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Parque Capibaribe: re-tecer uma cidade através de espaços verdes e públicos

Artigo de Amanda Florêncio, Ana Raquel Meneses, Luiz Carvalho, Circe Maria Gama Monteiro

ANO
2015

RESUMO
Este artigo trata da metodologia de pesquisa e das intervenções propostas para um parque linear de 30 km ao longo do curso de água principal do Recife, no Nordeste brasileiro. O projeto foi encomendado pela gestão municipal a um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco que desenvolve estudos multidisciplinares e soluções inovadoras para a cidade. O projeto é um plano estratégico que aborda questões ambientais, espaciais e problemas sociais. Tal mudança na configuração da cidade é percebida como um quadro que impulsionará a transformação do Recife, uma cidade com mais de 30% de sua superfície coberta por reservas naturas de florestas e manguezais, mas onde espaços públicos e parques representam apenas 0,5%. Um dos principais desafios neste projeto é como reconectar os cidadãos com o rio Capibaribe. Com quase 500 anos, Recife viu seu relacionamento com o rio mudar drasticamente ao longo do tempo. O advento do transporte motorizado em paralelo com a expansão da cidade, acabou por reverter sua integração inicial com o rio. Os espaços ao longo do rio não são mais centrais, mas agora fazem parte do periferia da cidade. O parque proposto procura, assim, reinventar a cidade, baseando-se na expansão do potencial e das qualidades dos espaços públicos e áreas não ocupadas, ao mesmo tempo em que prioriza modos de transporte públicos e não-motorizados e a estruturação de lugares vitais e sustentáveis.

Confira o artigo na íntegra (em inglês).

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