesquisa “Os valores naturais das unidades de conservação do Recife: Mata de Dois Irmãos e da Mata do Engenho Uchôa”.

Como as comunidades se relacionam com as matas nas cidades? No Recife existem mais de 20 fragmentos florestais, alguns mais conhecidos que outros, mas todos com características, necessidades e relações específicas. Diante da preocupação com a sua conservação, o estudante de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Célio Henrique Rocha Moura desenvolveu pesquisa sobre dois destes 20 fragmentos florestais: a Mata de Dois Irmãos e a Mata do Engenho Uchôa. Pela relevância inovação da pesquisa, Célio recebeu o Prêmio Jovem Cientista em primeiro lugar na categoria Ensino Superior. A premiação, na sua 29ª edição, teve como tema “Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social”. O resultado foi divulgado no dia 30 de outubro de 2018, em Brasília, com transmissão pelo Canal Futura. Atualmente, Célio integra a equipe do INCITI/Parque Capibaribe e pesquisa as relações das comunidades com o Parque do Jiquiá e o manguezal do Pina.

A pesquisa de iniciação científica intitulada “Os valores naturais das unidades de conservação do Recife: Mata de Dois Irmãos e da Mata do Engenho Uchôa” foi realizada por Célio Rocha entre 2016 e 2017, como integrante do Laboratório da Paisagem da UFPE – DAU/ UFPE, com orientação dos professores doutores Onilda Gomes Bezerra e Joelmir Marques da Silva.

No dia 28 de novembro, às 19h, Célio participa do encontro Provocações Urbanas, com o tema “Matas do Recife – Como conciliar interesses?”. No evento, pretende-se refletir e dialogar sobre os interesses em torno das matas urbanas da capital pernambucana. Também participam representantes da gestão governamental, movimentos sociais e ambientalistas. O encontro é realizado na sede do INCITI (Rua do Bom Jesus, 191, Bairro do Recife). O evento é aberto ao público gratuitamente, sem necessidade de inscrição prévia.

Célio Rocha

PESQUISA – Durante o estudo, Célio buscou a compreender as relações espaciais entre as comunidades e os fragmentos florestais, além de identificar os valores atribuídos às matas por diversos atores sociais. Os dados coletados podem subsidiar a criação e aperfeiçoamento de instrumentos de gestão destes patrimônios naturais. “As populações dos entornos das matas enxergam os benefícios diretos nas suas vidas, já os gestores enxergam a importância das matas de forma macro, considerando a cidade como um todo, relacionando as matas à drenagem e à qualidade ambiental com fatores como clima e poluição sonora e qualidade do ar”, explica Célio.

A investigação sistematizou a percepção das matas a partir de seis valores: biodiversidade, geodiversidade, ecológicos, científicos, estéticos e serviços ambientais. O jovem pesquisador avaliou a percepção desses valores por quatro grupos de atores sociais: comunidade, gestão institucional, especialistas e movimentos ambientalistas.

Um dos diagnósticos da pesquisa considera que os valores que as comunidades mais conferem são os serviços ambientais. Na Mata de Dois Irmãos, a população que habita o entorno valoriza o abastecimento de água em virtude dos quatro açudes que existem no território. Já na Mata do Uchôa, a comunidade considera as espécies frutíferas para alimentação como um dos maiores serviços prestados pela mata.

Sobre o Prêmio
O Prêmio Jovem Cientista visa revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade. Instituído em 1981, o Prêmio é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Prêmio conta com a parceria da Fundação Roberto Marinho e com o patrocínio da Fundação Grupo Boticário e do Banco do Brasil.

