Monthly archives of “junho 2017

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O que é o Parque Capibaribe?

O projeto Parque Capibaribe é desenvolvido por meio de um convênio entre a Prefeitura da Cidade do Recife, através da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife e o INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, rede de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O projeto prevê um sistema de parques integrados que irá articular espaços públicos existentes e implementar um conceito de mobilidade não-motorizada com passeios e ciclovias.

O Parque, que se estenderá por 30 km, todo o percurso do Rio Capibaribe, irá articular espaços públicos existentes em uma área de influência de 42 bairros e promover transformações para que Recife se torne, em 2037 nos 500 anos da cidade, uma Cidade-Parque capaz de oferecer novas oportunidades e maior qualidade de vida a seus habitantes.

Saiba mais: http://bit.ly/cidadeparque
Contato: parqcapibaribe@gmail.com

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Recife terá Pesquisa para mensurar Qualidade de Vida

Como avaliar a qualidade de vida nas cidades? As formas tradicionais de mensuração baseadas no crescimento do produto da economia, o conhecido Produto Interno Bruto (PIB), não conseguem embarcar a abrangência dos aspectos que incidem na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Por isso, novas pesquisas têm sido elaboradas com o objetivo de medir o bem-estar da população. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades e do Departamento de Economia (DECON), está desenvolvendo o Índice de Felicidade, um instrumento de pesquisa inédito em Pernambuco para entender os fatores que mais afetam a qualidade de vida dos recifenses.

A primeira etapa da pesquisa está sendo aplicada online, por meio do questionário disponível no link http://bit.ly/indicefelicidade. Qualquer morador da Região Metropolitana do Recife pode participar. O formulário estará aberto para respostas entre os dias 29 de maio e 11 de junho de 2017. Posteriormente, o estudo será realizado em campo, na cidade do Recife, com amostra aleatória e representativa, quando pesquisadores visitarão residências pessoalmente. Esta etapa está prevista para ser realizada no segundo semestre de 2017 e será repetida em 2019, a fim de obter uma comparação entre os resultados. A ideia é que a pesquisa possa contribuir com a gestão pública municipal para a tomada de decisões e definição de prioridades capazes de afetar positivamente a qualidade de vida da população.

O Índice de Felicidade é inovador, pois analisa não apenas aspectos objetivos do cotidiano da população, mas também aspectos subjetivos. A ferramenta foi elaborada com base em uma série de outros índices já consolidados no mundo: o WHOQOL (1998), o Gallup-Healthways Well-Being Index (2010), o European Social Survey (2003), o American Community Survey (2010), e o Well Being Project Index.

Após um ano de estudos de ferramentas similares e de testes com amostra-piloto, a equipe, formada por economistas, psicólogos e urbanistas, identificou a relevância de cinco fatores: Vizinhança; Economia e Segurança; Serviços Públicos; Conexões; e Saúde e Meio Ambiente. O fator “Vizinhança” inclui tópicos como a presença de praças, parques e serviços próximos ao lar do participante; “Economia e Segurança” tratam de estabilidade financeira e do quanto as pessoas se sentem seguras em diferentes situações; “Serviços Públicos” considera acessibilidade, limpeza e iluminação, entre outros aspectos; “Conexões” questiona tanto a qualidade do transporte quanto o uso de internet e as relações sociais; “Saúde e Meio Ambiente” leva em conta tanto a saúde da pessoa como a de seu ambiente, pois estão comumente relacionadas.

A equipe do Índice de Felicidade é formada pelos economistas e professores da UFPE Tatiane Menezes, Rafael Lima e Ricardo Carvalho; pelo Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Economia (PIMES/UFPE) Inaldo Bezerra Jr.; pelo graduando em Economia pela UFPE Pedro Coelho; pelo psicólogo e pesquisador do Programa Nacional de Pós Doutorado (PNPD) pelo INCITI/UFPE, Yves Gomes; e pela arquiteta e urbanista Circe Monteiro, uma das diretoras do INCITI/UFPE.

* Formulário do Índice de Felicidade está aberto para coleta de respostas

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Parque Capibaribe como Sistema de Drenagem e Tratamento das Águas no Recife – PE

Artigo de Anna Karina Borges de Alencar e Werther Lima Ferraz de Sá

Resumo

As águas e áreas alagáveis foram os primeiros elementos naturais enfrentados para conquistar o espaço urbano na cidade do Recife. Ao longo de seu processo de urbanização
os riachos urbanos do Recife vêm sendo gradativamente transformados em canais de drenagem, o que “favorece” seu uso em destino para dejetos urbanos (esgoto e lixo). Diante deste quadro, o projeto do “Parque Capibaribe”, partindo de uma abordagem transdisciplinar, realizou uma pesquisa qualitativa sobre os padrões de tratamento urbanístico dado aos riachos urbanos que formam a bacia do Capibaribe no Recife, buscando repensar o modo como os recifenses veêm e vivem a relação com suas águas. O levantamento e análise dos riachos demonstra o conceito ainda dominante que promoveu a retificação e impermeabilização de quase todos os riachos com prejuízos evidentes para a qualidade de vida na cidade. De forma a elaborar uma alternativa mais adequada e inovadora na maneira de tratar as águas urbanas, se buscou construir uma visão sistêmica das questões de drenagem e tratamento das águas nesta cidade. A investigação priorizou alternativas tecnológicas de manejo das águas que apontam para recuperação ambiental destes ecossistemas, onde ganharam destaque os processos conhecidos como wetlands.