Pela democracia e pela universidade pública

A INCITI, rede de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que desenvolve o projeto Parque Capibaribe, tem como princípio um país a favor da diversidade democrática. Cientes do papel que buscamos cumprir diariamente pela melhoria da vida nas cidades, consideramos indispensável sonharmos com um Brasil que pense e implemente ações, planos e políticas que possibilitem o desenvolvimento urbano, o diálogo federativo na construção de soluções para os problemas urbanos, o respeito ao meio ambiente, o direito à moradia, à mobilidade e à acessibilidade. Defendemos que territórios inclusivos, seguros, resilientes, sustentáveis exercem um papel de grande importância na redução da desigualdade social. Além disso, assim como resguarda nota emitida pela UFPE no dia 15 de outubro de 2018, corroboramos com a urgência na defesa de uma universidade pública gratuita e repudiamos “todas as formas de ameaça às liberdades democráticas”. Não podemos aceitar atos que reprimam a autonomia didático-científica das universidades, prevista na Constituição Cidadã de 1988, interferindo na liberdade de expressão que se faz necessária para o exercício do ensino e da pesquisa.   Por fim, em um contexto urbano brasileiro onde as marcas da desigualdade social são bem definidas, um país saudável não consiste apenas na existência de espaços públicos para caminhar, correr, brincar e respirar ar fresco, mas também de ambientes onde as pessoas possam ser aceitas em suas essências, e através da expressão de suas próprias identidades, independente de classe, etnia, gênero e/ou orientação sexual.

Mostra de Cinema Cidade em Movimento acontece no INCITI nesta quinta (20)

Um cineclube com jeito de provocações urbanas, que terá como tema a mobilidade e o meio ambiente. Assim será a sessão da Mostra de Cinema Cidade em Movimento, que acontece nesta quinta-feira (20), às 19h, no INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, no Recife Antigo. A exibição integra o Cidade que Flui, movimento articulado de várias entidades para celebrar o Dia Mundial Sem Carro, e também o programa Casa Comunidades, do Fundo Socioambiental Casa. A entrada é gratuita.

Nesta quinta (20), serão exibidos os curtas Andarilho, de João Lucas, que mostra o cotidiano de Gerson, cidadão que escolheu andar a pé nos seus deslocamentos urbanos; Dia de Fúria, de Rafael Amorim, traz um cenário do estresse gerado pelo trânsito na cidade; Travessia mostra a importância do barco para a mobilidade e Fim dos Carros apresenta o desejo de fugir dos engarrafamentos, ambos de Hugo Coutinho; e ainda Exília, de Renata Claus, que retrata o estado iminente de desterritorialização em que se encontra a ilha de Tatuoca, em Pernambuco. Haverá ainda o média metragem, Levante, de Barney Lankester-Owen e Susanna Lira, que trata sobre o uso da tecnologia para transformação social.

Ao final da sessão será realizado um debate, com a participação da coordenadora da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Luiza Lima, do integrante do Bigu Comunicativismo, Emerson Cunha, da colaboradora da Rede de Articulação pela Mobilidade (Ramo), Camila Fernandes, com mediação dos pesquisadores do INCITI/UFPE, Nathália Machado e Caio Scheidegger.

A Mostra de Cinema Cidade em Movimento continua até o sábado (22), com sessões gratuitas na Reciclobikes, na Encruzilhada, e na Estação Central do Metrô do Recife. A culminância do Cidade que Flui será no sábado (22), com um rolê intermodal de bike, da comunidade de Santa Luzia até a Ilha de Deus; de barco, da Ilha de Deus até o Cais de Santa Rita; e a pé, do Cais de Santa Rita até o Marco Zero. Quem for de busão ou de metrô, pode dar uma chegada na Estação Imbiribeira, que é pertinho, pra chegar na Ilha de Deus e pegar o bonde de barco, ou descer na Estação Recife e ir pro Cais de Santa Rita pra seguir com a galera em caminhada.

No Marco Zero, às 16h, acontece o debate Cidade que Flui, para discutir uma cidade mais humana, mais limpa e com menos carros, e logo em seguida shows com a Banda DeLeão, Afoxé Babá Orixalá Funfun, DJ Célio do Vinil e Isaar.