Palavras-chaves: Parque Capibaribe; Riachos Urbanos; Drenagem e Tratamento das Águas; Wetlands; Recuperação de Rios Urbanos.

Leia o artigo completo.

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Na fonte das Cidades, as Águas e as Pessoas

Artigo de Fabiano Diniz, Danielle Rocha, Werther Ferraz e Anna Karina Alencar.

Resumo
Da formação das cidades se apreende que os sítios onde se assentam os aglomerados humanos são modelados pelas águas, que impõem restrições e/ou oferecem possibilidades para a construção do artefato cidade. Desde seus primórdios, as comunidades urbanas estabeleceram com os cursos d’água um vínculo misto de dependência (para abastecimento d’água e escoamento de esgotos) e de receio (dos desastres provocados pelas águas que eles carregam). As cidades crescem num movimento de oposição às águas e à dinâmica dos sistemas naturais de drenagem. A ocupação de fundos de vales; os aterros; a impermeabilização do solo; a retificação e/ou revestimento de cursos d’água agravam o conflito água-urbanização. No Recife, essa relação conflituosa é patente. Fundada entre o mar e os rios, essa cidade estuarina tem sua forma em boa medida determinada pelos meandros de seus cursos d’água e suas áreas de influência. Do traçado da malha urbana às tipologias construtivas ali consolidadas, muito se depreende dos limites e possibilidades impostos pelas águas. A relação desigual da produção do espaço urbano e a consolidação de territórios em que esses conflitos imperam tomam a forma de uma cidade avessa às águas. Desde 2013, urbanistas buscam rever o trato das relações águas-cidades, empregando fundamentos contemporâneos de gestão urbana “sensível às águas”. O projeto Parque Capibaribe visa à humanização e à integração das margens desse rio com espaços verdes da cidade, redesenhando a estruturação do espaço urbano a partir de uma lógica “aquacêntrica”. Fruto de convênio entre o grupo de pesquisa INCITI e a Prefeitura da Cidade do Recife, o projeto repensa o modo como os recifenses vêem e vivem a cidade, estimulando uma construção colaborativa de espaços socialmente inclusivos. Concebendo o planejamento urbano a partir do rio Capibaribe, elemento imprescindível na estruturação e expansão do Recife e intimamente ligado à sua história, exige-se uma mudança de mentalidade da população e dos gestores públicos em relação às águas. O caso da elaboração de um projeto de mobilidade à beira-rio no bairro das Graças ilustra essa pretensão, através da transformação dos paradigmas de produção e da natureza dos espaços públicos urbanos. Concebido inicialmente como um projeto viário, com quatro faixas para automóveis, a via passa a ser pensada como um parque linear humanizado, que põe o Capibaribe em evidência. O trabalho investiga como, baseado na ideia de transformação a partir das pessoas, os atores envolvidos lançam as bases das mudanças nesse espaço urbano à beira-rio.

Palavras-chave:
Águas e cidades; espaços públicos; gestão territorial urbana; atores sociais e participação; morfologia urbana.

Leia o Artigo
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INCITI participa do Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito

O grupo de pesquisa da UFPE foi selecionado para apresentar a contribuição do projeto Parque Capibaribe para a mobilidade a pé

Por meio de uma chamada pública o INCITI – Pesquisa e Inovação para as Cidades, foi selecionado para apresentar o projeto Parque Capibaribe no Painel Como Anda, que integra o 21º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito. O evento acontece entre os dias 28 e 30 de junho, em São Paulo, reunindo colaboradores de diversas áreas, que contribuem compartilhando ideias, ações, programas de mobilidade urbana e de políticas públicas, na defesa permanente do transporte com qualidade, do trânsito seguro, de cidades sustentáveis e com qualidade de vida, abrigando todas as formas de mobilidade nas cidades brasileiras.

Na ocasião, o INCITI será representado pelo seu coordenador de Engenharia, Djair Falcão, que mostrará a visão elaborada para o projeto, que foge da concepção de “cidades carrocêntricas”. O Parque Capibaribe, desenvolvido através de parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Prefeitura do Recife, irá implementar 30 km de passeios na margem do principal rio da cidade e mais 51 km de melhoria nas vias existentes, com a transformação em alamedas que estimularão a mobilidade a pé.

O Como Anda lançou, em abril, um edital para levar organizações para apresentarem suas iniciativas no Painel e participarem da 1ª Oficina de Capacitação do Como Anda sobre “planejamento estratégico e captação de recursos humanos e financeiros”. Após receber as inscrições, um júri formado por integrantes da equipe Como Anda, da Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP e do Instituto Clima e Sociedade se reuniu e deliberou sobre a seleção das organizações. A partir de uma matriz de avaliação, o grupo analisou como os inscritos poderiam contribuir no Painel Como Anda com reflexões e visão do cenário local-nacional, além do potencial multiplicador do aprendizado adquirido.