Para saber mais: http://bit.ly/CidadeQueFlui

Cidade que Flui – Um grupo de 14 organizações da sociedade civil atuantes no debate sobre mobilidade urbana da Região Metropolitana do Recife estão realizando, desde a quarta-feira (19), uma série de ações visando pôr em pauta e nas ruas as discussões do Dia Mundial Sem Carro, comemorado no dia 22 de setembro. Sob a chamada “Cidade que Flui”, as ações são compostas por mostra de cinema, debates sobre mobilidade urbana, gênero e questões ambientais, lançamento de app para ciclistas, sugestão de rotas alternativas com bicicleta, barcos e a pé, aliados ao uso do transporte público, e apresentações culturais. As ações são abertas ao público e visam estimular a discussão sobre o uso de modais ativos assim como do transporte público e dos barcos para uma cidade mais livre, coletiva, sustentável e segura nas opções de mobilidade.

Participam das ações do Dia Mundial Sem Carro, no Recife, as seguintes organizações: Bigu Comunicativismo, Greenpeace Brasil, Centro Popular de Direitos Humanos – CPDH, Ameciclo, Bike Anjo PE, INCITI, Observatório do Recife, Grupo Mulher Maravilha, Ação Comunitária Caranguejo Uçá, Coque (R)existe, Sindmetro/PE, Frente de Luta Pelo Transporte Público, Coletivo Massapê e MARÉ – Mostra Ambiental do Recife, em parceria com os projetos Olhe Pelo Recife e MobCidades.

Fundo Casa – O INCITI foi uma das instituições contempladas pelo Fundo Socioambiental Casa, com o projeto Provocações Urbanas, que envolve a realização de um mapeamento de atores locais e regionais, através de experiências de formações, debates e seminários, buscando traduzir contribuições acadêmicas para as redes e os grupos locais. A ideia é possibilitar uma maior incidência em políticas públicas e nas suas respectivas ações e esta é a primeira ação do projeto, que será desenvolvido ao longo de nove meses.

Confira a programação completa do Cidade que Flui:

20/09 | quinta
19h – INCITI (R. do Bom Jesus, 191, Recife Antigo)
Andarilho (João Lucas, 2015)
Travessia (Hugo Coutinho, 2015)
Dia de Fúria (Rafael Amorim, 2015)
Fim dos Carros (Hugo Coutinho, 2015)
Exília (Renata Claus, 2016)
Levante (Barney Lankester-Owen e Susanna Lira, 2015)

21/09 | sexta
19h – Reciclo Bikes (Mercado da Encruzilhada, Largo da Encruzilhada)
Capibaribes (2015, doc), de Canario Caliari
Chega de Fiu Fiu (2018, doc), de Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão

22/09 | sábado
9h – Estação de Metrô Recife (R. do Peixoto, São José/Centro)
Lá do alto (2016), de Luciano Vidigal;
História natural (2014), de Júlio Cavani
Pequena área (2014), de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante;
Bike Gelo Baiano (2015), de Jacaré Vídeo
Miró – preto, pobre, poeta e periférico (2008), de Wilson Freire

22/09 | sábado
Trajetos
Bicicleta: Concentração a partir das 10h, no Parque Santana; saída às 12h em direção à Ilha de Deus (Rioteca), e às 14h em direção ao Cais de Santa Rita/Marco Zero

Barco: Concentração a partir das 13h na Ilha de Deus (Rioteca), com debate e visita à comunidade; saída às 14h30, em direção ao Cais de Santa Rita/Marco Zero.

Ônibus/Caminhada: Saída às 14h de Nova Descoberta (Sede do Grupo Mulher Maravilha) de ônibus, com descida no Cais de Santa Rita.