Além do INCITI, foram selecionadas outras três organizações: Pezito, de Porto Alegre; Caminha Rio, do Rio de Janeiro; e MOB Movimente e Ocupe seu Bairro, de Brasília. Para saber mais sobre o 21º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito, acesse: http://21congresso.antp.org.br.

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Obras do Parque das Graças começam em Junho

Após a abertura do Jardim do Baobá, o projeto Parque Capibaribe, convênio técnico entre a rede de pesquisadores INCITI/UFPE e a Prefeitura do Recife, deu mais um importante passo hoje pela manhã. O segundo módulo do projeto que vem sendo chamado de “Parque das Graças” teve a ordem de serviço para as obras assinada pelo prefeito, Geraldo Julio, na manhã desta quinta-feira, 01 de junho de 2017, às margens do rio Capibaribe, no bairro das Graças. Com uma pequena solenidade ao ar livre, representantes do INCITI/UFPE, da Prefeitura do Recife, da Autarquia de Urbanização do Recife (URB), da Associação Por Amor às Graças e demais moradores do entorno celebraram um novo marco para a cidade do Recife.

Prefeito Geraldo Julio assina ordem de serviço para as obras do Parque das Graças. Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

O Parque das Graças trará soluções de baixo impacto ambiental e grande repercussão para a vida dos moradores e frequentadores do bairro. A área que receberá o projeto tem a dimensão de 1 km e fica entre as Pontes da Torre e da Capunga, e as obras irão começar no trecho entre a Rua Amélia e a Rua Manoel de Almeida, com a limpeza do espaço para iniciar as intervenções. O investimento total será de R$ 26.574.446,75, com recursos da Caixa Econômica Federal/ Ministério das Cidades. As obras serão acompanhadas pela Prefeitura do Recife, por meio da URB. O prazo para execução é de 18 meses.

** Veja mais detalhes do projeto aqui.

Roberto Montezuma – Coordenador do INCITI/UFPE. Foto: Andréa Rêgo Barros

O prefeito Geraldo Julio relembrou que ao invés de uma via expressa com quatro faixas, prevista em proposta anterior, o projeto foi repensado de acordo com os conceitos do Parque Capibaribe, após debate com os moradores do local. “Vivemos em um momento de muita tragédia, violência e intolerância, mas para transformarmos essa situação temos que mudar os nossos comportamentos, e pra fazer diferente tem que ter quebras e enfrentamentos. Esse projeto aqui é um exemplo disso, se deixássemos as coisas acontecerem no piloto automático, os mesmos erros iriam se repetir. A capacidade de abertura e discussão fez a gente mudar”, afirmou.

Lúcia Moura, presidente da Associação Por Amor às Graças. Foto: INCITI/UFPE

A presidente da Associação Por Amor às Graças, Lúcia Moura, falou da importância do Parque Capibaribe para o bairro e aproveitou a oportunidade para fazer uma reivindicação: “É uma conquista nossa depois de 10 anos de muita luta, agradeço a toda comunidade das Graças. Nós nunca vamos parar de reivindicar, nós amamos esse lugar. Aproveito e faço um apelo sobre a poda das árvores no bairro, temos que ter mais cuidados”.

Bruno Schwambach , secretario da SDSMA. Foto: Andréa Rêgo Barros

O secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife (SDSMA), Bruno Schwambach, ressaltou a importância de um projeto estruturador: “Cheguei há pouco tempo, mas já estou impressionado, pela primeira vez a cidade está sendo pensada a longo prazo, dialogando com as pessoas e com o entorno. Tive a oportunidade de acompanhar e apresentar esse projeto e todos se impressionam como estamos alinhados à Nova Agenda Urbana (ONU), e também ao nosso plano de redução de carbono, dando prioridade ao pedestre, ao ciclista”, declarou.

Atual secretária da Mulher do Recife e participante ativa no projeto do Parque Capibaribe como secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade na gestão anterior, Cida Pedrosa, estava realizada: “Eu tô emocionada como gente, como cidadã, é uma coisa muito maior do que participar coordenando um projeto desse. É uma etapa de um sonho para o futuro. Quero um dia navegar e nadar no Capibaribe, o Parque vai descortinar esse rio para a cidade. Essa obra das Graças é mesmo que dizer para João Cabral de Melo Neto e seu cão sem plumas que essa cidade é possível”.

Outras convidados também estiveram presentes no evento, como os vereadores Wanderson Florêncio, Aderaldo Pinto, Ivan Moraes e Romerinho Jatobá; o Chefe de Gabinete para Projetos Especiais João Guilherme; o secretário do Governo e Participação Social Sileno Guedes; o consultor e sócio da TGI Francisco Cunha, o presidente da URB João Alberto; e o Vice-Prefeito Luciano Siqueira.