Marco Zero
16h – Debate Cidade Que Flui, com representantes das organizações realizadoras

+     Shows de:
Afoxé Babá Orixalá Funfun
DeLEÃO
DJ Célio do Vinil
Isaar

Sociedade Civil exibe filmes, realiza debates e propõe rotas alternativas para o Dia Mundial Sem Carro

Mostra de cinema, percursos por modais ativos, barquetada, debates sobre mobilidade e show da cantora Isaar compõem leque de ações de 14 organizações. Programação começará na quarta e seguirá até o sábado, com dia inteiro de ações

Um grupo de 14 organizações da sociedade civil atuantes no debate sobre mobilidade urbana da Região Metropolitana do Recife realizarão a partir desta quarta-feira (19) uma série de ações visando por em pauta e nas ruas as discussões do Dia Mundial Sem Carro, comemorado no dia 22 de setembro, próximo sábado. Sob a chamada “Cidade que Flui”, as ações serão compostas por mostra de cinema, debates sobre mobilidade urbana, gênero e questões ambientais, lançamento de app para ciclistas, sugestão de rotas alternativas com bicicleta, barcos e a pé, aliados ao uso do transporte público, e shows de cultura popular e da cantora Isaar. As ações serão abertas e visam estimular a discussão sobre o uso de modais ativos assim como do transporte público e dos barcos para uma cidade mais livre, coletiva, sustentável e segura nas opções de mobilidade.

A Mostra de Cinema Cidade em Movimento, com curadoria da Mostra Ambiental do Recife (Maré), dará início às comemorações e acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de setembro, com sessões gratuitas no Bairro do Recife, Encruzilhada, Ilha de Deus e Nova Descoberta, nos turnos da tarde e da noite.

No sábado (22), o Dia Mundial Sem Carro, haverá ações pela manhã no Parque Santana, realizadas pela Ameciclo e Bike Anjo. Logo depois, os ciclistas junto a demais grupos, como pescadores e organizações de mulheres de outras áreas, farão saídas abertas em diversos modais, como caminhada, bicicleta e barco. Todos os bondes seguirão até o Cais de Santa Rita e, logo depois ao Marco Zero, onde haverá debate sobre mobilidade urbana, apresentações de afoxé e cultura popular, finalizando com show da cantora Isaar.

Para Thiago Jerohan, membro da Bigu Comunicativismo, uma das organizações realizadoras, essa é uma ação coletiva que pretende dar visibilidade a uma série de organizações que não apenas atuam nas pautas de mobilidade e lutam por políticas públicas no tema, mas que convidam a cidade a buscar outros modais para vivê-la sem a dependência do carro.

“A gente pretende visibilizar aquelas pessoas que, apesar das dificuldades, já pensam e transitam pela cidade buscando alternativas mais baratas, de menor impacto ambiental e paisagístico e que colocam o cidadão como sujeito ativo da cidade. Para além de focar nos problemas, nossa ideia é propor ações que materializem aquilo que defendemos”, propõe o comunicador.

Participam das ações do Dia Mundial Sem Carro no Recife as seguintes organizações: Bigu Comunicativismo, Greenpeace Brasil, Centro Popular de Direitos Humanos – CPDH, Ameciclo, Bike Anjo PE, INCITI, Observatório do Recife, Grupo Mulher Maravilha, Ação Comunitária Caranguejo Uçá, Coque (R)existe, Sindmetro/PE, Frente de Luta Pelo Transporte Público, Coletivo Massapê e MARÉ – Mostra Ambiental do Recife, em parceria com os projetos Olhe Pelo Recife e MobCidades.

Programação Completa

Mostra de Cinema Cidade em Movimento

A partir da quarta-feira (19), começará a Mostra de Cinema Cidade em Movimento, que será realizada até a sexta-feira (21) em quatro localidades distintas pelo Recife. A curadoria é composta pela Mostra Ambiental do Recife – Maré, com colaboração de outros grupos participantes das ações.

No primeiro dia, 19 de setembro, haverá exibição dos filmes Ruínas, de Jacaré Vídeo, Capibaribes, de Canario Caliari e Chega de Fiu Fiu, de Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão às 14h na sede do Grupo Mulher Maravilha, em Nova Descoberta, e às 19h na sede da Ação Comunitária Caranguejo Uçá, na Ilha de Deus.

No segundo dia (20), as exibições acontecerão no Inciti, no Bairro do Recife, com os filmes Andarilho, de João Lucas; Travessia e Fim dos Carros, de Hugo Coutinho; Dia de Fúria, de Rafael Amorim, Exília, de Renata Claus, e Levante, de Barney Lankester-Owen e Susanna Lira. Na sexta-feira (21), será a vez da sessão na loja Reciclo, no Mercado da Encruzilhada, a partir das 19h, com a apresentação dos filmes Capibaribes, de Canario Caliari, e Chega de Fiu Fiu, de Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão.

Por fim, no próprio sabado (22), haverá sessão na Estação Recife, com os filmes Lá do alto, de Luciano Vidigal; História natural, de Júlio Cavani; Pequena área, de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante; Bike Gelo Baiano, de Jacaré Vídeo; e Miró – preto, pobre, poeta e periférico, de Wilson Freire

Dia Mundial Sem Carro

No sábado, dia 22 de setembro, as organizações ocuparão a cidade propondo a realização de trajetos a pé, por bicicleta e por barco em direção ao Marco Zero, no Recife Antigo. A partir das 10h, a Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife – Ameciclo e o Bike Anjo realização uma oficina de stencil de placas de trânsito no Parque Santana. A partir das 13h, parte dos ciclistas seguirá ao Marco Zero, afixando as placas de vinil produzidas ao longo da manhã ao longo do percurso. Outra parte do grupo de ciclistas seguirá em direção à Ilha de Deus.

Na Ilha de Deus, por sua vez, cerca de 20 barcos, com um total de mais de 100 lugares, estarão se concentrando a partir das 13h, com realização de conversa e passeio pela comunidade. Às 14h30, a barquetada seguirá junto aos ciclistas em direção ao Cais de Santa Rita, rememorando a antiga localização do Porto do Recife, e, em seguida ao Marco Zero. Por sua vez, o Grupo Mulher Maravilha sairá de Nova Descoberta em direção também ao Marco Zero, em rota de ônibus complementada com caminhada.

Lançamento de app para ciclistas

Também no sábado, dia 22, durante a bicicletada, será lançado o aplicativo Biciflow, voltado para sinalizar o encontro de ciclistas nos seus percursos. Os detalhes serão ainda definidos pelos desenvolvedores e apoiadores.

Marco Zero e Show de Isaar

A partir das 16h, terá início a programação no Marco Zero, que estará ambientado pelo Coletivo de Estudantes de Arquitetura Massapê. O espaço começará com um debate sobre Mobilidade Urbana e o uso dos modais ativos e do transporte público com a presença de representantes dos grupos organizadores das ações do Dia Mundial Sem Carro no Recife. Após o debate aberto, a partir das 18h, haverá a apresentação das bandas Afoxé Babá Orixalá Funfun e DeLEÃO, com discotecagem do DJ Célio do Vinil. O Dia Mundial Sem Carro será finalizado com show no Marco Zero da cantora Isaar.

SERVIÇO
Dia Mundial Sem Carro – Cidade Que Flui
19 a 22 de setembro // Bairro do Recife, Encruzilhada, Ilha de Deus, Nova Descoberta
Ações livres e abertas

PROGRAMAÇÃO
19 a 21 de setembro
Mostra de Cinema Cidade em Movimento – Curadoria: Mostra Ambiental do Recife (Maré)

# Quarta, 19, Nova Descoberta – Sede do Grupo Mulher Maravilha, 14h // Ilha de Deus – Sede da Ação Comunitária Caranguejo Uçá, 19h
Ruínas (2017, doc), de Jacaré Vídeo
Capibaribes (2015, doc), de Canario Caliari
Chega de Fiu Fiu (2018, doc), de Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão.

# Quinta, 20, INCITI, 19h
Andarilho (João Lucas, 2015)
Travessia (Hugo Coutinho, 2015)
Dia de Fúria (Rafael Amorim, 2015)
Fim dos Carros (Hugo Coutinho, 2015)
Exília (Renata Claus, 2016)
Levante (Barney Lankester-Owen e Susanna Lira, 2015)

# Sexta, 21, Reciclo (Mercado da Encruzilhada), 19h
Capibaribes (2015, doc), de Canario Caliari
Chega de Fiu Fiu (2018, doc), de Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão.

# Sábado, Estação Recife (Metrô), a partir das 9h
Lá do alto (2016), de Luciano Vidigal;

No Brasil, o Dia Mundial Sem Carro ocorre durante a Semana de Trânsito, de 18 a 25 de setembro, instituída desde 1997 pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Afoxé Babá Orixalá Funfun
DeLEÃO
História natural (2014), de Júlio Cavani
Pequena área (2014), de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante;
Bike Gelo Baiano (2015), de Jacaré Vídeo
Miró – preto, pobre, poeta e periférico (2008), de Wilson Freire

22 de setembro

Trajetos

Bicicleta: Concentração a partir das 10h, no Parque Santana; saída às 12h em direção à Ilha de Deus e às 14h em direção ao Cais de Santa Rita/Marco Zero

Barco: Concentração a partir das 13h na Ilha de Deus, com debate e visita à comunidade; saída às 14h30, em direção ao Cais de Santa Rita/Marco Zero

Ônibus/Caminhada: Saída às 14h de Nova Descoberta (Sede do Grupo Mulher Maravilha) de ônibus, com descida no Cais de Santa Rita

Marco Zero

Debate Cidade Que Flui, com representantes das organizações realizadoras

+     Shows de:

Afoxé Babá Orixalá Funfun

DeLEÃO

DJ Célio do Vinil

Isaar

Aniversário do Jardim do Baobá será comemorado neste domingo (16)

Programação especial inclui sessões de meditação, Feira Livre do Poço, contação de histórias para crianças, instalação temporária de um café itinerante e food truck

O Jardim do Baobá, ponto de partida do projeto Parque Capibaribe, comemora dois anos neste domingo (16), com a ampliação de seu espaço e uma série de atividades gratuitas. A Prefeitura do Recife vai agregar mais 780m² de área verde ao equipamento, localizado no bairro da Graças. A ação é o resultado de negociações entre a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA) com proprietários de imóvel próximo ao logradouro. A data também será festejada, a partir das 9h, com uma programação especial, que inclui meditação, Feira Livre do Poço, contação de histórias para crianças, instalação temporária de um café itinerante e food truck de bebidas e alimentos.

Quer saber como chegar ao Jardim do Baobá de ônibus? Confira aqui as dicas que preparamos para você.

“Esse é mais um passo dentro do processo de implantação do Parque Capibaribe. No novo trecho, além das pessoas poderem aproveitar o local para seu lazer e convivência com a natureza, vamos disponibilizar atrativos temporários, como um café e food truck, para incentivar ainda mais o uso desse espaço tão especial às margens do rio”, afirmou o secretário da SDSMA, Bruno Schwambach. Ainda de acordo com ele, a prefeitura tem avançado nas negociações junto aos proprietários de imóveis situados entre o Jardim do Baobá e a Ponte da Torre, com vista a integrar essa área verde com a Via Parque das Graças.

Com o acréscimo de espaço, o Jardim do Baobá passa a somar 3.000 m² de área verde. A nova extensão do equipamento foi conquistada com o recuo do muro do antigo bufê Vila Ponte D’Uchôa. Agora, o trecho próximo à margem do Rio Capibaribe fica livre para a população, permitindo diversos usos, como piqueniques, leituras, contemplação do rio e brincadeiras entre crianças. O novo trecho será entregue às 9h, abrindo as festividades do dia. O ambiente também ganhou um relógio solar criado por estudantes do Instituto de Ensino Superior da Paraíba, a partir de troncos de árvores erradicadas ou que caíram na cidade.

Afora o novo ambiente, quem for ao Jardim do Baobá pela manhã poderá conferir artesanato, comidas típicas, literatura, plantas e muita música que será levada pela Feira Livre do Poço. Às 10h e às 16h, tem atividade especial para criançada: contação de história com os arte-educadores da SDSMA. Para as pessoas que desejam fazer uma pausa na agitação do dia-a-dia e se reconectar com a natureza, a pedida é participar da prática de meditação, marcada para 11h.

Já pela tarde, começa a funcionar uma nova atração no local: uma cafeteria itinerante instalada em um ônibus. O empreendimento, que se propõe a difusão da cultura e do consumo de cafés especiais, promete intensificar a visitação ao Baobá, durante os próximos seis meses, tempo em que permanecerá no local.

Parque Capibaribe – O Jardim do Baobá faz parte do Parque Capibaribe, um projeto que desenha a capital pernambucana para se tornar uma cidade-parque até 2037, quando completa 500 anos. A iniciativa, desenvolvida pela Prefeitura do Recife em parceria com a UFPE, por meio do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, visa promover uma grande mudança urbana a partir da criação de um parque às margens do Rio Capibaribe, formado por passeios, ciclovias, área de lazer e contemplação, passarelas, mirantes, alamedas e píeres para pequenas embarcações.

O projeto abrange uma extensão de 30 quilômetros e contempla as duas bordas do curso d’água. Com isso, o rio – que ao longo dos anos se tornou um obstáculo físico para o Recife – vai recuperar seu perfil agregador, com vias para transporte não motorizado, a consolidação dos corredores verdes e a articulação dos equipamentos públicos em 42 bairros, além de melhorar a ligação entre as áreas da cidade.

Progressivamente, o Parque Capibaribe vai aumentar sua área de abrangência, incorporando os grandes maciços verdes (Mata da Guabiraba, Parque dos Manguezais, Dois Irmãos, etc.) e ligando os parques construídos (Jaqueira, Santana, Caiara etc.). Novas ruas e alamedas verdes também vão surgir, e tudo isso resultará na ampliação do verde, saindo dos atuais 1,2 m² de área verde por habitante para 12 m², na área de abrangência do projeto, que equivale a 500 metros a partir das margens do rio.

Confira a programação
9h – Inauguração da nova etapa do Parque Capibaribe
9h às 22h – Feira Livre do Poço
10h e 16h – Contação de Histórias
11h – Sessão de meditação
15h – Café itinerante
16h às 20h – Food truck de alimentos e bebidas

Serviço
O quê: Comemoração dos dois anos do Jardim do Baobá com festa e ampliação do espaço
Quando: Neste domingo (16), a partir das 9h
Onde: No Jardim do Baobá, localizado entre as Ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, por trás da antiga estação Ponte D’Uchoa

No bairro da Jaqueira, Parque Capibaribe promove a integração com o rio

O projeto Parque Capibaribe é um sistema de parque integrados, que prevê a conexão com os espaços públicos de lazer situados ao longo das margens do rio Capibaribe, no Recife. Desenvolvido através de um convênio inovador entre a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife (SDSMA) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades.

O Parque Capibaribe no bairro da Jaqueira surge com um grande desafio de proporcionar a integração do Rio Capibaribe a um dos parques mais movimentados da cidade, o Parque da Jaqueira. Este será o primeiro trecho do projeto que aborda uma via de grande fluxo da cidade, a Avenida Rui Barbosa, e se conecta à um espaço de lazer em pleno funcionamento.

Para a área está sendo pensado o redesenho do perfil da Avenida Rui Barbosa, garantindo a segurança dos ciclistas e proporcionando calçadas mais largas para os pedestres, ao longo de seu percurso. Além de complementar o passeio público, unindo duas áreas de vitalidade urbana, o trecho Jaqueira-Baobá também proporcionará a criação de novos espaços de lazer e contemplação próximos ao Capibaribe, a exemplo de uma arquibancada, com rampa de acessibilidade, que será instalada na margem do rio.

Na calçada do Parque da Jaqueira, está em execução o projeto de requalificação de calçadas da URB, que foi compatibilizado com o projeto Parque Capibaribe, a fim de melhorar o passeio na área. As calçadas estão sendo ampliadas e contarão com canteiros para vegetação arbustiva e árvores, delimitando o passeio e expandindo o verde do Parque da Jaqueira para a Rui Barbosa. A intervenção pretende fortalecer a relação entre a Jaqueira e o rio Capibaribe, privilegiando um caminhar mais agradável e acessível, tanto para quem está no parque como para as pessoas que circulam diariamente pela área.

Futuramente, a calçada que margeia o rio será ampliada e receberá mais arborização, a fim de garantir a segurança e conforto para a circulação de pedestres e ciclistas, em área segregada dos veículos. O projeto para a área também prevê o nivelamento da rua com as calçadas do Parque da Jaqueira e da margem do Capibaribe, a fim de conectar essas duas áreas públicas e melhorar a acessibilidade na região.

A proposta é deslocar a parada de ônibus, deixando-a mais próxima do Parque da Jaqueira, a fim de facilitar o acesso dos usuários à área. Para que a parada dos ônibus não interfira na livre circulação dos veículos pela Avenida Rui Barbosa, está sendo projetada um recuo na via, exclusivo para o transporte público.

Próximo à parada de ônibus também será instalado um píer, com acessibilidade universal, que irá permitir a contemplação do rio e a atracação de pequenas embarcações. Na margem do rio, em frente ao Parque da Jaqueira, está sendo projetada uma arquibancada, que irá aproximar os pedestres do Capibaribe, possibilitando a vista do rio e do pôr do sol. Nesta área, o nível mais próximo ao rio terá um deck, que fará as vezes de mirante e poderá receber pequenas apresentações.

Arte em muro transforma paisagem do Jardim do Baobá

Por Shirley Pacheco

Quem visitou o Jardim do Baobá no início da manhã desta sexta-feira (20), observou que o muro do local começou a ganhar mais vida através da arte. Promovido pela Prefeitura do Recife, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA), o evento mistura criatividade e natureza por meio da pintura de animais e árvores temáticas do Parque Capibaribe, projeto que busca reconectar às pessoas ao Rio Capibaribe. A ação será concluída em três dias e tem o objetivo de deixar o local mais agradável para o público.

Desenvolvida e ilustrada pelo pintor Allan Chaves, as artes ilustram capivaras, árvores pertencentes ao Rio Capibaribe e espécies de animais que sobrevoam a área. O secretário Executivo de Projetos Especiais da SDSMA, Romero Pereira, ressaltou a importância da atividade. “Queremos transformar os muros pichados através das artes. O projeto tem duas etapas, a primeira de pintura e a segunda de plantação de trepadeira, espécie que cresce pelos muros, visando misturar arte e vegetação”, comentou.

Às margens do rio das Capivaras, o Jardim do Baobá é o ponto de partida do projeto Parque Capibaribe, que prevê um sistema de parques integrados na margem do rio Capibaribe, no Recife, totalizando 30km de transformações nas bordas do principal curso d’água da cidade. A iniciativa, que irá conectar espaços e efetivar uma forma mais fácil e segura de se deslocar pela cidade, para pedestres e ciclistas, é o ponto de partida para que o Recife se torne uma Cidade-Parque até 2037, quando o município comemora 500 anos.